Viseu Esquerda
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Dr. Fernando Ruas, e o Princípio do “Utilizador-Pagador” no Funicular, não??????

sexta-feira, junho 25, 2010

O Presidente da CMV tem por hábito defender para os outros aquilo que não quer para ele nem para os seus. Neste caso surpreende-se e acha mal “ que um alemão venha pelo seu país, chegue à França pague portagens, chegue a Espanha pague portagens e depois vem a Portugal e entra aqui e nada". Isto como se a única entrada do país fosse a A25... Adiante.

Mas a maior surpresa virá certamente dos alemães. Afinal, ainda há poucos anos financiaram quase na totalidade o antigo IP5 e ao chegar aqui reparam que desapareceu. A questão fulcral é esta. Se queriam uma AE paga, que deixassem o velhinho itinerário como estava e depois as pessoas optariam pelo que lhe conviesse.

Agora vir para a Praça Pública insurgir-se contra as borlas aos estrangeiros e turistas que assim têm a possibilidade de cá deixar mais uns trocos na economia local, quando ao mesmo tempo Fernando Ruas é o campeão das borlas locais e Funiculadas, que só servem o ego de quem as pensou (e não estou certo de que o verbo “pensar” se tenha aplicado aqui), roça o ridículo.

Então o Sr. Presidente que explique como colocará em prática tal princípio no Funicular. Pedirá o passaporte? O Cartão de Cidadão? O Cartão do Partido? Ou aqui o princípio do “utilizador-pagador” já não serve? Saberá o Sr. Presidente que as regras derivam de princípios e não dos dislates autocráticos de quem tem o umbigo como centro da actividade política? E Saberá quem financiou o projecto megalómano? Pois. O que o Sr. Presidente sabe, e sabe bem, é que a dicotomia do nós por oposição aos outros resulta sempre na parvónia, sobretudo quando o outro é estrangeiro.



E pior, só mesmo as reacções do PS Viseu e da nova direcção, da qual após a volta do beija-mão, não sobra mais nada que o seguidismo e acolitagem. A ouvir.
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Arnaut exige portagens na A25 e A24! Votaram nele? Agora F****-SE!

quarta-feira, junho 23, 2010


Ontem ouvi estupefacto um deputado do PSD eleito por Viseu (Arnaut de seu nome, alguém já o viu por aí???) defender a introdução de portagens em TODAS as SCUT. TODAS! No debate da SIC Notícias que o opõe a Luís Fazenda, o único argumento do homem era o de que ou pagavam todos ou não pagava ninguém, tentando colocar sempre o ênfase no artificialismo bacoco da guerra norte-sul que tentou vender, acolitando Rio. Perdeu. A imbecilidade demagoga do seu discurso crescia a cada minuto, mas o homem teve o pudor de nunca ter referido o distrito pelo qual foi eleito, poupando pelo menos o embaraço e a vergonha às 80.000 pessoas que votaram nele!

Ao argumento do bloquista que afirmava o facto da generalidade das auto-estradas em Lisboa serem pagas, tal como as pontes sobre o Tejo, respondeu mudando a bitola para o raciocínio de que não deveriam ser só Lisboa e Porto a pagar. Queria ir para a guerra dar, mas levou.

Quando alertado para a falta de alternativas a muitas das SCUT apontou a necessidade de estudos, “os deputados não são técnicos”. No seu caso, nem sei se deputado até não será um título demasiado.

Ao ser confrontado com o exemplo do estudo sobre a óbvia inviabilidade da N125 (Algarve) enquanto alternativa à Via do Infante arrepiou caminho e afirmou “pronto, então essa não deveria ser portajada”. Pronto, já chega que eu também não encontrei o link para o jornal das 9 de ontem e não quero fazer das minhas, palavras do Sr.

E a alternativa à A25 Sr. Deputado? E à A24 Sr. Deputado? O Sr. só precisa de um estudo porque só poisa por cá de 4 em 4 anos para que os carneiros do costume lhe façam o favor de colocar o papelinho com um X na setinha seguido de depósito na respectiva urna. Um X que até deveria ser rabiscado logo na constituição das listas e sob a foto do Sr. deputado que a este distrito não acrescenta nada, e o melhor que se propõe acrescentar são euros no cofre do estado à custa da interioridade das gentes que o elegeram e das falsas promessas dos eleitos!

