Viseu Esquerda
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Porque o Vandalismo não é de Hoje: Viseu, 20 de Maio 1891

terça-feira, maio 25, 2010

Sempre que o vandalismo vem à baila, há quem se socorra dos chavões do costume para condenar tais actos, que o são. Escusado eram os estereótipos. Ou porque a “juventude hoje já não tem respeito nem educação”, ou porque a “polícia não tem poder”, ou porque “as autoridades são complacentes”, acabando invariavelmente com a frase do costume: “Eram precisos dois ou três como o Salazar para pôr tudo na ordem”

Mas o vandalismo tem raízes profundas e tanto assim é que na origem da palavra estão povos bárbaros que ajudaram à queda do Império Romano. Tivesse Viriato levado de vencido o exército romano, também seria provavelmente considerado um vândalo também...

Contudo não quero ir tão longe, e por falar em Viriato e indo para "O Viriato", jornal viseense e republicano do séc. XIX que foi buscar o nome ao herói lusitano e hoje coraria de vergonha muitas publicações por aí circulam, atente-se só nesta notícia de 20 de Maio de 1891 e a que podem aceder aqui num trabalho meritório da Biblioteca Nacional de Portugal:



E com notável ironia no último parágrafo!
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Belmiro de Azevedo, qual Anarquista, defende direito à ACÇÃO DIRECTA!

quarta-feira, maio 19, 2010

O embaraço no PS deve ser grande. Até já capitalistas como Belmiro de Azevedo justificam e compreendem as consequências práticas da política de austeridade do Bloco Central, e o patrão da Sonae di-lo sem apelo nem agravo:


“Quando o povo tem fome, tem o direito de roubar” diz o empresário.


Bem, se é um direito, esfomeados de todo o mundo uni-vos que o Continente está em promoções... Um país onde os maiores magnatas se saem com estas tiradas, é um país a saque.

E se o jornal "I" conseguiu o prodígio de privatizar a letra que lhe dá o nome, fica um apelo aos socialistas para que não se deixem confundir com este governo sem norte, sem sul, sem rumo. Para Sócrates o mundo é que circula ao contrário. Até porque foi o "mundo que mudou em três semanas" disse-nos ontem o Primeiro-Ministro. Exacto, nós tentámos, o mundo é que gira ao contrário...
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“Padre” Marcelo volta à TVI para Homilia Dominical

quarta-feira, maio 19, 2010


Volta, estás perdoado... Este poderia ser o título para o regresso de Marcelo Rebelo de Sousa à TVI após ter sido saneado pelo governo de Santana Lopes. Aliás, esta estação televisiva ameaça ser a “puta” oficial do poder tanta é a permeabilidade às pressões censórias dos sucessivos governos. Ao PSD bastou um lamento de indignação da dupla Santana/Portas contra Marcelo para que lhe fosse mostrada a porta de saída. Já o PS necessitou de outras artimanhas que são do conhecimento geral e que ainda estão sob inquérito parlamentar.


Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) não é um comentador inocente. Nenhum o é, mas este tem uma agenda política que não consegue esconder e uma ambição desmesurada que qual Zandinga ou D. Sebastião, o levará mais cedo ou mais tarde ao Governo ou à Presidência da República do qual nenhuma vichyssoise o arredará...

Nem será difícil sequer. A ditadura telegénica imposta pela televisão, mais do um case-study, é já hoje uma realidade incontestada. Santana e Sócrates são dois dos seus mais ilustres afilhados. A bem do share, para desgraça do país. Num mundo que se admira por uma pessoa como Susan Boyle, que não encaixa propriamente nos padrões actuais de beleza, cantar lindamente, já nada estranha. Porque raio se associa uma boa voz a um corpo ainda melhor? Cantamos com o corpo ou com os KG da balança? Geração MTV a quanto obrigas... E a política, vejam Passos Coelho, está a ir pelo mesmo caminho.

Esgotado o tempo na RTP, posta de lado a hipótese Balsemão, sobrava o canal que Cavaco Silva teve o desplante de oferecer à igreja, um acto de extrema-unção mediática que ameaçou afundar a estação ainda esta não tinha dado os primeiros passos.

Mas a TVI não perdeu a sua ligação ao além. Podem prová-lo se tiverem a infelicidade de tropeçar num programa em que Júlia Pinheiro fala com espíritas e espíritos, podem testemunhá-lo na missa dominical e poderão agora e novamente confirmá-lo na homilia marcelista que se avizinha.

Estou a exagerar? Deixo-vos então aqui um “cheirinho” da crónica/missa de MRS ao jornal Sol neste último Domingo... Entretanto Pacheco Pereira, mais senil que nunca, lá vai dizendo que a comunicação social é controlada pela esquerda...


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Loja do Cidadão no Centro Histórico? Não, apenas o Balcão da Câmara...

terça-feira, maio 18, 2010

O Diário de Viseu traz hoje em título que o “Executivo aprovou (a) transferência da Loja do Cidadão para centro histórico”. Quem tem por hábito ler apenas as gordas dos jornais, ou porque não lhes interessa o conteúdo ou porque os euros para este tipo de papel são cada vez mais escassos, acaba muitas vezes por ser defraudado nas expectativas.

Não estando a Loja do Cidadão debaixo da tutela da Câmara Municipal, desconfia-se logo à partida da notícia, e lendo a notícia desvenda-se logo o mistério: afinal refere-se apenas à transferência do balcão da CMV...

Nunca concordei muito com a transferência da Loja do Cidadão para o centro. Afinal o propósito da mesma é facilitar a vida aos cidadãos e não complicá-la. Não é para revitalizar coisa nenhuma que não seja a medonha burocracia do estado e para concentrar serviços essenciais como o fornecimento de água, luz, gás... No fundo, descomplicar.

Tem-se feito tudo nas últimas décadas para empurrar as pessoas para as periferias e assim satisfazer o apetite voraz dos construtores. Não há qualquer política para travar essa sangria que tem levado os viseenses para os limites da cidade. Permitem-se inúmeros fogos novos sem acautelar, nem forçar a reabilitação dos edifícios moribundos do centro histórico, excepto um ou outro caso avulso. Os incentivos para os jovens e estudantes o povoarem não passam do papel e os prédios devolutos são cada vez mais e a população idosa, exceptuando à noite, uma maioria. O estacionamento para os moradores é uma miragem e a privatização total da rua pelos parquímetros é uma realidade. O presidente esquece-se de um pormenor que não o afecta a ele, mas afecta a generalidade dos viseenses que não têm um lugar cativo no Rossio para estacionar quando quiserem...

