Viseu Esquerda
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Centenário da República no Mercado 2 de Maio: Ópera, Tragédia e... Promessas de Redenção!

sábado, julho 03, 2010

Foi com algumas expectativas que fui assistir no passado dia 17 de Junho à estreia da CINCO - Ópera do Centenário da República. Confesso o meu enorme desapontamento. Tudo indicava que fosse um grande espectáculo. Afinal, o projecto tinha como autor Carlos Clara Gomes, responsável pelo libreto, música e encenação e produção da Companhia DeMente, que tem como princípio a participação de elencos voluntários locais mesclados com profissionais e o “esbater de fronteiras entre palcos e plateias, conferindo ao Público o estatuto de Ser Activo, Crítico e Participante.”

Uma desilusão. A Ópera, a apresentar em 2 partes e em 2 dias seguidos no Mercado 2 de Maio, começou logo da pior maneira: adiada por motivos técnicos, creio que relacionados com a produção do DVD a projectar. Assim, optou-se por um espectáculo de enfiada no dia seguinte, com mais de 3 horas de duração.

O espaço não era o melhor. O Mercado 2 de Maio não apresenta condições mínimas e era confrangedor ver os artistas a mudarem os figurinos em tendas. O som imperceptível apesar de a espaços se notar alguma qualidade no texto. Os microfones pareciam desligados ou mal colocados. A tela, onde se viam passar as imagens que ilustrariam os acontecimentos, a esvoaçar constantemente por não estar presa. No palco entravam actores quando não deviam. O seu contrário também: Playbacks sem ninguém a interpretar. As luzes muitas vezes falhavam o alvo. Confrangedor. Em vez de uma Ópera, saí com a ideia de ter assistido a uma tragédia.

Em conversas posteriores com alguns intervenientes deu para perceber o porquê de tantas falhas grosseiras. Afinal, o primeiro ensaio geral foi no próprio dia do espectáculo, durante o próprio espectáculo. Em sintonia com o costume também secular e tipicamente português de deixar tudo para o último minuto.

Mas foram os próprios a reconhecer a pobreza do espectáculo apresentado. E ficou a promessa de redenção. De Guimarães chegam notícias de que correu bastante melhor. Ou não. O que retenho sobretudo é a promessa de redenção com o agendamento para Viseu de um novo espectáculo. O Público merece. E os intervenientes também. E isso é de enaltecer. O reconhecimento do erro, e a tentativa de correcção. Afinal aprende-se a caminhar, andando, com muitos trambolhões à mistura. Eu estarei lá para mais uma oportunidade.

A República definha, bem sabemos, mas não merece tão fraca figura. Ópera, Tragédia e Redenção.

Tal e qual a história da própria, com a sua agenda modernizadora e secular até ao 28 de Maio, dia obscuro que apagou a chama do país durante uma longa noite de 48 anos, décadas após as quais o sol do havia de nascer, mesmo que por um dia, para todos nós. A 25 de Abril.

Tal e qual o próprio Mercado 2 de Maio que serviu como pobre palco. Das expectativas goradas do projecto de Siza Vieira à realidade da total inoperância e falta de dinâmica do mesmo, aos clamores por uma necessária remodelação, nem que seja pelo regresso ao passado, e que até já partem da própria Câmara Municipal de Viseu.

Humildade de quem sabe que pode e deve fazer melhor, são as lições que se retiram. E toda a solidariedade para quem se propõe a corrigir o caminho quando este se afigura mau ou errado.
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Dr. Fernando Ruas, e o Princípio do “Utilizador-Pagador” no Funicular, não??????

sexta-feira, junho 25, 2010

O Presidente da CMV tem por hábito defender para os outros aquilo que não quer para ele nem para os seus. Neste caso surpreende-se e acha mal “ que um alemão venha pelo seu país, chegue à França pague portagens, chegue a Espanha pague portagens e depois vem a Portugal e entra aqui e nada". Isto como se a única entrada do país fosse a A25... Adiante.

Mas a maior surpresa virá certamente dos alemães. Afinal, ainda há poucos anos financiaram quase na totalidade o antigo IP5 e ao chegar aqui reparam que desapareceu. A questão fulcral é esta. Se queriam uma AE paga, que deixassem o velhinho itinerário como estava e depois as pessoas optariam pelo que lhe conviesse.

Agora vir para a Praça Pública insurgir-se contra as borlas aos estrangeiros e turistas que assim têm a possibilidade de cá deixar mais uns trocos na economia local, quando ao mesmo tempo Fernando Ruas é o campeão das borlas locais e Funiculadas, que só servem o ego de quem as pensou (e não estou certo de que o verbo “pensar” se tenha aplicado aqui), roça o ridículo.

Então o Sr. Presidente que explique como colocará em prática tal princípio no Funicular. Pedirá o passaporte? O Cartão de Cidadão? O Cartão do Partido? Ou aqui o princípio do “utilizador-pagador” já não serve? Saberá o Sr. Presidente que as regras derivam de princípios e não dos dislates autocráticos de quem tem o umbigo como centro da actividade política? E Saberá quem financiou o projecto megalómano? Pois. O que o Sr. Presidente sabe, e sabe bem, é que a dicotomia do nós por oposição aos outros resulta sempre na parvónia, sobretudo quando o outro é estrangeiro.