Como eu o compreendo. Afinal não custa nada pagar 20 ou 30 euros para vir à terrinha de 4 em 4 anos (Ok, se houver eleições antecipadas são menos); não custa nada quando se tem imunidades e borlas à pala de ser deputado de um distrito que vossa excelência não respeita; não custa tanto quando se tem um ordenado líquido que pode chegar a ser 10 vezes maior que o salário mínimo nacional; e não custa muito quando se é conhecido pela defesa dos transportes alternativos, como o pára-quedas que vossemecê veste sempre que há legislativas para até cá se deslocar.

Mas nem tudo são más notícias. O Sr. Deputado vai candidatar-se à presidência da Mesa da Assembleia Geral da Federação Portuguesa. Espero que ganhe e abdique do seu lugar no parlamento a favor de alguém que se interesse pelos seus eleitores e dignifique o lugar que ocupa na República. Até porque aí, a guerra norte-sul que quis vender ontem, terá decerto muitos e bons compradores.

Isto só me faz lembrar um antigo cartaz anarquista que rezava assim:

Votaram nele?
Agora Fodam-se!



Quando numa democracia uma esferográfica, uma t-shirt ou um boné valem vezes de mais um voto, pouco ou nada sobra para dizer que não isto.
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Vem de Fernando Ruas, a primeira “pedrada” na tese neo-liberal de Passos Coelho!

terça-feira, junho 15, 2010
O presidente da autarquia viseense é desde a primeira hora, um dos adeptos mais fervorosos de Passos Coelho e do seu programa neo-liberal para a tão propalada reforma laboral, que se resume nisto: alargamento do contrato a prazo “sine die” ou até à reforma e precarização total do trabalho.

Para Pedro Passos Coelho (PPC), nenhuma responsabilidade para as empresas, toda a responsabilidade para as pessoas, descartáveis consoante os deleites e humores do patrão, do gestor ou dos accionistas. Para PPC, uma pessoa chegada aos trinta anos, ou quarenta, ou cinquenta, e após 30, 40 ou 50 contratos, será recebida de braços abertos pela economia de mercado e pelas mesmas empresas para as quais já não servem, ou porque são “velhas”, ou porque têm filhos e disponibilidade mais restrita, ou porque o governo oferece incentivos ao “1º Emprego”, ou porque são mais propensas à doença... A lógica da batata liberal por detrás do fato fino, da voz de barítono, da cara bonita. Mais do mesmo, mudar para que fique tudo na mesma, ou pior.

Perpetuar contratos a prazo, eis o caminho escolhido por PPC para o combate à crise. E depois certamente, acabar com a Segurança Social, para que os tais trintões, quarentões e cinquentões, excluídos assim de uma sociedade que cultiva cada vez mais o mito da eterna juventude, reflectido na economia, pudessem assim ter tempo disponível para prestar “serviços comunitários” pro bono no Estado e nas Empresas.

Ao menos este não esconde a agenda e defende a escravatura do. Séc. XXI com unhas, dentes, livros, palestras, seminários, entrevistas, discursos, conferências de imprensa...

Que se risque a solidariedade da constituição que tanto os incomoda, e se substituam todos os direitos (para a direita, privilégios) pela pura e simples lógica da Responsabilização Individual. Muito bem.

Entretanto, um dos seus mais fiéis generais já veio lançar uma pedrada na tese neo-liberal do comandante. Fernando Ruas decidiu que este ano em Viseu, o Mundial não seria transmitido em ecrã gigante. Motivo: o homem não quer fomentar o absentismo laboral. Os jogos são ao almoço e à tarde, e sabendo a direita da endémica preguiça nacional, isso seria um atentado à economia local. E eis que surge uma nova espécie política: o liberal de economia planificada!

Ou seja, para estes liberais, a responsabilidade individual só serve quando é a bem das empresas: Para estes neo-liberais, não existe trabalho por turnos, assume-se que todos entram às 9h e saem às 16h30 e com os devidos coffee-breaks; não existem desempregados desocupados nem reformados capazes de se deslocar; não existem estudantes cujas aulas e exames acabaram; não existem trabalhadores por conta própria nem com isenção de horário nem a recibos verdes; não existem pessoas de férias que com a crise e o apelo de Cavaco decidiram ficar por cá; não existe nada para além do seu pequeno mundo e das agências de rating que aumentariam decerto o juro devido a sinais contrários à sacrossanta produtividade, e logo vindos da melhor cidade portuguesa para viver...