Não é com artificialismo que se dá vida aos centros das cidades. É com habitantes! E aí nada tem sido feito.

Que venha o balcão da CMV. Não mudará coisa nenhuma e apenas duplicará os serviços existentes no Rossio... Fernando Ruas espera poupar com esta medida. Na renda, e nos funcionários que são três mas que só deviam ser dois, isto ao mesmo tempo que brada aos media porque considera «inacreditável» o congelamento da entrada de funcionários proveniente do PEC.
ica uma sugestão. Que continue com os três funcionários e alargue o horário de atendimento para que não coincida com o “horário nobre” da câmara e assim crie uma qualquer vantagem que não seja o simples “quero porque posso e posso porque quero.”

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Ridículo: Grupo Lena Privatiza Alfabeto!? Lápis Azul do séc. XXI!

sexta-feira, maio 14, 2010
Cuidado com a utilização da letra “I”. Parece que esta foi privatizada pelo Grupo Lena e Sojormédia e só poderá ser escrita individualmente após autorização dos mesmos! Não bastava a exclusividade sobre o merchandising alusivo à visita de Ratzinger... Não. Esta corja ao serviço do Vaticano quer também privatizar o ALFABETO!

A história é simples: no dia 10 de Maio, o grupo feminista da UMAR decidiu distribuir um panfleto informativo durante a visita do Papa a Portugal em que parodiava sem qualquer ofensa assuntos que estão na agenda do movimento, como por exemplo “Mulheres vão ser Padres” e “Fim das propinas anunciado para 2011” figuravam na capa da publicação intitulada de “I Diário”.

A 11 de Maio receberam dos advogados da “SOJORMÉDIA CAPITAL SA” a seguinte e insidiosa notificação:

«V.Exas conceberam e distribuem um jornal intitulado “i diário”. Jornal que toma várias posições contrarias à igreja católica em geral e de Sua Santidade o Papa Bento XVI.» e acrescentando que «porque a conduta de V.Exas é passível, entre outras, de queixa-crime e afim de evitar mais danos quer ao jornal “i” quer a V.exas, vimos solicitar que cessem de imediato a ilicitude, designadamente procedendo à recolha de todo e qualquer jornal, além da divulgação pública de que o jornal diário “i” é totalmente alheio à vossa publicação.»

A 12 de Maio a UMAR enviou um comunicado aos media a informar que a associação entre a publicação e o jornal era puramente fantasiosa: “não tem qualquer associação com o “Jornal i”, nomeadamente, em termos de título, tamanho, cor, grafismo, qualidade do papel, número de páginas e locais de distribuição”.

A 13 de Maio apareceu a nova polícia política que tem como siglas A.S.A.E. (sem “I”) nas instalações da UMAR e APREENDEU todos os exemplares existentes, invocando uma queixa por contrafacção, imitação e uso ilegal de marca!!!!!!

Foi em Maio, mas poderia ter sido a 24 de Abril de um ano que todos sabemos...

“I” se deixassem de usar os media como mero veículo de propaganda? “I” se parassem com a obscena apropriação do jornalismo por estes construtores civis? “I” se o jornal “I” fosse processado pelo estado que inaugurou o I-GOV? “I” se agora houver um grupo económico que se lembre de patentear o alfabeto em seu nome? “I” se alguém aparecesse a reclamar a propriedade dos algarismos?

“I” se fossem era para um sítio que eu cá sei, ter com um senhor que vossas excelências tanto adulam para que este vos diga: “Tomai e Comei, este é o meu corpo, esta é a minha peça com “I”...

“I”, um jornal light para quem como as crianças, prefere ver as imagens a ler conteúdos! Como as crianças não, come o PAPA!

Entretanto, "a associação está já a alterar o título do documento para “ideário” (trocadilho subentendido no anterior título), a fim de disseminar, massivamente, o documento e as suas mensagens."
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Bispo de Viseu: A inconveniência que convém!

quarta-feira, maio 12, 2010


O Bispo de Viseu achou inconveniente a utilização da imagem de Ratzinger para promover a festa que se realizou ontem no “Factor C”. A inconveniência de que nos fala D. Ilídio Leandro é compreensível. Ainda ontem Ratzinger fez um apelo aos artistas: “Fazei coisas belas”. Bem, de facto não vejo qualquer beleza num poster que apresente as costas do Papa. Mas o incómodo do Bispo de Viseu tem outra natureza.

É que a Igreja vendeu os “direitos exclusivos da distribuição de produtos com a imagem do Papa Bento XVI na visita a Portugal” ao grupo Sojormedia, e não é certo que o grupo Noite Biba tenha pago as “royalties” aos detentores do Jornal “I” e do “nosso” Jornal do Centro...

A pirataria é coisa ruim. Resta saber quem são os piratas...

E nem disfarçam a coisa, usando e abusando dos media que detêm para publicitar os seus produtos oficiais “made in China”. Basta abrir o semanário viseense para escarrapacharmos logo com uma página inteira alusiva ao merchandising. Basta visitar o ionline para que o amarelo papal ofusque a vista. Basta anotar que foram 4 Bispos os primeiros directores convidados para as edições dos jornais regionais do grupo em 2010. Basta reparar que no Conselho Geral do Grupo Lena se senta o agiota ex-opus dei Teixeira Pinto. Basta lembrar o destino dado ao inconveniente jornal de fim-de-semana da Rádio NoAR e respectivos jornalistas.

Talvez isto seja conveniente para o Bispo de Viseu que vê amplificada a mensagem e os lucros, mas é de todo inconveniente para um jornalismo que se quer plural e independente. Já basta de beija-mãos aos políticos do costume.

Inconveniente é a República envolver-se em crendices e beatices religiosas. Inconveniente é a estatística que transforma todos os baptizados em católicos. Inconveniente é a falta de liberdade de expressão daqueles que se ofendem perante este ajoelhar da República ao obscurantismo religioso. Inconvenientes são os dinheiros públicos que financiam obras privadas de gosto duvidoso para celebrar milagres que roçam o obsceno pela sua autenticidade duvidosa.