E pior, só mesmo as reacções do PS Viseu e da nova direcção, da qual após a volta do beija-mão, não sobra mais nada que o seguidismo e acolitagem. A ouvir.
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Mais umas pedradas na "Intifada" beirã do AJ, regadas com uns aperitivos raianos!

terça-feira, junho 15, 2010
Pedradas direitinhas para o laxismo das autoridades na zona da Ribeira. Quer na inexistência de repuxo (talvez devido ao lodaçal...) do Pavia e porque este se prepara para ficar com o tradicional relvado de Verão; quer e sobretudo pelas falsas promessas de colocação da roda motriz que permitiria segundo Américo Nunes "produzir 10 por cento da energia" necessária para o funcionamento do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) e que tanto orgulho ambiental causou no nosso presidente à altura, onde se insuflou para dizer que aquele era "um sinal de que nos preocupamos com os problemas do ambiente sem estarmos a atirar para os outros aquilo que é da nossa responsabilidade”. A velha história da fachada...

Ainda recentemente tive a oportunidade de passar por Idanha-a-Velha. Antiga sede de concelho no interior dos interiores, retoma hoje um pouco do seu brilho. E só vou dar uns poucos exemplos daquilo que se poderia fazer, a nível da valorização do património:

Possibilidade de interacção através de interfaces simples, conjugando passado com futuro e traduzindo para todos a linguagem vedada a especialistas:


Antigo e tradicional Lagar de Azeite, reconstituído a braços à poucos anos, cessou definitivamente a labora em 1959. Um exemplar quase única da "indústria" portuguesa da época.



Quando não existe espaço para todo espólio, a solução é em tudo contrária ao armazenamento numa qualquer cave de museu... Uma curiosidade, onde param os artefactos e outros achados históricos da nossa cidade? No Almeida Moreira? Não. Em Calde? Não. Onde?


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Em Ranhados, começou a caça às bruxas! O Sr.Presidente deu o 1º Tiro... no pé!

terça-feira, maio 25, 2010
O presidente da Junta de Freguesia de Ranhados anda indignado com a situação na Avenida da Regada. Não por causa do esventrado desvio que obriga a quem vem da EN231 a passar pela dita e que tanto tem feito pela economia local, mesmo antes da conclusão do novo troço. Que o digam os mecânicos com os sucessivos alinhamentos de direcção derivados das crateras na estrada e os proprietários de lavagens automáticas cá do burgo tanta é a poeira no ar. Nada de novo. Mas não. O que incomodo o Sr. presidente é a bruxaria e a prostituição junto do cemitério. Caro, olhe que por aqui nem toda a gente anda de Jipe!

Mas o Sr. Presidente só contou metade da história...

As senhoras que oferecem os seus serviços
já pousam ali literalmente há décadas. A estrada, pouco ou nada frequentada até ao início das obras, é hoje calcorreada diariamente por centenas ou mesmo milhares de automóveis. E parece ser esse o incomodo do Sr. Presidente, a aparência, a visibilidade. Nenhuma palavra para a necessidade que obriga as senhoras a alugar o corpo, nenhuma palavra para a falta de iluminação do cemitério. Não, a PSP é que não actua...

Caro Sr. Presidente, a prostituição nem sequer é crime em Portugal. Apenas o seu incentivo ou exploração por parte de outro. Qual é a lei que proíbe mulheres de se sentarem à beira da estrada a ver os carros passar, a apanhar boleia ou a ter relações sexuais com outra pessoa?

O artigo 170 do Código Penal apenas refere que “quem, profissionalmente ou com intenção lucrativa, fomentar, favorecer ou facilitar o exercício por outra pessoa de prostituição ou a prática de actos sexuais de relevo é punido com pena de prisão de seis meses a cinco anos” sendo omisso quanto à relação entre prostituta e cliente por se tratar de uma relação voluntária.

Melhor faria se pegasse na Polícia do Município e usasse o regulamento da sua cidade que até proíbe cuspir para o chão ou lavar o carro à porta de casa, da maneira que lhe conviesse… em vez de andar a incomodar a PSP com tais menoridades. Até podia colocar um simples sinal de proibido parar e estacionar o que obrigaria as prostitutas a entrar nos carros em andamento e sabendo nós a idade das senhoras... Se há lixo, atentado ao pudor ou o que seja, multe-se. Evitem-se mas é os dias de chuva, pois as botas dos polícias parecem ter pouca sola.


Quanto ao cemitério, apenas é condenável o assédio dos potenciais clientes a quem vai homenagear os seus falecidos. Já velas negras são iguais às brancas, ou agora também há racismo beato? Garrafas de Whisky vazias podem muito bem fazer parte de uma crença que não seja a católica e que veja neste acto uma maneira de agradar aos seus no céu ou inferno. As galinhas pretas são indesejáveis por ser claramente uma violação às mais básicas regras de higiene. Que se chame a ASAE. As “missas negras” apenas o são por não haver luz no cemitério e assim serem dadas às escuras.

Quer uma boa solução? Que se afecte parte dos 200.000€ dispendidos no templo da madre Rita situado na Quinta do Galo e se aplique na construção de um templo que dê para todas as religiões, igrejas, seitas, beatices e crendices várias, de Jesus dos Últimos Dias ao professor Bambo. O terreno é pedi-lo a quem ofereceu aos beatos de Ribafeita aquela parcela nada menosprezável para a zona da cidade em causa. Até porque se o critério for a grandeza dos milagres feitos pelos beatos a homenagear pelo erário público, a senhora de Corvos merecia então uma Catedral!

