Viseu Esquerda
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Os Pavões no Campeonato de Futebol da Areia nos Olhos

terça-feira, abril 13, 2010
2010 brindou-nos com um dos primeiros fins-de-semana de sol e calor. Convite obrigatório para abandonar a hibernação a que muitos de nós se entregaram durante o cinzentismo melancólico e enfadonho do Inverno. Ou não. Pois foi exactamente neste período que a Câmara Municipal de Viseu decidiu mimar-nos com a provinciana "Spring Cup - Futebol de Praia Viseu 2010", uma autêntica chuva de areia nos olhos para alimentar os já de si fortes sintomas de cegueira local.

De Aveiro vieram camiões carregados do valioso material que bem poderíamos trocar por granito que por lá é escasso. Até chega a espantar a ausência de muralhas, castelos ou fortalezas nesta nobre pedra por quem lá se passeia. E como nada se perde e tudo se transforma, talvez fosse boa ideia realizar com a dita um campeonato de castelos de areia durante a semana. E com mais uns camiões de água salgada, no Verão estaria pronta a primeira Praia Urbana Fluvial e Salgada do mundo. Para engrandecer a coisa arranjava-se uma sigla tipo “PUFS”. O cheiro característico de maresia, ficava a conta do Pavia mal rareasse a água. Depois era só abrir um concurso para o cartaz e o slogan, a cargo da inegável competência da Expovis neste tipo de prova, como atesta o exemplar vencedor da edição 2009 da Feira de São Mateus...

Após confirmado o sucesso da iniciativa, a sempre atenta vereação logo magicaria maneira de cá fazer passar o campeonato mundial de Surf ou F1 Motonáutica.


Esta inversão de lógica que modela a gestão camarária pode satisfazer alguns egos e paróquias, mas é de todo contraproducente e despesista. É que o Verão bate à porta e quem se lembre de ir passear para o Parque Aquilino Ribeiro bate com a porta... no nariz! Porque o que importa é enfiar toneladas de areia num pavilhão multifacetado que começa a fazer jus ao nome. E eu a pensar que só no Fontelo é que se podiam apreciar certos pavões...

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Nem Lixo, Nem Feira Semanal! Apenas Promessas da CMV por Água abaixo!

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Ontem não houve feira semanal. Os feirantes haviam cumprido as promessas de deixar o recinto limpo, apesar da insuficiência de locais para depositar o entulho e apesar de muito dos desperdícios serem atirados para o chão pelos clientes devido à escassez de caixotes. Já o mesmo não se pode dizer da Câmara Municipal de Viseu e do seu presidente. E desta feita, pelo menos o Diário de Viseu pôde testemunhar isso mesmo. O vídeo ficou a cargo da Dão TV.

Célere no apontar do dedo acusatório, Fernando Ruas deixou ontem o fato de Capitão Planeta em casa e não compareceu no local para verificar como é que os feirantes tinham deixado o recinto. Também não era necessário. O transbordo da ribeira que o ladeia impossibilitou a realização do certame. Não é a primeira vez. Tal como não são de agora as promessas vãs de resolução do problema. E tal como o treinador rezingão que quando a equipa perde manda o adjunto para a conferência de imprensa, quem ficou encarregue de justificar o tiro que mais uma vez saiu pela culatra da CMV, foi o diligente Vereador Cunha Lemos que se aprontou a imputar ao tempo toda a culpa do acontecido. Não ao tempo que está a demorar encontrar uma solução para o problema, mas ao habitual tempo de chuva que se faz sentir no Inverno... Já o representante dos feirantes Delfim Almeida, é de outra opinião: tivesse a CMV desentupido como lhe compete as vias, e tal não teria acontecido. Os prejuízos, esses ficam a cargo dos feirantes.

Apesar das repetidas promessas de Fernando Ruas em reabilitar o local, apesar de até já se ter planeado, concebido e construído um novo recinto (que afinal servirá apenas para passear o cão ao fim da tarde e tomar uns banhos na futura e improvável praia fluvial), apesar dos cartazes eleitorais que afirmavam que “para apelar ao vento são apenas necessárias palavras, para apelar ao coração são necessárias OBRAS!”, apesar de tudo, tudo continua na mesma.