Já o facto de o tradicional palco destes eventos, o Parque da Cidade, se encontrar neste triste estado não é referido enquanto motivo da ausência do dito ecrã. Pois, nós percebemos porquê!
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Em Ranhados, começou a caça às bruxas! O Sr.Presidente deu o 1º Tiro... no pé!

terça-feira, maio 25, 2010
O presidente da Junta de Freguesia de Ranhados anda indignado com a situação na Avenida da Regada. Não por causa do esventrado desvio que obriga a quem vem da EN231 a passar pela dita e que tanto tem feito pela economia local, mesmo antes da conclusão do novo troço. Que o digam os mecânicos com os sucessivos alinhamentos de direcção derivados das crateras na estrada e os proprietários de lavagens automáticas cá do burgo tanta é a poeira no ar. Nada de novo. Mas não. O que incomodo o Sr. presidente é a bruxaria e a prostituição junto do cemitério. Caro, olhe que por aqui nem toda a gente anda de Jipe!

Mas o Sr. Presidente só contou metade da história...

As senhoras que oferecem os seus serviços
já pousam ali literalmente há décadas. A estrada, pouco ou nada frequentada até ao início das obras, é hoje calcorreada diariamente por centenas ou mesmo milhares de automóveis. E parece ser esse o incomodo do Sr. Presidente, a aparência, a visibilidade. Nenhuma palavra para a necessidade que obriga as senhoras a alugar o corpo, nenhuma palavra para a falta de iluminação do cemitério. Não, a PSP é que não actua...

Caro Sr. Presidente, a prostituição nem sequer é crime em Portugal. Apenas o seu incentivo ou exploração por parte de outro. Qual é a lei que proíbe mulheres de se sentarem à beira da estrada a ver os carros passar, a apanhar boleia ou a ter relações sexuais com outra pessoa?

O artigo 170 do Código Penal apenas refere que “quem, profissionalmente ou com intenção lucrativa, fomentar, favorecer ou facilitar o exercício por outra pessoa de prostituição ou a prática de actos sexuais de relevo é punido com pena de prisão de seis meses a cinco anos” sendo omisso quanto à relação entre prostituta e cliente por se tratar de uma relação voluntária.

Melhor faria se pegasse na Polícia do Município e usasse o regulamento da sua cidade que até proíbe cuspir para o chão ou lavar o carro à porta de casa, da maneira que lhe conviesse… em vez de andar a incomodar a PSP com tais menoridades. Até podia colocar um simples sinal de proibido parar e estacionar o que obrigaria as prostitutas a entrar nos carros em andamento e sabendo nós a idade das senhoras... Se há lixo, atentado ao pudor ou o que seja, multe-se. Evitem-se mas é os dias de chuva, pois as botas dos polícias parecem ter pouca sola.


Quanto ao cemitério, apenas é condenável o assédio dos potenciais clientes a quem vai homenagear os seus falecidos. Já velas negras são iguais às brancas, ou agora também há racismo beato? Garrafas de Whisky vazias podem muito bem fazer parte de uma crença que não seja a católica e que veja neste acto uma maneira de agradar aos seus no céu ou inferno. As galinhas pretas são indesejáveis por ser claramente uma violação às mais básicas regras de higiene. Que se chame a ASAE. As “missas negras” apenas o são por não haver luz no cemitério e assim serem dadas às escuras.

Quer uma boa solução? Que se afecte parte dos 200.000€ dispendidos no templo da madre Rita situado na Quinta do Galo e se aplique na construção de um templo que dê para todas as religiões, igrejas, seitas, beatices e crendices várias, de Jesus dos Últimos Dias ao professor Bambo. O terreno é pedi-lo a quem ofereceu aos beatos de Ribafeita aquela parcela nada menosprezável para a zona da cidade em causa. Até porque se o critério for a grandeza dos milagres feitos pelos beatos a homenagear pelo erário público, a senhora de Corvos merecia então uma Catedral!

É assim, enquanto se faz a festa e se inova em Coração de Jesus, por aqui continua a lenga-lenga do costume... Preocupasse-se o Sr. Presidente mais com os seus fregueses em vez de se andar à caça às bruxas e aos fregueses dos outros...
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Mais uma Pedrada no Charco da Engenharia local!

sábado, maio 22, 2010
O AJ já vai na pedrada nº7, e por este andar facilmente chegará a números mais redondos ainda. Como já vem sendo hábito por cá, primeiro faz-se, depois remenda-se porque nunca se chegou a pensar bem naquilo que se estava a fazer. Quando se concebe uma rotunda assim, ainda para mais sabendo de antemão que a mesma servirá de passagem a centenas de autocarros diariamente, ou é azelhice, ou laxismo ou pura incompetência de quem pensou o projecto.

