As críticas às sucessivas avaliações negativas por parte das agências de rating que inflacionam quase irremediavelmente o défice português têm sido feitas num coro unânime. Da esquerda à direita. De Louçã a Portas. Do governo à oposição.
Não creio que seja um apelo bacoco ao nacionalismo e provincianismo. É apenas a constatação que a agiotagem financeira se sobrepõe aos Estados, reféns de empresas privadas que moldam as consciências e percepções dos cidadãos menos informados, que avaliam apesar de serem partes interessadas e que não passam de instrumentos de ganância legitimadas pelo respeito ao sacrossanto mercado, isto apesar da hecatombe provocada pelos desvios neo-liberais traduzidos ainda à pouco na crise imobiliária.
A melhor resposta a estes novos vampiros, mais sedentos de dinheiro do que de sangue, traduz-se nesta notável interpretação de José Mário Branco. A ver, ouvir e reflectir pois está claro! Em duas partes, Branco... e Tinto! (uma piada privada do Ângelo, magnífico intérprete de Abril que nos brindou este fim de semana com a sua presença - um grande abraço para ele, e um grande obrigado!)
Não creio que seja um apelo bacoco ao nacionalismo e provincianismo. É apenas a constatação que a agiotagem financeira se sobrepõe aos Estados, reféns de empresas privadas que moldam as consciências e percepções dos cidadãos menos informados, que avaliam apesar de serem partes interessadas e que não passam de instrumentos de ganância legitimadas pelo respeito ao sacrossanto mercado, isto apesar da hecatombe provocada pelos desvios neo-liberais traduzidos ainda à pouco na crise imobiliária.
A melhor resposta a estes novos vampiros, mais sedentos de dinheiro do que de sangue, traduz-se nesta notável interpretação de José Mário Branco. A ver, ouvir e reflectir pois está claro! Em duas partes, Branco... e Tinto! (uma piada privada do Ângelo, magnífico intérprete de Abril que nos brindou este fim de semana com a sua presença - um grande abraço para ele, e um grande obrigado!)
28 de abril de 2010 às 11:41
Bem agarrado e grande musica!
28 de abril de 2010 às 13:02
É um prazer ter-te por aqui!
Em Portugal o último grito de revolta foi um anti-cavaquista "talvez foder" do Abrunhosa, em 1995. Um mero "talvez"... e isso diz tudo sobre a nossa actual capacidade subvertiva. Hoje até já lhe chamam "rebeldia", ao melhor estilo estilo da geração morango, da geração rebelde.
Por mim, prefiro continuar mil vezes RASCA!
28 de abril de 2010 às 21:19
Bom dia,
Em relação as agências de rating acho que elas apenas procuram baralhar e voltar a dar... ou seja mexer o mercado para mostrarem a sua utilidade e ganhar uns cobres.
O problema é que quando as "avaliações" são boas os políticos procuram usar as mesmas como bandeira politica... legitimando o trabalho destas agências... já quando as avaliações são más... ai que lá vêm os burlões...
Acho que a UE deveria ter a sua própria agência interna de rating (visto que elas são necessárias como meio de avaliação da situações económicas de cada pais) de modo a evitar este tipo de situações.
Cumprimentos,
AnónimoBastanteConhecido.
1 de maio de 2010 às 21:40
Desta poesia já hoje ninguém ouve. Tenho saudade do sonho e do genuíno sentimento de revolta. Nunca pensei chegarmos a isto, A ESTA MERDA!
Agências de Rating acima dos estados? Desempregados a arcarem com os custos? governos reféns de interesses mesquinhos?
Nunca Pensei.
Mas hoje, já ninguém tem a coragem de o dizer como o genial Mário Branco.
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