Viseu Esquerda
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Loja do Cidadão no Centro Histórico? Não, apenas o Balcão da Câmara...

terça-feira, maio 18, 2010

O Diário de Viseu traz hoje em título que o “Executivo aprovou (a) transferência da Loja do Cidadão para centro histórico”. Quem tem por hábito ler apenas as gordas dos jornais, ou porque não lhes interessa o conteúdo ou porque os euros para este tipo de papel são cada vez mais escassos, acaba muitas vezes por ser defraudado nas expectativas.

Não estando a Loja do Cidadão debaixo da tutela da Câmara Municipal, desconfia-se logo à partida da notícia, e lendo a notícia desvenda-se logo o mistério: afinal refere-se apenas à transferência do balcão da CMV...

Nunca concordei muito com a transferência da Loja do Cidadão para o centro. Afinal o propósito da mesma é facilitar a vida aos cidadãos e não complicá-la. Não é para revitalizar coisa nenhuma que não seja a medonha burocracia do estado e para concentrar serviços essenciais como o fornecimento de água, luz, gás... No fundo, descomplicar.

Tem-se feito tudo nas últimas décadas para empurrar as pessoas para as periferias e assim satisfazer o apetite voraz dos construtores. Não há qualquer política para travar essa sangria que tem levado os viseenses para os limites da cidade. Permitem-se inúmeros fogos novos sem acautelar, nem forçar a reabilitação dos edifícios moribundos do centro histórico, excepto um ou outro caso avulso. Os incentivos para os jovens e estudantes o povoarem não passam do papel e os prédios devolutos são cada vez mais e a população idosa, exceptuando à noite, uma maioria. O estacionamento para os moradores é uma miragem e a privatização total da rua pelos parquímetros é uma realidade. O presidente esquece-se de um pormenor que não o afecta a ele, mas afecta a generalidade dos viseenses que não têm um lugar cativo no Rossio para estacionar quando quiserem...

Não é com artificialismo que se dá vida aos centros das cidades. É com habitantes! E aí nada tem sido feito.

Que venha o balcão da CMV. Não mudará coisa nenhuma e apenas duplicará os serviços existentes no Rossio... Fernando Ruas espera poupar com esta medida. Na renda, e nos funcionários que são três mas que só deviam ser dois, isto ao mesmo tempo que brada aos media porque considera «inacreditável» o congelamento da entrada de funcionários proveniente do PEC.
ica uma sugestão. Que continue com os três funcionários e alargue o horário de atendimento para que não coincida com o “horário nobre” da câmara e assim crie uma qualquer vantagem que não seja o simples “quero porque posso e posso porque quero.”

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A Instrumentalização dos Números do Funicular - explicada por crianças!

segunda-feira, janeiro 25, 2010



O ridículo acerca dos números do funicular salta à vista até de modo infantil. Basta perguntar a qualquer miúdo desta cidade. Não é o “Sabe mais do que uma criança de 10 anos?” mas não fica muito atrás. A resposta será invariavelmente semelhante a estas:

P: Já andaste no Funicular?

R: Já.


P: Com quem?


R: Olha, com os meus colegas e a minha professora!


A instrumentalização dos números é óbvia e insultuosa e sendo um dos mais antigos métodos de propaganda, e tendo os jornalistas estudado estes processos de manipulação para os evitar, é-me difícil compreender porque é que não sujeitam estes e outros números a um básico contraditório. Medo a quanto obrigas? Preguiça? Inabilidade? Subserviência? Já o disse e repito: afinal o que distingue este jornalismo dos moços de recados?


Se porventura acrescentarmos à soma das escolas o "efeito novidade" e outras instituições de uma maneira ou outra dependentes ou beneficiárias dos subsídios da Câmara Municipal de Viseu, teremos uma fatia não menosprezável do total de visitantes do Funicular. Quantas escolas, associações, clubes, lares ou grupos folclóricos já não terão sido encarneirados para contemplar a “obra de regime”?