É assim, enquanto se faz a festa e se inova em Coração de Jesus, por aqui continua a lenga-lenga do costume... Preocupasse-se o Sr. Presidente mais com os seus fregueses em vez de se andar à caça às bruxas e aos fregueses dos outros...
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Mais uma Pedrada no Charco da Engenharia local!

sábado, maio 22, 2010
O AJ já vai na pedrada nº7, e por este andar facilmente chegará a números mais redondos ainda. Como já vem sendo hábito por cá, primeiro faz-se, depois remenda-se porque nunca se chegou a pensar bem naquilo que se estava a fazer. Quando se concebe uma rotunda assim, ainda para mais sabendo de antemão que a mesma servirá de passagem a centenas de autocarros diariamente, ou é azelhice, ou laxismo ou pura incompetência de quem pensou o projecto.

Nada que surpreenda. No parque começou-se a construir sem autorização e hoje é o que se sabe, em Santiago o local projectado para receber a feira semanal é hoje uma coisa que ninguém sabe bem definir, a prometida praia fluvial afinal vai ser reavaliada pela difícil viabilização, o funicular anda sempre funiculado...

Aquilo que nasce torto...
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Loja do Cidadão no Centro Histórico? Não, apenas o Balcão da Câmara...

terça-feira, maio 18, 2010

O Diário de Viseu traz hoje em título que o “Executivo aprovou (a) transferência da Loja do Cidadão para centro histórico”. Quem tem por hábito ler apenas as gordas dos jornais, ou porque não lhes interessa o conteúdo ou porque os euros para este tipo de papel são cada vez mais escassos, acaba muitas vezes por ser defraudado nas expectativas.

Não estando a Loja do Cidadão debaixo da tutela da Câmara Municipal, desconfia-se logo à partida da notícia, e lendo a notícia desvenda-se logo o mistério: afinal refere-se apenas à transferência do balcão da CMV...

Nunca concordei muito com a transferência da Loja do Cidadão para o centro. Afinal o propósito da mesma é facilitar a vida aos cidadãos e não complicá-la. Não é para revitalizar coisa nenhuma que não seja a medonha burocracia do estado e para concentrar serviços essenciais como o fornecimento de água, luz, gás... No fundo, descomplicar.

Tem-se feito tudo nas últimas décadas para empurrar as pessoas para as periferias e assim satisfazer o apetite voraz dos construtores. Não há qualquer política para travar essa sangria que tem levado os viseenses para os limites da cidade. Permitem-se inúmeros fogos novos sem acautelar, nem forçar a reabilitação dos edifícios moribundos do centro histórico, excepto um ou outro caso avulso. Os incentivos para os jovens e estudantes o povoarem não passam do papel e os prédios devolutos são cada vez mais e a população idosa, exceptuando à noite, uma maioria. O estacionamento para os moradores é uma miragem e a privatização total da rua pelos parquímetros é uma realidade. O presidente esquece-se de um pormenor que não o afecta a ele, mas afecta a generalidade dos viseenses que não têm um lugar cativo no Rossio para estacionar quando quiserem...

Não é com artificialismo que se dá vida aos centros das cidades. É com habitantes! E aí nada tem sido feito.

Que venha o balcão da CMV. Não mudará coisa nenhuma e apenas duplicará os serviços existentes no Rossio... Fernando Ruas espera poupar com esta medida. Na renda, e nos funcionários que são três mas que só deviam ser dois, isto ao mesmo tempo que brada aos media porque considera «inacreditável» o congelamento da entrada de funcionários proveniente do PEC.
ica uma sugestão. Que continue com os três funcionários e alargue o horário de atendimento para que não coincida com o “horário nobre” da câmara e assim crie uma qualquer vantagem que não seja o simples “quero porque posso e posso porque quero.”

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As Fartas Reavaliações de Fernando Ruas!

sexta-feira, maio 07, 2010


Consta-se na RTP que Fernando Ruas está farto das reavaliações do governo “socialista” a propósito da construção da auto-estrada do centro, mesmo quando o chumbo vem do Tribunal de Contas (TC) a que obviamente Sócrates é alheio, mesmo quando o troço principal entre Viseu-Coimbra não está em causa.

Entretanto as obras no Parque Aquilino Ribeiro estão paradas há meses, chumbado que foi o projecto pelo mesmo TC por ter sido escolhida a proposta mais cara das apresentadas no concurso. Américo Nunes, qual ministro da propaganda, apressou-se logo a culpar o tempo. Parece que chover no Inverno é um imprevisto... E excepto no Diário de Viseu, obviamente que aquele barro não colou na parede de ninguém. Até porque hoje sabemos que o parque está encerrado apenas por incúria de quem colocou o carro à frente dos bois. Mas também é óbvio que neste caso não se tratam de reavaliações, apenas entraves de Lisboa ao progresso da província.