Nem seria preciso relembrar que os feirantes pagam uma renda à CMV pelo seu espaço no recinto. Faça-se um ultimato rudimentar e bacoco ao bom estilo beirão do presidente: ou a CMV acaba com a falta de condições ou acaba-se com a CMV! E se fosse só aqui que a CMV falha as suas obrigações enquanto senhorio, estaria a cidade descansada...
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Bloco de Esquerda desmascara política de fachada da CMV no Bairro Municipal! Ouça e veja aqui a reportagem!

terça-feira, setembro 15, 2009





Numa visita ao Bairro Municipal, os Candidatos Autárquicos do Bloco de Esquerda por Viseu depararam-se com o abandono e o "terrorismo psicológico" a que os seus habitantes estão sujeitos há décadas por parte da CMV, apesar das recentes obras realizadas e que como se pôde constatar não passam de mera fachada.

Segundo o testemunho do morador Anselmo Cardoso a nova pintura foi feita apenas nas partes exteriores das habitações, afirmando que os responsáveis da CMV no local ofereciam a tinta a quem quisesse pintar as traseiras, mas só se a reclamassem e independentemente da grande maioria das pessoas não o poder fazer porque a idade já não o permite ou não terem dinheiro suficiente para pagar a uns caiadores. Claro que para além da fachada não foi feita mais obra nenhuma, nem nos telhados degradados, nem nos interiores. Entre os moradores uma expressão era recorrente, foi um "lavar a cara" para esconder o que está realmente sujo.

O novo projecto para o bairro está prometido há muito e até tem maqueta no pavilhão multiusos, mas Maria dos Prazeres afirma que questionou o presidente recentemente sobre a possibilidade de colocar uns azulejos que tem guardados ao que este respondeu que o poderia fazer dando a entender que a sua casa não seria demolida nos próximos anos.

E é aqui que reside o problema fundamental. A incerteza em que estas pessoas vivem desde há décadas, entre ameaças de demolição e promessas de realojamento, entre a angústia de quererem fazer obras de melhoramento e a expectativa de verem a sua casa demolida. E não se pense que as rendas baixas são justificação para esta falta de humanismo da CMV porque a grande maioria dos moradores queriam fazê-lo às suas expensas e até sugeriram que se aumentassem então as mensalidades, porque isto é a perpetuação da miséria. Será que alguém na CMV já se imaginou viver assim? Sem poder melhorar as pobres cozinhas, rebocar as frágeis paredes de casa, colocar um novo telhado, construir um anexo... por poder ver o dinheiro investido ir numa pá de uma retroescavadora? E não é uma questão que se coloca desde há um, dois ou cinco anos. São quarenta anos de falsas promessas e falsas expectativas que mantêm estas pessoas reféns de uma situação que julgamos insustentável.

Já Manuel Ferreira, que é vizinho da única habitação que foi até agora reconstruída e que servirá supostamente para memória futura, ironiza com o facto de lá não viver ninguém, acrescentando que se colocaram lá duas placas, ao contrário do rudimentar anexo que foi construído para albergar três netos vítimas de uma tragédia familiar que de tão desnivelado que estava chegava a ter um palmo de água... E questiona-se, "porque é que não fazem como na Guarda" onde existe um bairro semelhante que foi reconstruído e requalificado, mantendo as casas e a estrutura que o caracterizam, porque não é deixando cinco ou seis casas de pé que se conserva a "memória futura", porque a importância deste bairro se deve sobretudo ao seu todo.

Diante da casa deste morador a pressa eleitoral com que a Câmara tratou o espaço proporciona visões que são sintomáticas desta política de fachada: nem uma casa abandonada e sem telhado escapou ao pincel que invadiu o bairro, estando impecavelmente pintada apesar de toda podre por dentro e o curioso é que segundo as acusações dos moradores foi a própria CMV a destelhá-la para apressar o desfecho, à semelhança de muitas outras, mesmo que pegadas a moradias habitadas, tendo como consequência a o acelarar das infiltrações e humidade. E os únicos telhados novos que por ali se vêm são exactamente das casas onde se guardam os materiais das obras, pondo a nu a escala de prioridades da edilidade. Primeiro o material, depois as pessoas? Porque sem material não há obras e com menos pessoas não haverá tantos empecilhos a atrasar o processo? Será isso? Nem queremos imaginar que isto é deliberado, porque é grave, mas que denota uma falta de sensibilidade pelo bem-estar e qualidade de vida daqueles que pouco tendo ainda são mimados com estas aberrações.