O definhar do comércio tradicional e da densidade populacional no centro histórico é evidente e esta cosmética que sai cara aos bolsos dos europeus (porque é tão criticável um beneficiário do rendimento mínimo gastar o dinheiro em minis e tremoços, como um país pobre com uma divida colossal a gastar os subsídios para o desenvolvimento em brinquedos que apenas servem ao ego de alguns políticos e aos bolsos de alguns construtores) não resolve nada e adia sob a capa da fachada o verdadeiro desenvolvimento e reabilitação.


Se o sucesso dos carris é tanto, alarguem o percurso até Nelas ou Mangualde – de funicular ou de comboio turístico!
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Nem Lixo, Nem Feira Semanal! Apenas Promessas da CMV por Água abaixo!

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Ontem não houve feira semanal. Os feirantes haviam cumprido as promessas de deixar o recinto limpo, apesar da insuficiência de locais para depositar o entulho e apesar de muito dos desperdícios serem atirados para o chão pelos clientes devido à escassez de caixotes. Já o mesmo não se pode dizer da Câmara Municipal de Viseu e do seu presidente. E desta feita, pelo menos o Diário de Viseu pôde testemunhar isso mesmo. O vídeo ficou a cargo da Dão TV.

Célere no apontar do dedo acusatório, Fernando Ruas deixou ontem o fato de Capitão Planeta em casa e não compareceu no local para verificar como é que os feirantes tinham deixado o recinto. Também não era necessário. O transbordo da ribeira que o ladeia impossibilitou a realização do certame. Não é a primeira vez. Tal como não são de agora as promessas vãs de resolução do problema. E tal como o treinador rezingão que quando a equipa perde manda o adjunto para a conferência de imprensa, quem ficou encarregue de justificar o tiro que mais uma vez saiu pela culatra da CMV, foi o diligente Vereador Cunha Lemos que se aprontou a imputar ao tempo toda a culpa do acontecido. Não ao tempo que está a demorar encontrar uma solução para o problema, mas ao habitual tempo de chuva que se faz sentir no Inverno... Já o representante dos feirantes Delfim Almeida, é de outra opinião: tivesse a CMV desentupido como lhe compete as vias, e tal não teria acontecido. Os prejuízos, esses ficam a cargo dos feirantes.

Apesar das repetidas promessas de Fernando Ruas em reabilitar o local, apesar de até já se ter planeado, concebido e construído um novo recinto (que afinal servirá apenas para passear o cão ao fim da tarde e tomar uns banhos na futura e improvável praia fluvial), apesar dos cartazes eleitorais que afirmavam que “para apelar ao vento são apenas necessárias palavras, para apelar ao coração são necessárias OBRAS!”, apesar de tudo, tudo continua na mesma.

Nem seria preciso relembrar que os feirantes pagam uma renda à CMV pelo seu espaço no recinto. Faça-se um ultimato rudimentar e bacoco ao bom estilo beirão do presidente: ou a CMV acaba com a falta de condições ou acaba-se com a CMV! E se fosse só aqui que a CMV falha as suas obrigações enquanto senhorio, estaria a cidade descansada...
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Crucifixos nas Escolas Públicas de Viseu. Até quando?

quarta-feira, novembro 04, 2009

Em Viseu, ainda nas últimas eleições autárquicas pude testemunhar a presença de um crucifixo na secção de voto nº 2 da freguesia de Repeses, secção essa que durante o resto do ano é uma sala de aulas de uma Escola Pública. Esta tentativa de sacralizar o estado laico com simbologia religiosa é em tudo contrária à lei e ao princípio republicano de separação entre o estado e a igreja, por mais concordatas que nos tentem impingir. E hoje saiu uma decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem que considera a presença de crucifixos numa escola italiana "uma violação do direito dos pais de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções" e "uma violação da liberdade religiosa dos estudantes".

"Rezemos" para que se torne jurisprudência...

Claro que o governo italiano recorrerá da decisão e a igreja já veio afirmar que um crucifixo é, mais do que um símbolo religioso, um símbolo cultural! Não vejo onde é que um homem pregado numa cruz com uma coroa de espinhos possa ser considerado um símbolo de cultura, só se for para lembrar os italianos que era assim que o Império Romano tratava os seus inimigos... esperemos é que Berlusconi não se lembre de fazer o mesmo aos estrangeiros ilegais!