Ao procurar no facebook a imagem do dito poster que tanto ofendeu sua eminência, constato que o mesmo se apresenta agora a negro. Talvez de luto pela falta de humor da igreja, talvez no medo de perder o seu quinhão no céu à falta do pagamento da indulgência. Ou então simplesmente porque os responsáveis caíram na real, até porque Olavo de Sousa afirmou ao Diário de Viseu que não sabia "se a figura do papa
era assim tão popular entre os mais jovens, que são os nossos clientes". Pois não! Sabendo o que se sabe hoje, gosta mais a igreja de jovens do que os jovens da igreja...

Se um suspiro de um bispo da província assusta um grupo como o Noite Biba, o que fará um rugido do Papa? Como tal, desarmar no anti-clericalismo está fora de questão. Que permaneçam no obscurantismo medieval é lá com eles. Não obriguem é a sociedade a segui-los para o abismo ignorante que sempre desejaram para a humanidade. Ontem, hoje e Amanhã!



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Vídeo: A Liberdade de Expressão segundo o PS

quinta-feira, maio 06, 2010
O Partido Socialista anda à deriva. Habituado que estava a controlar o novo lápis azul da vergonha, ora através das posições do Estado nas empresas detentoras dos media, ora através da ameaça às fontes de financiamento, ora através de pressões directas aos jornalistas, é com toda a naturalidade que assistimos a episódios como o de ontem, onde Ricardo Rodrigues, deputado e vice-presidente da bancada socialista, decidiu ROUBAR os dois gravadores que registavam a entrevista que este dava à revista Sábado.

Parece que o homem não estava a gostar do teor das perguntas. A mim pareceram-me até bastante pertinentes. Acostumado que está a ter as questões de antemão, parece que os métodos do primeiro-ministro começam a fazer escola no Largo do Rato. Entretanto seguem 74 perguntas para José Sócrates responder em casa com os seus advogados sobre o negócio PT/TVI. Provavelmente mais do que aquelas a que teve de responder durante o todo o curso, acabado ao Domingo, se calhar também em casa...

74 questões vindas directamente da Comissão Parlamentar de Inquérito ao negócio PT/TVI, em que o PS se faz representar exactamente por este senhor Ricardo Rodrigues e em que este faz um mero papel de advogado de defesa dos envolvidos no processo. Pelo menos assim já conhecemos a opinião deste senhor acerca da liberdade de expressão e sobre o papel dos media... E também sobre os off-shore: é contra, mas no privado ajuda "gangues internacionais" a esconder lá o dinheiro. Actualmente o “Ser” conta muito menos do que o “Parecer”.

Até onde chegará a prepotência cega desta gente? Depois ainda vem fazer o papel de coitadinho. Por favor! Enxerguem-se!



Quem já respondeu bem a Ricardo Rodrigues a propósito da corrupção foi Fernando Rosas:


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Jornais Manuscritos nas Masmorras do Fascismo Salazarista

quinta-feira, abril 15, 2010


Está presente na Torre do Tombo uma exposição de jornais comunistas manuscritos, todos eles redigidos por militantes detidos nas masmorras fascistas. Curioso é o arrojo gráfico. Fica aqui o link para alguns exemplares disponíveis na edição on-line do Público.
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Parabéns ao Público! Aqui mora o bom jornalismo!

sábado, março 06, 2010


O Público faz 20 anos. Se em 1990 o projecto fundador fazia todo o sentido, hoje então é fundamental. Uma espécie de farol no cada vez mais decadente jornalismo nacional. A total recusa do sensacionalismo enquanto escola, a independência face aos poderes instituídos, o rigor com que trata a matéria noticiada e a análise que faz dos factos transformam-no simplesmente no diário mais delicioso do pobre panorama da imprensa portuguesa.

Já aqui chorei diversas vezes o agoniar da servil imprensa regional. Mas se o meu discurso pode ser colado à esquerda, deixo aqui as palavras insuspeitas de alguém com quem tenho pouco em comum, materialmente e valorativamente. Fica então a prosa de Belmiro de Azevedo com a receita ideal para um jornalismo sério e ao mesmo tempo economicamente viável:

“E eu posso facilmente satisfazer todos os que procuram a receita ideal para uma saudável relação entre o accionista e a edição: os poderes vão e vêm; basta ignorar os pedidos, os protestos, as pressões, as retaliações e as ameaças, e continuar a exigir aos gestores e aos jornalistas que façam do rigor profissional e da sustentabilidade económica do jornal a garantia mais segura da sua independência e da sua longevidade” (Público, 05/03/2010)

Olhando para Viseu e lendo os nossos jornais podemos verificar que tais princípios não existem. Talvez também porque nem todos os “poderes vão e vêm” como afirma o empresário. Há sempre uns quantos que se eternizam, e à imprensa reserva-se o papel de os entronizar. Em bom português, e sem acordo ortográfico, um verdadeiro beija-mão.
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O Estranho caso do Parque Aquilino Ribeiro... no Diário (CM?) Viseu

quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Lendo a notícia do Diário de Viseu acerca dos motivos que levaram à paragem das obra no Parque Aquilino Ribeiro há mais de 2 meses fica a dúvida: Afinal a paragem foi forçada pela falta do visto do Tribunal de Contas ou pelo mau tempo?

Reparem nestas duas afirmações do também jurássico vice-presidente da CMV Américo Nunes na mesmíssima notícia:

"Estamos a aguardar o visto do Tribunal de Contas (TC) desde 10 de Dezembro do ano passado" e "O empreiteiro tem a obra suspensa, devido às fortes chuvadas que têm caído e que estão a dificultar o prosseguimento dos trabalhos"

Se houvesse autorização do TC não haveria obra porque é Inverno (o "mau tempo" nas palavras de Américo Nunes, isto quando todos os valores relativos à pluviosidade se encontram dentro da média!). Se tivéssemos um Inverno seco, seria devido aos burocratas de Lisboa que não despacham o processo. Mas sobre quando começam as obras afirma que "o município continua a aguardar pelo visto do Tribunal de Contas". Em que ficamos afinal?

E quando esperamos ver o mínimo de contraditório da jornalista sobre estas incongruências, aquilo que nos reserva o resto do artigo (que é só apenas metade do texto!) é pura propaganda sobre as virtudes do projecto (que acredito que tenha) na transformação daquele espaço, nas actividades que a Câmara Municipal por lá tem realizado, desde o euro ao mundial ou às manhãs desportivas, na aposta em Viana Barreto... Isto pela enésima vez e desde 31 de Maio 2005(!), em que a edição do Diário de Viseu (no Senhora da Beira) repetia IPSIS VERBIS(!) a mesma coisa!