Reavaliadas têm sido obras como o Parque Radical, prometido há mais de 20 anos para o parque, para o Fontelo e para lado nenhum. Reavaliado foi o novo recinto da feira semanal na radial de Santiago que nunca o chegou a ser. Fernando Ruas reavaliou o projecto e decidiu transformá-lo num parque de recreio. Bastou mudar os letreiros e voilá, habemos Parque. Reavaliada anda a ser há meses a inauguração do Museu do Quartzo. Reavaliada está a ser a anunciada praia fluvial. Afinal é preciso estudar melhor a coisa e os camiões de areia são para construir campos de futebol de praia. Não é Fluvial, mas mete areia e praia em campo...

Mas não só de reavaliações falou o presidente. No IP3 não há ponte que não tenha de ser revista. E tem toda a razão. Eu só me pergunto: como é que se constrói uma estrada (em cimento!?) para acautelar “o volume de tráfego impressionante” entre Viseu e Coimbra que tem uma vida útil de apenas 15 anos? Aliás, mal foi acabado, o IP3 deu logo sinais de ter sido projectado por um governo de vistas curtas. Isto à semelhança do IP5, IP4... Ou seja, a herança cavaquista foi esta: vias rápidas que não duram 10 anos, pontes que necessitam de intervenção urgente passada uma década. Tudo o que foi construído é para demolir, não serve. Marquês de Pombal pensou Lisboa para 200 anos, Cavaco Silva nem para 20 pensou o país.

Tivesse o primeiro-ministro laranja de então reavaliado melhor os caminhos de cabra que se propôs construir aqui para os serranos, não teríamos hoje esse problema. Mas também não duplicaríamos os lucros dos construtores nem reavaliaríamos os seus lucros.
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Os Pavões no Campeonato de Futebol da Areia nos Olhos

terça-feira, abril 13, 2010
2010 brindou-nos com um dos primeiros fins-de-semana de sol e calor. Convite obrigatório para abandonar a hibernação a que muitos de nós se entregaram durante o cinzentismo melancólico e enfadonho do Inverno. Ou não. Pois foi exactamente neste período que a Câmara Municipal de Viseu decidiu mimar-nos com a provinciana "Spring Cup - Futebol de Praia Viseu 2010", uma autêntica chuva de areia nos olhos para alimentar os já de si fortes sintomas de cegueira local.

De Aveiro vieram camiões carregados do valioso material que bem poderíamos trocar por granito que por lá é escasso. Até chega a espantar a ausência de muralhas, castelos ou fortalezas nesta nobre pedra por quem lá se passeia. E como nada se perde e tudo se transforma, talvez fosse boa ideia realizar com a dita um campeonato de castelos de areia durante a semana. E com mais uns camiões de água salgada, no Verão estaria pronta a primeira Praia Urbana Fluvial e Salgada do mundo. Para engrandecer a coisa arranjava-se uma sigla tipo “PUFS”. O cheiro característico de maresia, ficava a conta do Pavia mal rareasse a água. Depois era só abrir um concurso para o cartaz e o slogan, a cargo da inegável competência da Expovis neste tipo de prova, como atesta o exemplar vencedor da edição 2009 da Feira de São Mateus...

Após confirmado o sucesso da iniciativa, a sempre atenta vereação logo magicaria maneira de cá fazer passar o campeonato mundial de Surf ou F1 Motonáutica.


Esta inversão de lógica que modela a gestão camarária pode satisfazer alguns egos e paróquias, mas é de todo contraproducente e despesista. É que o Verão bate à porta e quem se lembre de ir passear para o Parque Aquilino Ribeiro bate com a porta... no nariz! Porque o que importa é enfiar toneladas de areia num pavilhão multifacetado que começa a fazer jus ao nome. E eu a pensar que só no Fontelo é que se podiam apreciar certos pavões...

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Num País Rico, um Funicular Pobre. Num País Pobre, um Rico Funicular ! Provincianismo a quanto obrigas...

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Se atentarmos aos indicadores de desenvolvimento humano, sejam da ONU ou da OCDE, constatamos com toda a naturalidade que a Noruega se situa sempre nos primeiros lugares da tabela, e muitas vezes no topo.

Mas há um índice em que a Noruega jamais baterá Portugal, o do Novo-Riquismo Provinciano! E assim se vai gastando o RSI que a UE ainda se digna a dar a Portugal. Por quantos anos?

Mas as vantagens nem são só económicas. Parece que no "funicular" norueguês as crianças andam porque precisam e não porque são instrumentalizadas para ego do presidente. E Provavelmente não se avaria tantas vezes nem causa acidentes.

Vê por ti e conclui!

Aqui podemos ver o "nosso". Mais um trabalho do sempre atento AJ a quem "roubei" este slideshow.



Aqui o deles... Coitadinhos!










Um agradecimento ao H.S. pelo mail!
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O Estranho caso do Parque Aquilino Ribeiro... no Diário (CM?) Viseu

quinta-feira, fevereiro 18, 2010
Lendo a notícia do Diário de Viseu acerca dos motivos que levaram à paragem das obra no Parque Aquilino Ribeiro há mais de 2 meses fica a dúvida: Afinal a paragem foi forçada pela falta do visto do Tribunal de Contas ou pelo mau tempo?