Aliás, a febre do alcatrão foi tanta que nem as árvores escaparam, nem os passeios, nem o antigo jardim onde se realizava a festa popular, que de tão alcatroado se transformava num rio às primeiras chuvas, fazendo com que a água corresse directamente para algumas casas. Entretanto estas questões têm vindo a ser resolvidas: as árvores começam a ter uns cm2 de terra para saciarem a sede, uns míseros cm2 de resto. Os passeios já o são. Continuam de alcatrão (qual calçada portuguesa que isso é para zonas nobres) mas já os pintaram de vermelho, parecendo agora um prolongamento da ecopista.

O problema do jardim transformado em "rio" foi remendado com uma lomba (inversa) que escoa a água até ver ou até vir o inverno. Neste último caso até houve direito ao respectivo sinal de trânsito, esqueceram-se foi da grelha, porque o obstáculo não permite que quem tenha mobilidade reduzida, como é o caso do habitante vizinho à mesma que se desloca de cadeira de rodas, o ultrapasse. Mas o morador resignado lá comentou: "se não for agora é para o ano, senão for para o ano é para as próximas eleições", atirando ainda um "haja eleições de 6 em 6 meses" que ilustra bem a situação. Até a antiga fonte foi recuperada, agora com água da companhia, apesar de nenhum idoso de lá conseguir retirar água pela força que é necessário fazer para activar a torneira.

A visita ficou marcada ainda pela visita a Maria dos Reis que foi esta semana notícia por ser vítima de uma acção de despejo por parte da empresa municipal Habisolvis. A falta de sensibilidade social nesta acção é por demais evidente. Segundo o vizinho Anselmo Cardoso é verdade que a casa foi entregue até com um antigo pombal e outro material que se poderá considerar lixo, ou seja, a Habisolvis que processou a moradora por falta de limpeza não garantiu sequer que a casa arrendada tinha condições de habitabilidade logo à partida, até porque a inquilina também o afirma, e refere o facto de o telhado deixar entrar água em casa o que lhe estragou o fogão, vendo-se obrigada a "a fazer um lume no quintal quando não recebe para o jantar as sobras das refeições da santa casa da Misericórdia" e que as rachas por nós testemunhadas são da responsabilidade do senhorio, tal como o buraco do quarto do primo que tiveram que entaipar para não permitir a entrada de ratos.

Maria dos Reis necessita de óbvia intervenção social por parte dos técnicos, vive com os 300€ da rendimento de inserção do companheiro que mal chegam para os medicamentos, mas são bastantes para perder direito ao RSI, o que os obriga a recolher ferro velho e outro material reciclável para "ganhar mais uns 20 ou 30 euros", material que se vai acumulando sendo que a própria Habisolvis promoveu a situação ao entregar uma casa degradada e sem condições nenhumas, cheia de entulho e com barracões anexos.

Ora todos sabemos que lixo gera lixo e quando se alojam pessoas com necessidades prementes de acompanhamento assim, não seria de espetar outra coisa. A CMV já prometeu encontrar solução e que poderá passar pelo realojamento numa das muitas habitações desocupadas, o que Maria dos Reis afirma ser uma solução que deveria ter sido logo vista antes de lhe entregar o actual imóvel no estado em que estava.

Fernando ruas colocou um novo outdoor na cidade com uma citação do Pe António Vieira "para apelar ao vento só são necessárias palavras, para apelar ao coração são necessárias obras". Pois são. Mas não é com palavras de ordem como "Viseu somos todos nós" que estes moradores perderão a angústia de um futuro incerto, e com estas obras apelará apenas ao coração de quem passa e vê um bairro renovado por fora e completamente degradado por dentro e não ao coração de quem lá mora, porque esse há muito está destroçado por esta inqualificável política. A placa com o alvará diz tudo: "envolventes e exteriores", ou seja, em linguagem beirã, tão querida do presidente, isto tem um nome: FACHADA.