Passados 5 anos, no Diário de Viseu um copy/paste chega!
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E EM VISEU HÁ LIBERDADE DE IMPRENSA?... Um texto de Carlos Vieira, Deputado Municipal do BE

segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Porque nunca podemos tomar a liberdade por garantida, mais um alerta acerca das promiscuidades entre comunicação Social, Grupos Económicos e Política. Um texto de Carlos Vieira:

E Em Viseu há Liberdade de Imprensa?...

Paulo Rangel fez uma triste figura no Parlamento Europeu ao acusar o governo português de querer controlar a comunicação social, pondo em causa a “liberdade de expressão” em Portugal, dando como exemplo o caso de Mário Crespo que “viu censurada uma crónica sua, por sugestão, ou aparente sugestão, do primeiro-ministro”, pelo que Portugal já só formalmente seria um Estado de Direito. Em primeiro lugar, o candidato à liderança do PSD devia ser mais rigoroso. É verdade que as dúvidas deontológicas do director do Jornal de Notícias seriam justas se estivesse perante uma notícia, mas, tratando-se de um artigo de opinião, apesar da fragilidade de um relato às três tabelas, parece-me um excesso de zelo (chamar-lhe censura é exagero. Escrevi crónicas durante dois anos para o J.N. e nunca fui censurado). No entanto, responsabilizar Sócrates por tal acto concreto não deixa de ser um excesso de imaginação. Em segundo lugar, o mesmo Paulo Rangel, em 21.10.2009, no Parlamento Europeu, votou contra uma resolução (reprovada por três votos) que criticava os ataques de Berlusconi à liberdade de imprensa em Itália, o que já tinha provocado uma manifestação, em 4.10.2009, de cerca de 300 mil italianos, fartos dos escândalos de tráfico de influências do primeiro-ministro que, para além dos “media” públicos, controla três canais privados de televisão e vários jornais.

Já quanto às revelações do jornal Sol, aí sim, importa esclarecer os portugueses se o Governo ou o primeiro-ministro interferiram na decisão da PT de comprar a TVI. Esta é uma questão política que compete ao Parlamento português investigar, uma vez que se trata de matéria que não está sob investigação judicial. Mesmo dentro do PS há quem defenda, como Vera Jardim, que se deve “ouvir todos os envolvidos” , uma vez que, como também disse Ana Gomes, “o conteúdo não foi desmentido e não basta varrer o lixo para debaixo do tapete.”

Claro que em matéria de controlo da comunicação social não há virgens inocentes. Ficou provado a interferência de dois ministros do Governo de Santana Lopes na decisão da TVI de acabar com o programa de Marcelo Rebelo de Sousa. O “Expresso” não publicou uma crítica literária demasiado negativa sobre o escritor Miguel Sousa Tavares, cronista do jornal, e dispensou o jornalista João Carreira Bom depois deste ter escrito uma crónica a chamar “rei do telelixo” a Balsemão, dono daquele semanário. E também não esqueço que o mesmo Sol que agora trava uma lucrativa cruzada semanal pela liberdade de expressão, publicou um editorial, em 2005, onde o seu director afirmava que “as manifestações são legítimas, mas têm todas um fundo antidemocrático, porque querem obrigar os governos a tomar medidas contrárias aos seus programas”.

Vicente Jorge Silva, que depois de ter sido director do Público (onde deu uma ajuda a Guterres para chegar a primeiro-ministro) chegou a ser deputado independente do PS, foi dos primeiros a denunciar, já há uns anos, numa entrevista, a obsessão de Sócrates em controlar a comunicação social. Não me admira, portanto, que vão surgindo novas revelações, novas contradições e novas ondas que Sócrates dificilmente surfará.

Hoje, a imprensa mundial atravessa uma crise sem precedentes, devido à concorrência da Internet e dos jornais gratuitos. As falências e as fusões levaram à concentração da propriedade, o que limita a diversidade da oferta. Os jornais deixam de pertencer a jornalistas profissionais e passam para as mãos de empresários, bancos ou grupos multinacionais com o lucro como objectivo exclusivo ou como instrumento de pressão sobre o poder político.



O DECLÍNIO DA IMPRENSA REGIONAL



Em Viseu e na nossa região para além de terem desaparecido alguns títulos (Voz das Beiras, Correio Beirão, Viseu Informação, Banca de Ideias) temos vindo a assistir ao declínio dos jornais e rádios locais. Também a imprensa nacional tem vindo a reduzir a sua cobertura regional. O Público e o Jornal de Notícias acabaram com a “Edição Centro”, ficando agora a nossa região integrada na “edição Porto”, do primeiro, e “edição Norte”, do segundo. O Público só reserva, por norma, uma folha para o “Local”, o que faz com que muito raramente apareça uma notícia sobre Viseu. O Jornal de Noticias (o jornal mais vendido do país graças à excelente cobertura regional, sobretudo no Norte e Centro), depois da fusão por incorporação do Diário de Notícias, em 2003, despediu centena e meia de jornalistas, incluindo um dos dois excelentes profissionais que tinha em Viseu, Rui Bondoso. Também a Rádio NoAr viu asua imagem de marca, a qualidade informativa, na “escola” da TSF, com quem trabalhava em rede, ao ficar sem noticiários locais aos Sábados e Domingos, devido ao despedimento do jornalista Clemente Pais da Silva. Com 25 anos de carreira (Diário Popular, Público, Sábado, TSF) Clemente foi autor de uma reportagem de antologia na “Sábado”: “De mão estendida”, com fotos de Eduardo Gageiro, tendo passado duas semanas disfarçado de mendigo. Fernando Ruas, na apresentação da sua última candidatura à Câmara Municipal de Viseu, dedicou uma parte do seu discurso a “malhar” na “rádio do costume”, a “que faz directos com os amigos”, numa alusão à reportagem que Clemente Pais da Silva fez de uma Conferência de Miguel Ginestal que, por sinal, até nem foi transmitida em directo.

Foi graças a uma reportagem da Rádio NoAr que ficámos todos a saber que o nosso presidente da Câmara incitara os presidentes das Juntas a correrem à pedrada os vigilantes da natureza. Não se sabe se as queixas de Fernando Ruas tiveram alguma coisa a ver com o despedimento de Clemente Pais da Silva, mas a verdade é que depois do caso das pedradas, deixou de se ouvir publicidade da autarquia na NoAr e, democraticamente, nas outras rádios da cidade. Também não se vê publicidade das grandes empresas da região nos “media” locais.