Reparem nestas duas afirmações do também jurássico vice-presidente da CMV Américo Nunes na mesmíssima notícia:

"Estamos a aguardar o visto do Tribunal de Contas (TC) desde 10 de Dezembro do ano passado" e "O empreiteiro tem a obra suspensa, devido às fortes chuvadas que têm caído e que estão a dificultar o prosseguimento dos trabalhos"

Se houvesse autorização do TC não haveria obra porque é Inverno (o "mau tempo" nas palavras de Américo Nunes, isto quando todos os valores relativos à pluviosidade se encontram dentro da média!). Se tivéssemos um Inverno seco, seria devido aos burocratas de Lisboa que não despacham o processo. Mas sobre quando começam as obras afirma que "o município continua a aguardar pelo visto do Tribunal de Contas". Em que ficamos afinal?

E quando esperamos ver o mínimo de contraditório da jornalista sobre estas incongruências, aquilo que nos reserva o resto do artigo (que é só apenas metade do texto!) é pura propaganda sobre as virtudes do projecto (que acredito que tenha) na transformação daquele espaço, nas actividades que a Câmara Municipal por lá tem realizado, desde o euro ao mundial ou às manhãs desportivas, na aposta em Viana Barreto... Isto pela enésima vez e desde 31 de Maio 2005(!), em que a edição do Diário de Viseu (no Senhora da Beira) repetia IPSIS VERBIS(!) a mesma coisa!

Passados 5 anos, no Diário de Viseu um copy/paste chega!
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O Tortuoso desvio da CMV na Requalificação da EN-231 (Viseu-Nelas)

quinta-feira, fevereiro 04, 2010
Se o presidente da CMV se mostrou crítico relativamente ao governo devido às obras na EN229 (estrada do Sátão) que considerou e bem vergonhosas, os moradores da zona sul da cidade que diariamente enfrentam o desvio motivado pelo alargamento da EN-231 (Viseu-Nelas) andam críticos em relação à CMV e ao seu presidente, ao considerarem o desvio não tanto vergonhoso, mas sim monstruoso! Vejamos:

Para além de nestas primeiras semanas a própria estrada poder ainda estar operacional para circulação à noite e ao fim de semana no sentido Sul-Norte (pena que os o obstáculos que impedem a circulação se mantenham durante os referidos períodos), a CMV decidiu colocar um sinal de proibido a meio do desvio que obriga os automobilistas a circundar Ranhados através de cerca de mais 1 km de paralelos e ruas apertadas! Para quem se quer dirigir ao Palácio do Gelo, Quinta do Galo, Escola de Repeses... e para quem o faz diariamente, esta é uma decisão incompreensível e insensata. A confusão que se instalou aos primeiros dias foi agora substituída por um geral incumprimento da sinalética. Quem não conhece e segue as placas de direcção (de resto, insuficientes), acaba muitas vezes perdido na aldeia!

Mas basta uma olhadela mais atenta no mapa para desencantar uma boa alternativa como podem ver na imagem:



A vermelho temos o longo e penoso desvio proposto pela CMV!

A Amarelo podemos ver o atalho que muitos fazem em sentido proibido para poupar tempo, gasolina e amortecedores.

A Azul fica a minha sugestão (e certamente a de muitos) para quem quer evitar as torturas da CMV e onde fica evidente a curta distância do trajecto comparado com o desvio proposto pela Câmara, para além de desembocar exactamente na Rotunda do Palácio do Gelo junto à Manhosa/Escola Profissional da Fundação Dona Mariana Seixas (sem segundas interpretações...)


PS: Um leitor levantou a questão das ambulâncias, mas aí penso que o trânsito “hospitalar” foi desviado de todo este caminho porque nunca mais vi nenhuma a seguir por lá em marcha de emergência.

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Fernando Ruas acordou: a fuga dos melhores quadros é uma triste realidade...

segunda-feira, janeiro 25, 2010


O Presidente da CMV lamentou a saída de Pimentel do Museu Grão Vasco para o Museu Nacional de Arte Antiga, inserindo-a num movimento mais abrangente de fuga da cidade. Pena que só veja a migração proporcionada pelo governo, porque bem mais grave é a fuga de jovens, desmpregados e recém-licenciados que não se satisfazem com jardins bonitos para passar o tempo, rotundas cuidadas ou empregos precários nos shoppings e hipers...

Enquanto se chora por uma Universidade Pública, a CMV nem sequer trata de incentivar a vinda de empresas que absorvam no mercado de trabalho as pessoas acabadas de formar no IPV, Católica e Piaget! Nem hoje nem nunca. A terciarização da economia é um facto apesar do comércio tradicional definhar e hoje pouco ou nada se produz por cá, pouco ou nada se transforma. Tudo se vende.

E não será certamente a Nutroton de Marques Mendes a resolver este problema do tratamento da matéria prima da nossa cidade que continuará a ser reciclada por outras bandas...
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EN231 Viseu-Nelas Cortada no sentido Sul-Norte

segunda-feira, janeiro 25, 2010
A construção do estaleiro e a azáfama dos últimos dias fazia prever para breve o início das esperadas obras de duplicação da EN231, uma das principais entradas/Saídas na cidade e que serve a A25, IP3, Hospital, Palácio do Gelo, Zona Industrial... ou seja, urgia de facto requalificar aquela estrada pois o tráfego já era muitas vezes incomportável.

Assim, agora quem vier no sentido sul-norte terá que fazer um desvio por Ranhados. Mais 3 ou 4 minutos que se justificam pela necessidade da obra.