E é por tudo isto que o Bloco de Esquerda se baterá pela requalificação do bairro através da requalificação e ampliação das casas existentes, devolvendo a felicidade e qualidade devida a estas pessoas a quem a CMV tem tratado sem a mínima dignidade.
Da parte do B.E. fica o apelo declarado pela candidata à C.M., Maria da Graça Pinto “Exigimos respeito!”, e como disse Paula Fong, também candidata à C.M.V., dinamizadora dos projectos “Entreteias” e “HumanizArte” , “Dar sopa na misericórdia não é politica de integração social”. Carlos Vieira ironiza e diz “Os moradores que já estavam preocupados com a perspectiva da demolição do bairro à muito anunciada pela C.M. , viram aumentada a sua angustia com um alvo pintado no largo principal do bairro” , referindo-se a uma “rotunda” pintada nesse largo, acrescenta “ será que a demolição vem por via aérea”.

Bloco de Esquerda - Viseu
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A miséria no Bairro Municipal não se resolve com pinturas de fachada e alcatrão!

quinta-feira, setembro 10, 2009
A propósito das obras de fachada realizadas pela edilidade para esconder a miséria que graça em algumas famílias e a falta de salubridade de muitas habitações, saiu hoje esta notícia no jn.
A situação será exposta Sábado pelo Bloco de Esquerda numa visita ao Bairro pelas 16h30. A todos os que manifestam preocupação com a falta de dignidade com que estas pessoas têm sido tratadas, fica o apelo para que compareçam.
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A Febre Eleitoral chega ao recibo da água!

terça-feira, setembro 08, 2009
Por cá, a Febre eleitoral de Fernando Ruas está-se a tornar viral. Agora até no recibo da água. Ginestal denunciou que onde antes se lia "2009 - sem aumento de preço", agora pode ler-se "2009 - C MV não aumenta preço". Será que este já respeita o novo acordo ortográfico? Ou será um ajustamento à tão famosa linguagem beirã?

E Já não bastava utilizar o site da CMV, o folheto da Volta a Portugal, as imagens da "obra" no seu HI5, o pavilhão multiusos... como espaços de propaganda?

O Presidente já respondeu: "A queixa à CNE é um acto desesperado. Pegam em pormenores, porque andam aflitos. E têm razões para isso". Então mas se os pormenores não lhe interessam sr. presidente e se a obra é suficiente para ser re-eleito porque raio alterou a mensagem, que em si é um pormenor?
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H1N1 ou a Febre Eleitoral do Alcatrão?

sábado, agosto 22, 2009



A febre eleitoralista é tanta que nem as árvores escapam ao moderno alcatrão que enfeita o velhinho Bairro Municipal! É para ir abaixo "brevemente", mas vai com a suposta dignidade que a CMV lhe oferece agora...

E aos Domingueiros que costumam ir lavar o carro para a fonte do Aeródromo um conselho: escusam de ir tão longe. O nosso querido presidente também reactivou a fonte do Bairro, não com água da mina que estava entulhada, mas com água da companhia...

Se este é um bairro para ir abaixo, para quê tantas peneiras e logo nesta altura do campeonato?

FACHADA!
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O "Esforço Hercúleo" de Ruas no Pavia! Em Fotografia!

sexta-feira, agosto 07, 2009






in Diário de Viseu: Fernando Ruas acentua que "a Câmara tem feito um esforço hercúleo na recuperação da parte urbana do Rio Pavia, não havendo ninguém que não veja as melhorias realizadas". Acrescenta: "Com medo de que isso venha a reverter politicamente a meu favor, já vão encontrar defeitos para lá da ETAR de S. Salvador!"
Como o Diário de Viseu não fez o contraditório destas afirmações, nós fomos testemunhar e não foi preciso ir a São Salvador como afirma o presidente para verificar o tal esforço...
Até o decapitado Afonso Henriques vira as costas a tamanha batalha!
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O Facho* e a Fachada (2)! Em Linguagem Beirã (2)!

quarta-feira, julho 29, 2009

Depois das obras de Fachada que deram um novo ar ao Bairro Municipal, sobretudo a quem passa e não a quem lá vive, eis que se "facham" agora os passeios!