O Grupo Lena, que recentemente comprou a Rádio NoAr, já tinha comprado o Jornal do Centro, donde foram despedidos vários jornalistas. Um dos primeiros foi o cartoonista Gil, com a desculpa de que o grupo Lena já tinha cartoonistas noutros títulos. Nunca mais o jornal viu um cartoon. Mas consta que muita gente bem colocada se sentiu incomodada com o humor satírico de Gil. Quem perdeu foi o jornal e os seus leitores. Quem perde com este afunilar da comunicação social é a democracia, a cidade, a região e o país, cada vez mais sorumbático.



Carlos Vieira e Castro
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Museu do Quartzo, Equívocos Jornalísticos e Cidadãos-Reporters!

domingo, janeiro 17, 2010

Apesar de ainda não ser desta, o tema da inauguração do Museu do Quartzo voltou à agenda na forma habitual: Fernando Ruas anunciou pela centésima vez que "Falta mesmo só decidir a data da inauguração". Sobre o Funicular disse o mesmo, apesar da óbvia impossibilidade devido às sucessivas intervenções para melhorar a segurança.

Ao bom estilo da imprensa local, o frete lá foi publicado no Diário de Viseu de dia 11 de Janeiro, com uma bonita foto a condizer. É claro que ninguém foi ao local confirmar se realmente a obra estava pronta a inaugurar mal o presidente estalasse os dedos ou arranjasse uma data no apertado calendário. É claro que ninguém se deu ao trabalho de ir ao Monte de Santa Luzia tirar uma foto recente e lá se publicou uma imagem que de actual só tem a data de publicação. Pelo menos não ilustraram a notícia com a maqueta. Menos mau. Ainda não se bateu no fundo. Anda-se apenas pelo lodo...

Mas também está cada vez mais claro que hoje o monopólio da informação já não pertence aos media tradicionais. O voluntarismo dos cidadãos repórters tem-se afirmado cada vez mais por oposição ao carneirismo, ao seguidismo ou à simples falta de meios do mainstream e o maior exemplo disso aqui em Viseu é o
blog do AJ e a sua sempre atenta objectiva. Neste caso particular, basta dar aqui um salto para verificar que de facto nem a obra está pronta nem a foto publicada na imprensa “oficial” condiz com a realidade. Fosse isto um caso único, e até causaria admiração, mas com o cada vez mais moldado e minguado jornalismo, esta já é a regra e não a excepção.

Hajam mais AJ’s por aí e a
morte da dita na versão impressa chegará mais rápido do que o previsto. Entretanto valores como objectividade, rigor ou ética vão definhando ao sabor da lógica de mercado. Se é que já não sucumbiram por completo!
O Museu esse lá continuará à espera. De resto, um Museu único no país (quiçá no mundo) dedicado ao mineral... mais abundante da Terra! E esta hein!?
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O Lixo e os Ratos de Fernando Ruas! Esses Não Aparecem nos Jornais!

sexta-feira, janeiro 08, 2010


Ou muito me engano, ou o nosso presidente anda com problemas bipolares. Há noite sonha com uma intifada contra os fiscais do ambiente. De manhã acorda como se fosse o Capitão Planeta e ameaça: “ou os feirantes deixam o recinto limpo ou acaba-se com a feira”! Nem a Quercus, nem a Greenpeace, nem sequer os supostos radicais do Movimento Verde Eufémia se lembrariam de tanto.

Dracon redigiu o primeiro código escrito da Grécia no séc. VII A.C., regulamento esse que ficou célebre por punir com a morte quase todos os delitos, fossem eles muito ou pouco graves. Daí a expressão “medida draconiana”. Apesar de tudo, era amado pelos cidadãos. Tivesse nascido Fernando Ruas na Grécia do séc. VIII A.C. e talvez a palavra fosse hoje outra...

Mas se a quinta da vizinha é sempre melhor do que a minha, o mesmo se poderá dizer do pecado do vizinho, que é sempre mais gravoso que o nosso. Porque no que toca a lixeiras, a CMV relativamente aos feirantes não fica nada atrás, sendo que o ilícito é agravado pela responsabilidade devida a quem deveria dar o exemplo e a quem pede aos outros atitudes que nem o próprio toma.

Atendendo a esta foto que retrata uma moradia abandonada da CMV no Bairro Municipal



e que em vez de pessoas desfavorecidas a habitá-la tem lixo, muito lixo que a transforma numa espécie de aterro a céu aberto, colocado lá pelos diligentes funcionários dos serviços de limpeza da CMV, podemos concluir que as palavras de Fernando Ruas não passam de cuspidelas contra o vento. Talvez não seja a ele que lhe caiam em cima, mas certamente cairão em cima dos também diligentes mensageiros da boa nova do Sr. presidente, mensageiros esses que têm feito de tudo para transformar a imprensa local numa espécie de boletim da CMV. Não todos obviamente. Mas a tendência é para que os poucos que sobram desapareçam em “reestruturações”, “mobilidades” , “reformas” ou simples despedimentos.

No Bairro Municipal, quem agradece são os ratos que de tanta fartura até já morrem de barriga cheia na estrada como este infeliz,





quem sabe fascinado pela “rotundinha” que deverá ter inspirado o pasteleiro mais famoso da cidade (quiçá da região, quiçá do país, quiçá do mundo) e a sua fantástica decoração...

Quem agradece são também os gatos que viram por estes meses engrossadas as ninhadas tanto é o alimento e tanta é a vontade dos moradores em ter pelo menos 1 lá por casa, 2 no quintal, e quantos forem necessários na rua, retomando o hábito milenar transmitido pela cultura egípcia e colocando de lado o hábito local de “dar banho aos gatos” logo pela nascença...

Nada que aborreça o nosso presidente. As fachadas continuam de um branco imaculado e mais do que ser o que interessa verdadeiramente é parecer, mesmo que haja casas destelhadas onde a salubridade é pouca ou nenhuma para quem lá habita. O que distingue afinal um “facho” de uma “fachada”?



Mas o Bairro é para ir abaixo de qualquer maneira. As moradias unifamiliares serão esventradas pelas retroescavadoras da empresa a quem caberá o ajuste directo. Depois é só encaixar os moradores nas gaiolas a construir e ceder terreno restante à especulação imobiliária, seguindo a velha tradição autárquica. Haverá melhor receita para a “guetização”? Só conheço uma, e essa está toda aplicada no Bairro de Paradinha. Daqui a uns anos, é ver o dinossauro que se segue a clamar por mais segurança e mais responsabilização das comunidades!