Quem irá ficar atarantado serão os automobilistas mais idiotas que têm por hábito ir às bombas de gasolina do Jumbo e que provocam acidentes frequentes ao travar bruscamente mal se apercebam da pouca fila de carros para abastecer tão cega é a sede de preços baixos... E no futuro, é ir à rotunda! E ainda bem!
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Museu do Quartzo, Equívocos Jornalísticos e Cidadãos-Reporters!

domingo, janeiro 17, 2010

Apesar de ainda não ser desta, o tema da inauguração do Museu do Quartzo voltou à agenda na forma habitual: Fernando Ruas anunciou pela centésima vez que "Falta mesmo só decidir a data da inauguração". Sobre o Funicular disse o mesmo, apesar da óbvia impossibilidade devido às sucessivas intervenções para melhorar a segurança.

Ao bom estilo da imprensa local, o frete lá foi publicado no Diário de Viseu de dia 11 de Janeiro, com uma bonita foto a condizer. É claro que ninguém foi ao local confirmar se realmente a obra estava pronta a inaugurar mal o presidente estalasse os dedos ou arranjasse uma data no apertado calendário. É claro que ninguém se deu ao trabalho de ir ao Monte de Santa Luzia tirar uma foto recente e lá se publicou uma imagem que de actual só tem a data de publicação. Pelo menos não ilustraram a notícia com a maqueta. Menos mau. Ainda não se bateu no fundo. Anda-se apenas pelo lodo...

Mas também está cada vez mais claro que hoje o monopólio da informação já não pertence aos media tradicionais. O voluntarismo dos cidadãos repórters tem-se afirmado cada vez mais por oposição ao carneirismo, ao seguidismo ou à simples falta de meios do mainstream e o maior exemplo disso aqui em Viseu é o
blog do AJ e a sua sempre atenta objectiva. Neste caso particular, basta dar aqui um salto para verificar que de facto nem a obra está pronta nem a foto publicada na imprensa “oficial” condiz com a realidade. Fosse isto um caso único, e até causaria admiração, mas com o cada vez mais moldado e minguado jornalismo, esta já é a regra e não a excepção.

Hajam mais AJ’s por aí e a
morte da dita na versão impressa chegará mais rápido do que o previsto. Entretanto valores como objectividade, rigor ou ética vão definhando ao sabor da lógica de mercado. Se é que já não sucumbiram por completo!
O Museu esse lá continuará à espera. De resto, um Museu único no país (quiçá no mundo) dedicado ao mineral... mais abundante da Terra! E esta hein!?
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Fernando Ruas: "há muito tempo que os viseenses não vêm PSP na rua"

quinta-feira, janeiro 14, 2010
A julgar por esta afirmação do presidente, só posso concluir uma coisa: há quantos anos é que Fernando Ruas não coloca uma moeda num parquímetro de Viseu, se é que algum dia colocou? É que caso contrário, não andaria por aí a dizer que "há muito tempo que os viseenses não vêm PSP na rua". Caro presidente, experimente estacionar o jipe num outro qualquer local que não seja o parque grátis no Rossio destinado às excelências da CMV, e aposto que não passarão uns minutos sem que um qualquer agente passe para verificar se tem ou não o ticket! Um verdadeiro policiamento de proximidade. Um verdadeiro Contracto Local de Segurança!

Diga-nos lá honestamente caro presidente: desde que privatizou os lugares para estacionamento das principais artérias da cidade, quantas vezes colocou uma moedinha no sacrossanto parquímetro?

Já em Dezembro se tinha manifestado contra os comerciantes que "têm de perceber que não podem carregar e descarregar quando lhes apetece, mas a hora previamente definidas" e contra os automobilistas que preferem "deixar o carro em cima de um triângulo devidamente pintado de amarelo (ou em segunda e terceira fila), quando muitas das vezes até há estacionamento num raio de 100 metros".

Pois há. Então faça a experiência: quando tiver de se deslocar ao Governo Civil, ao Banco de Portugal ou à própria CMV, experimente tentar encontrar um lugar onde estacionar, mesmo que pago, num raio de 100 metros. Neste jogo não vale nem vestir o fato de presidente da câmara (alguém sabe se a coima aplicada pelos invisíveis agentes da PSP a Fernando Ruas por excesso de velocidade já foi paga?) nem utilizar o parque da CMV no Rossio, nem sequer o motorista! Depois, "conte-nos como foi".

Entretanto, com a lei da limitação de mandatos à porta, comece a pensar numa aproximação a Paulo Portas. A bem da nação. Slogan já têm:

Um polícia e uma câmara de video-vigilância a cada português. Já!


Até porque todos temos direito a 15 minutos de fama! E isto só por si garantiria uma aparição na televisão (nem que seja num monitor do agente-espião encarregue do visionamento) e um guarda-costas (não há famoso que se preze que os dispense)!






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Nem Lixo, Nem Feira Semanal! Apenas Promessas da CMV por Água abaixo!

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Ontem não houve feira semanal. Os feirantes haviam cumprido as promessas de deixar o recinto limpo, apesar da insuficiência de locais para depositar o entulho e apesar de muito dos desperdícios serem atirados para o chão pelos clientes devido à escassez de caixotes. Já o mesmo não se pode dizer da Câmara Municipal de Viseu e do seu presidente. E desta feita, pelo menos o Diário de Viseu pôde testemunhar isso mesmo. O vídeo ficou a cargo da Dão TV.