Nada que surpreenda. No parque começou-se a construir sem autorização e hoje é o que se sabe, em Santiago o local projectado para receber a feira semanal é hoje uma coisa que ninguém sabe bem definir, a prometida praia fluvial afinal vai ser reavaliada pela difícil viabilização, o funicular anda sempre funiculado...

Aquilo que nasce torto...
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“Padre” Marcelo volta à TVI para Homilia Dominical

quarta-feira, maio 19, 2010


Volta, estás perdoado... Este poderia ser o título para o regresso de Marcelo Rebelo de Sousa à TVI após ter sido saneado pelo governo de Santana Lopes. Aliás, esta estação televisiva ameaça ser a “puta” oficial do poder tanta é a permeabilidade às pressões censórias dos sucessivos governos. Ao PSD bastou um lamento de indignação da dupla Santana/Portas contra Marcelo para que lhe fosse mostrada a porta de saída. Já o PS necessitou de outras artimanhas que são do conhecimento geral e que ainda estão sob inquérito parlamentar.


Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) não é um comentador inocente. Nenhum o é, mas este tem uma agenda política que não consegue esconder e uma ambição desmesurada que qual Zandinga ou D. Sebastião, o levará mais cedo ou mais tarde ao Governo ou à Presidência da República do qual nenhuma vichyssoise o arredará...

Nem será difícil sequer. A ditadura telegénica imposta pela televisão, mais do um case-study, é já hoje uma realidade incontestada. Santana e Sócrates são dois dos seus mais ilustres afilhados. A bem do share, para desgraça do país. Num mundo que se admira por uma pessoa como Susan Boyle, que não encaixa propriamente nos padrões actuais de beleza, cantar lindamente, já nada estranha. Porque raio se associa uma boa voz a um corpo ainda melhor? Cantamos com o corpo ou com os KG da balança? Geração MTV a quanto obrigas... E a política, vejam Passos Coelho, está a ir pelo mesmo caminho.

Esgotado o tempo na RTP, posta de lado a hipótese Balsemão, sobrava o canal que Cavaco Silva teve o desplante de oferecer à igreja, um acto de extrema-unção mediática que ameaçou afundar a estação ainda esta não tinha dado os primeiros passos.

Mas a TVI não perdeu a sua ligação ao além. Podem prová-lo se tiverem a infelicidade de tropeçar num programa em que Júlia Pinheiro fala com espíritas e espíritos, podem testemunhá-lo na missa dominical e poderão agora e novamente confirmá-lo na homilia marcelista que se avizinha.

Estou a exagerar? Deixo-vos então aqui um “cheirinho” da crónica/missa de MRS ao jornal Sol neste último Domingo... Entretanto Pacheco Pereira, mais senil que nunca, lá vai dizendo que a comunicação social é controlada pela esquerda...


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As Fartas Reavaliações de Fernando Ruas!

sexta-feira, maio 07, 2010


Consta-se na RTP que Fernando Ruas está farto das reavaliações do governo “socialista” a propósito da construção da auto-estrada do centro, mesmo quando o chumbo vem do Tribunal de Contas (TC) a que obviamente Sócrates é alheio, mesmo quando o troço principal entre Viseu-Coimbra não está em causa.

Entretanto as obras no Parque Aquilino Ribeiro estão paradas há meses, chumbado que foi o projecto pelo mesmo TC por ter sido escolhida a proposta mais cara das apresentadas no concurso. Américo Nunes, qual ministro da propaganda, apressou-se logo a culpar o tempo. Parece que chover no Inverno é um imprevisto... E excepto no Diário de Viseu, obviamente que aquele barro não colou na parede de ninguém. Até porque hoje sabemos que o parque está encerrado apenas por incúria de quem colocou o carro à frente dos bois. Mas também é óbvio que neste caso não se tratam de reavaliações, apenas entraves de Lisboa ao progresso da província.

Reavaliadas têm sido obras como o Parque Radical, prometido há mais de 20 anos para o parque, para o Fontelo e para lado nenhum. Reavaliado foi o novo recinto da feira semanal na radial de Santiago que nunca o chegou a ser. Fernando Ruas reavaliou o projecto e decidiu transformá-lo num parque de recreio. Bastou mudar os letreiros e voilá, habemos Parque. Reavaliada anda a ser há meses a inauguração do Museu do Quartzo. Reavaliada está a ser a anunciada praia fluvial. Afinal é preciso estudar melhor a coisa e os camiões de areia são para construir campos de futebol de praia. Não é Fluvial, mas mete areia e praia em campo...