Não cederam a judiaria a um núcleo de arquitectos? Então a CMV que lhes encomende (por um preço em conta) um estudo sobre o impacto deste tipo de políticas “betoneiras” nas pessoas...

Debaixo do guarda-chuva dos 62%, tudo é possível na escola autocrata do “quero, posso e mando”. Na Madeira é pouco diferente. E não é por isso que aqui se tem mais respeito pela legitimidade bacoca de Jardim e dos seus cães de fila que o PND tem conseguido colocar a nu.

Aos senhores jornalistas, faço um apelo para que visitem o local, entrevistem as pessoas, deduzam, investiguem, documentem, triem e depois informem a sociedade. Pelo menos antes, era esta a sua função... até porque os recados estavam reservados a mensageiros ou a moços!
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Fernando Ruas Ardina ou Imprensa Local completamente embriagada!?

terça-feira, janeiro 05, 2010

Sob a capa da solidariedade parece que tudo se pode, tudo se consegue. Existe a boa e a má moeda. Existe a boa e a má imprensa. O real não existe a não ser no abstracto. A realidade, essa coisa subjectiva, é formada e moldada em regime de quase monopólio pelos media que por sua vez são moldados e (de)formados pela economia de mercado, ou seja: LUCRO! E indissociável dessa palavra mágica, estão à cabeça as receitas publicitárias. Bem, aqui chegamos ao senso comum: “não se cospe nem no prato em que se come nem na mão que dá a comer”. Poderá parecer simplista, mas se quiserem teorizações mais complexas acerca deste modelo, comecem por googlar “Slavoj Žižek”, pensador com quem tive a felicidade de voltar a tropeçar na Web através do saudoso colega, amigo e camarada Coelho! Fica o agradecimento!

O grupo Lena construiu o Funicular. O grupo Lena detém o Jornal do Centro. O grupo Lena foi responsável pelo fim do noticiário mais independente da cidade (o da Rádio no Ar ao fim de semana). O grupo Lena convidou o presidente a ser ardina. Houvesse uma media-metragem na imprensa local, o resultado entre notícias positivas e negativas, relativamente às políticas da CMV, daria certamente um resultado que envergonharia até o... Diário de Notícias da Madeira! Claro que isto são tudo coincidências. Mas se um bater de asas de uma borboleta pode tanto, o que dirá a teoria do caos acerca do rugir de um velho e poderoso Dinossauro, Senhor das Beiras e Municípios em quem parece que ainda corre o sangue do mítico Viriato? Sócrates ofendeu-se com Moura Guedes, a Prisa decidiu a uma semana do arranque do Jornal Nacional que aquele formato não era adequado. Ruas ofendeu-se com o noticiário da Rádio no Ar (que cometeu o estúpido erro de dar voz à oposição na inauguração de uma obra dos “patrões”) e este desapareceu. Decisões do foro empresarial a que são alheios quaisquer interesses políticos ou cooperativos. Pois.

Contudo, se ardina significa jornaleiro, é também ao mesmo tempo sinónimo de bebedeira. E como o jornalismo anda embriagado de tanta subserviência ao poder. A memória do lápis azul desapareceu e bem mais perniciosa é a nova auto-censura das direcções, sedentas de publicidade, e das redacções, reféns do miserabilismo dos recibos verdes e da insegurança provocada pelo futuro incerto. Este é o pior fascismo. A censura que se esconde sob o manto da liberdade... (sobre isto, leiam este excelente artigo da Sandra Monteiro no Le Monde Diplomatique)

Depois o presidente convoca a imprensa para verem “in loco” o quão porcos são os feirantes. E ameaça: ou se acaba com o lixo, ou se acaba com a feira. Se calhar até foram beber primeiro um café, enquanto não viesse uma aberta na chuvada que caiu logo pela manhã. Melhor do que evitar uma “banhada”, foi terem evitado a fase piloto do projecto de construção da praia fluvial em que se transformou o recinto da feira e que tão bem documentado ficou na objectiva do Delfim e no blog do Bazookas. Aos senhores jornalistas, ficou reservada apenas a demonstração de que vergonhosa era apenas a actuação dos feirantes – lendo os artigos publicados, posso aferir que são todos pessoas geneticamente avessas à higiene do mundo perfeito do presidente.
Quanto ao terreno e instalações destinadas à feira semanal e que irá virar praia fluvial, nada, apenas lixo. Quanto ao terreno da feira semanal sem instalações nem condições, transformado em dias de chuva em autêntica Praia Fluvial, nem uma palavra, nem muito nem pouco lixo.

Economia de espaço? Limitação de caracteres?

Não.

Subserviência, sim. E muita!

Mas pior, só mesmo a lixeira da própria CMV no Bairro Municipal e que vos darei conta adiante!

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Sócrates pediu dinheiro a Vara e mentiu ao Parlamento! Até o Figo foi apanhado!

sexta-feira, novembro 13, 2009

O socratismo anda pelas ruas da amargura. Apesar das suspeitas do PR Cavaco silva quem acaba sempre por ser apanhado nas escutas é o PM José sócrates. Caso para dizer coitado (que é dos adjectivos mais queridos do nosso PM) não fossem os casos cada vez mais escandalosos e vergonhosos. Pedir dinheiro a Vara para pagar despesas de campanha do PS já é mau, fazê-lo por telefone é uma ESTUPIDEZ! Será que pelo Largo do Rato não se aprende nada? E mais uma vez, escutas ilegais e provavelmente nulas acabam no jornal... desta feita no Sol. A justiça é cega mas não consegue ser MUDA!
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José Manuel Fernandes segundo João Teixeira Lopes. O Público.

quinta-feira, novembro 05, 2009

A lança dos neo-conservadores portugueses acabou por ficar a meio da tarefa de transformar o Público numa espécie de Fox News da imprensa escrita portuguesa. E Belmiro fez bem em não querer fazer o papel de Murdoch, até porque as vendas iam caindo a pique.

Fica aqui um texto que nunca cheguei a escrever. Escreveu-o Teixeira Lopes no esquerda.net, e fê-lo com mestria:

O “Público” de José Manuel Fernandes

Não é vendetta, o que me move, apesar da persistente desonestidade intelectual com que brindava o Bloco de Esquerda, um dos seus inimigos de estimação. É a análise política, que, por mais estrutural que se pretenda, não prescinde dos homens e das mulheres...