Célere no apontar do dedo acusatório, Fernando Ruas deixou ontem o fato de Capitão Planeta em casa e não compareceu no local para verificar como é que os feirantes tinham deixado o recinto. Também não era necessário. O transbordo da ribeira que o ladeia impossibilitou a realização do certame. Não é a primeira vez. Tal como não são de agora as promessas vãs de resolução do problema. E tal como o treinador rezingão que quando a equipa perde manda o adjunto para a conferência de imprensa, quem ficou encarregue de justificar o tiro que mais uma vez saiu pela culatra da CMV, foi o diligente Vereador Cunha Lemos que se aprontou a imputar ao tempo toda a culpa do acontecido. Não ao tempo que está a demorar encontrar uma solução para o problema, mas ao habitual tempo de chuva que se faz sentir no Inverno... Já o representante dos feirantes Delfim Almeida, é de outra opinião: tivesse a CMV desentupido como lhe compete as vias, e tal não teria acontecido. Os prejuízos, esses ficam a cargo dos feirantes.

Apesar das repetidas promessas de Fernando Ruas em reabilitar o local, apesar de até já se ter planeado, concebido e construído um novo recinto (que afinal servirá apenas para passear o cão ao fim da tarde e tomar uns banhos na futura e improvável praia fluvial), apesar dos cartazes eleitorais que afirmavam que “para apelar ao vento são apenas necessárias palavras, para apelar ao coração são necessárias OBRAS!”, apesar de tudo, tudo continua na mesma.

Nem seria preciso relembrar que os feirantes pagam uma renda à CMV pelo seu espaço no recinto. Faça-se um ultimato rudimentar e bacoco ao bom estilo beirão do presidente: ou a CMV acaba com a falta de condições ou acaba-se com a CMV! E se fosse só aqui que a CMV falha as suas obrigações enquanto senhorio, estaria a cidade descansada...
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Fernando Ruas Ardina ou Imprensa Local completamente embriagada!?

terça-feira, janeiro 05, 2010

Sob a capa da solidariedade parece que tudo se pode, tudo se consegue. Existe a boa e a má moeda. Existe a boa e a má imprensa. O real não existe a não ser no abstracto. A realidade, essa coisa subjectiva, é formada e moldada em regime de quase monopólio pelos media que por sua vez são moldados e (de)formados pela economia de mercado, ou seja: LUCRO! E indissociável dessa palavra mágica, estão à cabeça as receitas publicitárias. Bem, aqui chegamos ao senso comum: “não se cospe nem no prato em que se come nem na mão que dá a comer”. Poderá parecer simplista, mas se quiserem teorizações mais complexas acerca deste modelo, comecem por googlar “Slavoj Žižek”, pensador com quem tive a felicidade de voltar a tropeçar na Web através do saudoso colega, amigo e camarada Coelho! Fica o agradecimento!

O grupo Lena construiu o Funicular. O grupo Lena detém o Jornal do Centro. O grupo Lena foi responsável pelo fim do noticiário mais independente da cidade (o da Rádio no Ar ao fim de semana). O grupo Lena convidou o presidente a ser ardina. Houvesse uma media-metragem na imprensa local, o resultado entre notícias positivas e negativas, relativamente às políticas da CMV, daria certamente um resultado que envergonharia até o... Diário de Notícias da Madeira! Claro que isto são tudo coincidências. Mas se um bater de asas de uma borboleta pode tanto, o que dirá a teoria do caos acerca do rugir de um velho e poderoso Dinossauro, Senhor das Beiras e Municípios em quem parece que ainda corre o sangue do mítico Viriato? Sócrates ofendeu-se com Moura Guedes, a Prisa decidiu a uma semana do arranque do Jornal Nacional que aquele formato não era adequado. Ruas ofendeu-se com o noticiário da Rádio no Ar (que cometeu o estúpido erro de dar voz à oposição na inauguração de uma obra dos “patrões”) e este desapareceu. Decisões do foro empresarial a que são alheios quaisquer interesses políticos ou cooperativos. Pois.

Contudo, se ardina significa jornaleiro, é também ao mesmo tempo sinónimo de bebedeira. E como o jornalismo anda embriagado de tanta subserviência ao poder. A memória do lápis azul desapareceu e bem mais perniciosa é a nova auto-censura das direcções, sedentas de publicidade, e das redacções, reféns do miserabilismo dos recibos verdes e da insegurança provocada pelo futuro incerto. Este é o pior fascismo. A censura que se esconde sob o manto da liberdade... (sobre isto, leiam este excelente artigo da Sandra Monteiro no Le Monde Diplomatique)

Depois o presidente convoca a imprensa para verem “in loco” o quão porcos são os feirantes. E ameaça: ou se acaba com o lixo, ou se acaba com a feira. Se calhar até foram beber primeiro um café, enquanto não viesse uma aberta na chuvada que caiu logo pela manhã. Melhor do que evitar uma “banhada”, foi terem evitado a fase piloto do projecto de construção da praia fluvial em que se transformou o recinto da feira e que tão bem documentado ficou na objectiva do Delfim e no blog do Bazookas. Aos senhores jornalistas, ficou reservada apenas a demonstração de que vergonhosa era apenas a actuação dos feirantes – lendo os artigos publicados, posso aferir que são todos pessoas geneticamente avessas à higiene do mundo perfeito do presidente.
Quanto ao terreno e instalações destinadas à feira semanal e que irá virar praia fluvial, nada, apenas lixo. Quanto ao terreno da feira semanal sem instalações nem condições, transformado em dias de chuva em autêntica Praia Fluvial, nem uma palavra, nem muito nem pouco lixo.