E não é um prolongamento da ecopista ou da pista de atletismo do Fontelo! É o alcatrão pintado de laranja e disfarçado de passeio...

A laranja continua bonita por fora e podre por dentro!

Fachada 1

*
Facho - subst m facho ['faʃu] tocha, Luz. Por extensão, facho pede ser também a réstia da luz, o raio de luz, o foco da luz.
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O Facho* e a Fachada! em Linguagem Beirã (1)

quinta-feira, julho 23, 2009
Ao passar hoje no Bairro Municipal (Bairro da Cadeia) reparei que este apresenta uma cara lavada: alcatrão novo e casas pintadas. Afinal o nosso querido presidente não se esqueceu dos pobres pensei. Mas uma leitura mais atenta da placa que anuncia as obras de requalificação e um pequeno inquérito às pessoas que por ali habitam diz tudo: no aviso escreve-se que a intervenção se destina à recuperação da “envolvente e exteriores” e os moradores queixam-se que apenas foram pintadas as paredes viradas para a rua e que preferiam que não lhes chovesse em casa, ou seja, em linguagem beirã, tão querida do nosso querido presidente, isto tem um nome: FACHADA!

Fachada porque o que interessa realmente não é resolver os problemas das pessoas, mas sim aparentar que se faz obra para quem passa. Aqui aplicava-se melhor o verbo OBRAR... porque a trapalhada é antiga e arrasta-se há tempo demais.
Primeiro tentou-se implodir o bairro e enfiar as pessoas naqueles prédios sem varandas a que vulgarmente se chama habitação social mas que depois se transformam rapidamente em guetos. O argumento era a verticalidade! Moradias onde caberiam centenas de apartamentos, com centenas de novas contribuições autárquicas a choverem nos cofres da CMV? Que desperdício dizia-se... Mas o projecto caiu facilmente por terra: então porque é que não se aplica o mesmo raciocínio relativamente às moradias da Av. Infante D. Henrique (que vai no liceu à igreja nova) ou à própria moradia do nosso querido presidente que constitui um verdadeiro oásis naquela selva de betão que é Marzovelos, dizia-se à boca grande... Não havendo contra-argumentação para estas constatações mais ou menos evidentes, aplicou-se a velha táctica do “deixa andar”. Os moradores são na sua maioria idosos e a matemática da vida fará o resto. É cruel dizê-lo desta forma, mas é a vida, ou melhor, a morte. E como não se alugam as casas que vagam, a matemática do negócio torna-se mais simples e menos dispendiosa, até porque entretanto lá se decidiram por conservar parte do bairro, que ficará com 6 ou 7 casas originais para colocação de equipamentos sociais e engaiolar-se-á os moradores nos edifícios a construir, verticalmente porque esta é uma edilidade de homens e mulheres verticais, perdendo estes de vez os seus estimados quintais, que isso hoje em dia são coisas de ricos e um luxo que se paga caro...

E não me venham com o argumento de que as rendas são baixas. Em primeiro lugar, as rendas são baixas porque nunca ninguém as foi actualizando, em segundo porque aquilo tem um nome, Habitação Social (para fazer cumprir a constituição), e em terceiro, a generalidade dos moradores até têm feito obras às suas expensas para melhorar a salubridade das habitações (senão aquilo já nem eram casas, eram barracas) e não fazem mais porque ouvem há dezenas de anos que aquilo é para ir tudo abaixo...

Mas isto de fachadas começa na própria Câmara Municipal. Basta olhar para a linda fachada, branquinha e estimadinha! E basta ir às traseiras, na Rua Conselheiro Afonso Melo (Conservatória do Registo Civil/ NB), para verificar que as paredes estão sujas e têm tinta a estalar por todo o lado... É sintomático!

Voltando ao princípio. Envolventes e Exteriores?! Importa-se de repetir em linguagem beirã Sr. Presidente? FACHADA!




*Facho - subst m facho ['faʃu] tocha, Luz. Por extensão, facho pede ser também a réstia da luz, o raio de luz, o foco da luz.
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