Vou falar de José Manuel Fernandes e de como um neoconservador, servo fiel, como poucos, às políticas do extremismo republicano, dos EUA, se apropriou, como Director, do rumo editorial e ideológico de um dos principais jornais de "referência", divorciando-o do universo cultural e simbólico da maioria dos seus leitores.

Nunca saberemos tudo sobre a agenda mais ou menos oculta de José Manuel Fernandes. Mas lembro-me, em particular, da sua alegria bacoca quando os Estados Unidos invadiram o Iraque e chegaram a Bagdad. Nunca li ou escutei um único lamento autocrítico dessa águia feroz que, nos editoriais do Público, um após outro, clamava por mais Guerra e mais sangue. Contra o Irão, se necessário fosse. Contra quem quer que ousasse contrariar o império.

Não me esquecerei, tampouco, da sua transformação, em uníssono com Pacheco Pereira, seu alterego e, suspeito, subdirector clandestino do Público, em ideólogo-mor do PSD (que, teimosamente os deixou de escutar, ao verificar que o seu prazo de validade ideológico há muito se esgotara) e em luz da segunda vida do cavaquismo, ao ponto de ter servido, miseravelmente, como pombo-correio de golpes de estado de salão.

Não apagarei, igualmente, as delirantes referências à distopia de um mercado livre; os elogios às privatizações; o nauseabundo favorecimento dos lobbies das escolas privadas.

Mas o mercado nada sabe de honra e até os Azevedo se devem ter fartado com a queda abrupta das tiragens. Pelo meio, dezenas de trabalhadores despedidos, entre os quais muitos jornalistas. Os que foram poupados, viram os seus ordenados reduzidos, enquanto administradores, como José Manuel Fernandes, eram recompensados com generosos prémios.

Não, ele não é o herói destemido em personagem de jornalista de guerra na Guiné-Bissau. Não, ele não se transformou, do dia para a noite, num soldado raso do jornalismo, como afirma no seu patético editorial de despedida. Estejamos atentos. A carreira de José Manuel Fernandes não acabou. Mas leio o Público com outro prazer!

João Teixeira Lopes
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No dia dedicado aos mortos, eis que renasce um jornal! O Público temnova Directora! E ainda bem...

quarta-feira, novembro 04, 2009


"Não queremos doutrinar nem vender receitas. Queremos interrogar o mundo."

Nem mais. Eis as boas novas do editorial de dia 1 de Novembro. Quanto a um dos maiores coveiros daquele que era um jornal de referência, umas palavras: Bye bye José Manuel Fernandes, até nunca! A Fox News espera-o...

Fica aqui o editorial na íntegra:

"Editorial de 1 de Novembro de 2009




O PÚBLICO inicia hoje uma nova etapa da sua história. Quase 20 anos depois do primeiro dia, uma nova direcção, um novo começo. Um tempo mais difícil, também.

Há 20 anos, tivemos a ousadia de em Portugal seguir os paradigmas da grande imprensa europeia e conseguimos ser hoje uma referência sem paralelo na imprensa diária portuguesa.





Os ideais originais estão vivos - qualidade e rigor, distanciamento, independência e integridade. Olhamos para o jornalismo como parte nuclear da democracia e da liberdade e vamos exercê-las informando, questionando e investigando. Podemos escolher as palavras justas em nome da convicção com que as sustentamos - convicção num jornalismo forte, profundo e livre. Isso é fácil. A confiança no jornalismo, no entanto, já viveu melhores dias.

O fundador deste jornal, Vicente Jorge Silva, disse num texto recente que a credibilidade da imprensa de referência ficou seriamente afectada pelos incidentes que rodearam a última campanha para as legislativas. Um balanço duro, mas uma conclusão lúcida.

Não temos nada a acrescentar a uma polémica sobre a qual tudo está dito e da qual não ficaremos reféns. A razão de estarmos aqui hoje é anterior a tudo isso. Mas não escamoteamos o facto de ser nossa primeira obrigação repor essa credibilidade ameaçada, conscientes que estamos da percepção pública de um excesso de peso ideológico no jornal. Acreditamos num jornalismo culto e responsável, que desafia o sensacionalismo e as agendas informativas cada vez mais estreitas.

O leitor encontrará a partir de hoje pequenas diferenças através das quais queremos exprimir este novo começo. Não mudaremos a linha gráfica apenas para dizer que chegámos e somos diferentes - acreditamos mais na substância das coisas do que na forma; é pela substância que queremos afirmar-nos.

Os editoriais, a partir de hoje, deixarão de ser assinados. Os editoriais expressarão o pensamento desta direcção e deste jornal sobre o mundo que procuramos descrever, compreender e analisar página a página. Não queremos doutrinar nem vender receitas. Queremos interrogar o mundo. Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos. Os editoriais serão escritos pelo novo Gabinete Editorial, composto pela direcção e mais cinco jornalistas do PÚBLICO - Teresa de Sousa, Jorge Almeida Fernandes, Margarida Santos Lopes, Ricardo Garcia e Vítor Costa. Há 20 anos, quando nascemos, foi decidido que os editoriais seriam assinados com base em duas ideias: seriam mais acutilantes e comprometeriam apenas o seu autor. Hoje sabemos que essa ideia original se tornou utópica e que um editorial compromete todo o jornal - é a cara do jornal - e não pode, por isso, ser veículo da opinião de uma só pessoa. Acreditamos, também, que é possível escrever editoriais incisivos, com pontos de vista corajosos e provocadores, que questionem e mobilizem a sociedade. Os novos editoriais do PÚBLICO, são, portanto, textos de opinião do jornal como instituição. A mesma filosofia será aplicada à secção Sobe e Desce.

Não serviremos governos, nem procuraremos certificados de bom comportamento. Prosseguiremos uma nova etapa do caminho, no respeito pelos valores que nos guiam desde o primeiro dia.

Queremos garantir a sustentabilidade do PÚBLICO como projecto de referência, desenvolver novas plataformas de intervenção editorial, trabalhar para elevar os padrões e sermos líderes no rigor, na reportagem, na análise, na crítica cultural e na opinião. Vamos estar obcecados com a isenção, a investigação, a profundidade e os temas de proximidade (e para isso vamos criar um caderno Cidades, que sairá aos domingos).