Comunicado da Associação Ateísta Portuguesa:

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) não pode deixar de se congratular com a decisão histórica do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, ao considerar a presença de crucifixos nas salas de aula "uma violação do direito dos pais de educar os seus filhos de acordo com as suas convicções" e "uma violação da liberdade religiosa dos estudantes".


A escola laica é o reflexo de um Estado laico onde, ao contrário dos estados confessionais, a liberdade não é apanágio da religião oficial mas um direito de todas, direito igualmente conferido aos ateus, cépticos, agnósticos e livres-pensadores.


Perante a agressividade de várias religiões na disputa do mercado da fé, esta decisão histórica deve servir de aviso às professoras que pretendem dar aulas de burka, às comunidades que pretendem ver as escolas transformadas em madraças e a todos os prosélitos que querem uma escola ao serviço das suas crenças.


A jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem remete para o foro privado as práticas religiosas cabendo aos Estados respeitá-las e defendê-las.


Intransigente na defesa da laicidade do Estado, que o mesmo é dizer, do direito de todos os cidadãos à crença, descrença ou anti-crença, a AAP reitera a sua satisfação e solidariedade pela sábia decisão tomada pelo referido Tribunal.
Reduzir o espaço de confronto religioso entre os fundamentalistas de várias religiões é contribuir para a paz e a liberdade, dois valores fundamentais da democracia.



Espera ainda a Associação Ateísta Portuguesa (AAP) que o Governo português exerça a vigilância que deve em relação aos abusos que ainda persistem, por incúria, nas escolas e hospitais públicos.
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Bloco de Esquerda vistita hoje Quartel dos Bombeiros Municipais

quarta-feira, setembro 30, 2009


Realizar-se-à hoje pelas 15h uma visita da Candidatura Autárquica do Bloco de Esquerda a Viseu ao Quartel dos Bombeiros Municipais de Viseu com o objectivo de conhecer os meios de trabalho desta corporação.
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MotaEngil de Jorge Coelho queria cobrar mais 120% pela Construção da Auto-Estrada Viseu-Coimbra

quarta-feira, agosto 12, 2009
Como não bastava o negócio dos contentores em Lisboa, agora a MotaEngil de Jorge Coelho queria cobrar mais 120% pela Construção da Auto-Estrada Viseu-Coimbra do que o inicialmente acordado. Obviamente foi chumbado, e bem, pela Comissão de Avaliação. Estava lá para isso. Porque o Estado não pode ser sempre o lesado.

Cá pelo burgo Fernando Ruas já se indignou, não pela tentativa de "extorsão", mas por Viseu ficar a ver comboios (mas em Nelas...), e Junqueiro já sabia há 15 dias...AQUI
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Isto é uma notícia ou uma "encomenda"?

quinta-feira, julho 23, 2009
Para além do português duvidoso, reparem só na "grandeza" do título e no estilo pomposo com que se descreve o nosso querido presidente nesta notícia, artigo de opinião ou lá o que é isto.

http://www.noticiasdeviseu.com

Quanto ao estudo em si, nada.

O mais engraçado é que na mesma semana saíram dois estudos na impresna local com resultados quase opostos acerca do nosso concelho. No Notícias Viseu estamos no 23ª lugar em grandeza, seja lá o que isso for, no Diário de Viseu em 68ª segundo o estudo da UBI com o também grande nome 'Indicador Sintético de Desenvolvimento Económico e Social ou de Bem-Estar dos Municípios do Continente português'.

http://www.diarioviseu.pt/10145.htm

Digamos que é uma espécie de "Agora é Escolha". Para quem se lembra.
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Stay Rude, Stay Rebel

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Stay rude against facist regimes, Stay rebel against politicians dreams, Stay rude and fight back injustice, Stay rebel against racial prejudice, Stay rude and stay cool, Stay rebel be nobodys fool, Stay rude against any command, Stay rebel take your life in your hand, Sharpskins remember their roots, Think with their brains not with their boots...

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