Economia de espaço? Limitação de caracteres?

Não.

Subserviência, sim. E muita!

Mas pior, só mesmo a lixeira da própria CMV no Bairro Municipal e que vos darei conta adiante!

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As irritações de Ruas. A democracia é uma chatice!

quinta-feira, novembro 26, 2009


Para os caciques, a democracia é uma chatice. Nem com 62% dos votos se consegue calar a oposição. Não há direito. Uma vergonha. Numa cidade onde tudo é perfeito, ainda há quem consiga embirrar com as opiniões, juízos e projectos do presidente que (qual palavra divina) acabam sempre por ser lei. Os vereadores acabam por estar lá apenas para fazer figura de corpo presente, ou para cumprir a mal fadada lei das cotas que obriga as "donas de casa" a ir para a política. Não peça é o mesmo aos deputados municipais da oposição. Para acólitos bastam os presidentes de junta.

No mundo perfeito do nosso querido presidente Fernando Ruas, a oposição serviria apenas para lhe dar palmadinhas nas costas, para o aplaudir pelo magnífico trabalho, para o entronizar e engrandecer. Agora apresentar ideias e projectos próprios é que não. Se o presidente ainda não pensou num qualquer assunto, é porque ele não existe. Se a oposição divergir da opinião dos absolutistas do quero, posso e mando, é porque apenas quer denegrir a nossa bela cidade. Aliás, a maior garantia de que um projecto não vai para a frente, é ser a oposição a apresentá-lo. Imaginem que num momento de loucura temporária, alguém do PS, CDS ou BE sugerisse há uns meses a criação de uma praia fluvial. Essa seria sem dúvida a melhor maneira de impedir o avanço do projecto. Seriam logo apelidados de fantasiosos ou inconsequentes.

"Nós aceitamos propostas, mas não aceitamos reprimendas deste género" diz o presidente sobre as intervenções dos deputados da Assembleia Municipal de Viseu. Os slogans bonitos de que "Viseu somos todos nós", o sorriso dos cartazes de campanha, plástico e plastificado, cairam ao primeiro contacto com a realidade da democracia. Para o presidente as propostas são um "desplante", apenas porque vieram da oposição. Triste visão esta da vida democrática. Triste figura faz ao querer para si toda a vaidade e todo o saber. O maior ignorante é aquele que pensa que tudo sabe.

Parece que a democracia é uma chatice e passados vinte anos na vida política, ainda há quem não tenha percebido o seu espírito e essência. Talvez seja um homem fora do seu tempo, não por ser visionário, mas por parecer mais um presidente da velha senhora...
Até 2013. Isto se as previsões catastróficas de Hollywood não arrasarem com isto tudo antes!
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Depois do Desporto, CMV leva idosos ao... Lanxeirão! Mais 7400€ em Grelhadas Mistas?

segunda-feira, novembro 16, 2009

Depois das actividades séniores que visam sobretudo dar um estilo de vida mais salutar aos idosos, nada melhor do que irem todos enfardar-se para o Lanxeirão! Pizzas, Lancheiras e Grelhada Mista que o esforço despendido foi muito e a Câmara Municipal paga a factura: 7400€ !


O melhor mesmo é a CMV ajustar também um controlo de colestrol à saída não vá o diabo tecê-las!


Ajuste Directo, para quê Concurso Público?
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8.500€ é o preço do "cooffee-break" no XVIII Congresso ANMP a realizar em Viseu!

segunda-feira, novembro 16, 2009

Fernando Ruas sabe receber bem os visitantes, e não havendo patrocínio de viriatos de uma qualquer confeitaria para o XVIII Congresso da ANMP, 8.500€ serão gastos em chouriços, presuntos e queijos para que os autarcas de todo o país saiam daqui de barriga cheia.
Entretanto até à data do dito, 4 e 5 de Dezembro, o melhor é ir fazendo umas obras naquela magnífica obra arquitectónica de Manuel Salgado para tapar pelo menos as fendas, porque no resto não há nada a fazer. Há males que vêm de raiz... mas também há males que vêm por bem, e esta é uma oportunidade para colocar uns remendos decentes no pavilhão. Em Marzovelos também foi preciso o XXIII Congresso do PSD em 2000 para relvar vastas áreas abandonadas ao pó da fúria construtora.

A Câmara Municipal bem se tem esforçado na escolha de grandes nomes para assinarem os projectos mais emblemáticos. Mas uma coisa é certa: ou andam a delegar o trabalho a estagiários ou desaprendem tudo à chegada, porque até agora só temos herdado mamarrachos...


Ajuste Directo, para quê Concurso Público?
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Stay rude against facist regimes, Stay rebel against politicians dreams, Stay rude and fight back injustice, Stay rebel against racial prejudice, Stay rude and stay cool, Stay rebel be nobodys fool, Stay rude against any command, Stay rebel take your life in your hand, Sharpskins remember their roots, Think with their brains not with their boots...

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E porque a democracia não se esgota na política e a cidadania no voto, este espaço está aberto a tod@s @s que queiram contribuir! Seja um texto ou uma imagem, um vídeo ou uma música, um poema ou um disparate!

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