Não queremos inflacionar as expectativas, queremos corresponder aos leitores. Sabemos que o PÚBLICO é o jornal dos leitores exigentes, curiosos e atentos, das pessoas que pensam e que querem que o seu jornal seja um instrumento para pensar mais. Os nossos leitores - 250 mil por dia - são pessoas que sabem e que querem saber mais. São os melhores - e os mais severos - leitores."
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A Liberdade de Imprensa em 2009: Portugal empata com Mali e Costa Rica no 30º lugar!

quarta-feira, outubro 21, 2009

Segundo o relatório dos Reporters Sem Fronteiras Portugal caiu de 16º para 30º lugar no Ranking dos Países com maior (ou menor) liberdade de imprensa. Será que isto ainda apanhou alguém desprevenido? Países Escandinavos e Irlanda continuam a liderar.
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Jornalismo vs Jornalismo nos Prós e Contras - Portugal ficou órfão de jornais de referência...

terça-feira, outubro 13, 2009

Ontem na RTP, cavaqueira animada entre os directores do Público, DN, Expresso e TSF :

Ficámos a saber que José Manuel Fernandes tem outro valor absoluto para além da "inegável evidência da existência de ADM no Iraque" que é a não revelação de conversas e intrigas de redacções jornalísticas. Mesmo essa informação impedisse o fim do mundo... Quanto à "fabricação" da notícia nem uma palavra.


Que Henrique Monteiro não confia em fontes políticas porque se movem por uma agenda, logo não publicou a notícia. Óbvia discriminação. Qual a fonte que não se move por um qualquer interesse? Depois disse que não queria influenciar a campanha. Disse, não. Gritou, todo o programa. Mas como aquilo não era um programa para aferir quem berra mais alto, pouco ou nada valeu. Porque de facto influenciou ao silenciar uma suspeita que abala as fundações quer do jornalismo quer das relações entre os 2 principais órgãos de soberania, influenciou ao publicar aquela encomenda sobre o PPR de Louçã que afinal não o era... sem sequer ouvir os visados. Lamentável. Depois ouvir Henrique Monteiro a berrar durante uma hora aos colegas de profissão como se fosse detentor de toda a ética e deontologia é no mínimo ridículo. E as desconsiderações que fez a Marcelino a propósito da sua passagem pelo jornalismo desportivo são de uma arrogância atroz para com um colega. E vindo de um director de jornal que de referência só tem o passado de luta contra o fascismo só agrava as coisas. Não tem moral para o fazer, ponto.

Marcelino, apoiado por Baldaia, lá se defendeu: a relevância do email e do seu conteúdo é por si só motivo para publicar conversas privadas, independentemente das fontes. Eu também sou dessa opinião. Se aquilo não é relevante, então o que será? As eleições já estavam influenciadas por JMF e as falsas escutas que alimentaram a "asfixia"... mas sobre isso JMF nada disse.

Para JMF resta a pergunta: a presidência suspeita de escutas e o melhor lugar para denunciar a coisa são os media? Não acha estranha esta actuação do Comandante das Forças Armadas? Fazer queixinhas a JMF em vez de agir? Então mas afinal quem é o titular do primeiro órgão de soberania? O Belmiro????? Por favor...

Muito ficou por discutir. Mas foi engraçado ver a aflição daqueles que queriam um jornalismo sem qualquer escrutínio, um poder livre de qualquer averiguação. O 4º poder nem sequer é democraticamente legitimado para se arrogar a esse direito, sobretudo quando as encomendas são infelizmente o prato do dia, as agendas ocultas uma realidade e a concentração hipoteca rapidamente qualquer réstia de independência. Os podres da comunicação social são para esmiuçar como qualquer outro podre, até porque a generalidade da população toma por verdade tudo o que sai da caixinha mágica ou das gordas dos jornais e não se dá conta das lutas entre agências, partidos e grupos pelo controlo da "verdade", qual pravda...

Ao jornalismo que se auto-intitula de referência não basta sê-lo, também é preciso parece-lo. E Portugal com este caso ficou órfão de jornais de referência, se é que já não o era...

Ao Presidente da República não basta um discurso que de tão esclarecedor serve a todos e não serve a ninguém.


De resto ficámos a saber o mesmo.
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Petição a bem da liberdade e independência da Imprensa Regional!

quinta-feira, outubro 08, 2009
Já aqui se tinha falado acerca do estranho fim dos jornais de fim de semana da Rádio NOAR. Agora surgiu e bem uma petição. Subscreve. Por uma Imprensa regional livre, objectiva e independente.

Fica desde já aqui o texto integral:

Petição "Rádio NOAR - Noticiários aos fins-de-semana e feriados"

Desde o dia 26-09-2009 a Rádio NOAR, a emitir a partir da cidade de Viseu em 106.4 Fm ou www.radionoar.pt, deixou de informar os seus ouvintes aos fins-de-semana e feriados. É claro que, com a compra da Rádio NOAR pelo grupo Lena/Sojormedia, também proprietário do Jornal “i”, poucos, ou talvez ninguém, esperariam que tal fosse fosse acontecer. Até porque a Rádio NOAR sempre habituou toda a região de Viseu a ser a única emissora de rádio local com noticiários aos fins-de-semana e feriados, ou seja, na NOAR as notícias não têm dia nem hora marcada, nem sequer vão de fim-de-semana. A Rádio NOAR sempre informou a região de Viseu com uma plena demonstração de que também há profissionais a trabalhar nas rádios locais, inclusivamente aos fins-de-semana e feriados, sem que, por exemplo, os dias de Natal ou Ano Novo fossem datas que provocassem na rádio NOAR um jejum de noticiários. Como qualquer estação de rádio, a NOAR nunca vai agradar a todos, mas a verdade é que é reconhecido que desde há muito esta rádio marca a região de Viseu pelo seu trabalho jornalístico, desde os noticiários diários, directos e debates, onde todos os que aí trabalham e colaboram sempre deram o seu melhor. Todos os que são ouvintes da Rádio NOAR sabem que sempre foi esta estação emissora a informar 365 dias por ano. Não vamos deixar morrer as notícias NOAR aos fins-de-semana e feriados! Só pedimos, como viseenses, que o grupo Lena/Sojormedia, proprietário da Rádio NOAR, não deixe morrer um projecto noticioso que muito orgulha a região de Viseu. Antes disso, que o faça crescer.
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