Mas não só de reavaliações falou o presidente. No IP3 não há ponte que não tenha de ser revista. E tem toda a razão. Eu só me pergunto: como é que se constrói uma estrada (em cimento!?) para acautelar “o volume de tráfego impressionante” entre Viseu e Coimbra que tem uma vida útil de apenas 15 anos? Aliás, mal foi acabado, o IP3 deu logo sinais de ter sido projectado por um governo de vistas curtas. Isto à semelhança do IP5, IP4... Ou seja, a herança cavaquista foi esta: vias rápidas que não duram 10 anos, pontes que necessitam de intervenção urgente passada uma década. Tudo o que foi construído é para demolir, não serve. Marquês de Pombal pensou Lisboa para 200 anos, Cavaco Silva nem para 20 pensou o país.

Tivesse o primeiro-ministro laranja de então reavaliado melhor os caminhos de cabra que se propôs construir aqui para os serranos, não teríamos hoje esse problema. Mas também não duplicaríamos os lucros dos construtores nem reavaliaríamos os seus lucros.
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PSD: Social-Democracia ou Monarquia?

quarta-feira, abril 21, 2010


Teixeira-Pinto está mandatado para ser o porta-voz da propalada revisão constitucional proposta por Passos Coelho, essa espécie de Sócrates 7 anos mais novo, hoje presidente do PSD. Teixeira Pinto, ex-Opus Dei, ex-Presidente do BCP, abandonou a auto-flagelação e o uso do cilício, mas mantém o usufruto da reforma de 10.000.000€ e da Pensão Mensal e Vitalícia de 35.000€ do banco que deixou quase em ruínas. Isto obviamente dá-lhe bastante tempo, para se entreter, para se embrenhar em causas.

E como se não bastasse o abraço à Causa-Real à qual preside, ou rege neste caso, e que organizou nas vésperas do Centenário da República um desembarque simbólico na Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço se preferirem, com meia dúzia de apoiantes aos gritos de "Viva a Monarquia", foi agora o "Chosen one" do PSD para liderar a comissão de revisão constitucional entretanto criada!

Um monárquico a liderar a revisão da Constituição Republicana, isto é o que nos propõe a nova liderança do PSD. Um ex-Opus Dei a liderar a revisão da Constituição laica é o que nos propões Passos Coelho. Um ex-banqueiro para enfrentar estes tempos de crise é a resposta da direita.

É esta a Mudança inspiradora? Voltar ao tempo em que os direitos emanavam do berço e do sangue e a legitimação do poder não vinha das pessoas mas sim da paternidade?


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Uma Pedra Sobre o Assunto, uma Pedra no bolso e uma Pedra no Charco!

quarta-feira, abril 21, 2010
Cuidado! Fernando Ruas foi ilibado pelo Tribunal da Relação de Coimbra do crime de instigação à violência pelo qual tinha sido condenado em Viseu, prometendo logo no imediato estar de novo livre para os dislates que lhe são característicos. Assim, em vez de uma pedra sobra o assunto, o presidente prometeu uma pedra no bolso para cada futura discussão, agora que se sente “livre” de constrangimentos, assegurando que no futuro “será muito mais duro” na verborreia. Ou seja, o lobo despiu a pele de cordeiro que levou para Tribunal, onde jurara a inocência da frase “Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento. Estou a medir muito bem o que estou a dizer” e onde garantiu ao mesmo tempo que as suas palavras “visavam apenas levar as pessoas a "falar" com os fiscais do ambiente…

Talvez se exija aqui um novo tratado sobre a Noção de Diálogo segundo Fernando Ruas. Ou não, porque na reacção às afirmações de Carlos Vieira, Deputado Municipal do Bloco de Esquerda que apenas lembrou que assim estaria sujeito ao mesmo tipo de processos e se tornaria num “Alberto João das Beiras”, quem exigiu, neste caso respeito foi… Fernando Ruas. Não consigo encontrar melhor analogia do que a do Mexia a sugerir como medida anti-crise… a reduções de salários. Dos outros pois está claro. Tal como a moderação na língua… logo agora que acumula as funções de Reformado da Segurança Social, Presidente do Município, do SMAS, da ANMP e da Mesa do Congresso do PSD. Mas não, porque as incompatibilidades são para os outros, como as de José Manuel Oliveira. Um autêntico regabofe argumentativo.

Em campanha eleitoral Fernando Ruas afirmou em outdoor que “para apelar ao vento bastam palavras, para apelar ao coração são necessárias obras". No Tribunal de Viseu o Procurador “classificou de "deprimente" a tentativa de algumas testemunhas.” Em Coimbra as palavras de do Pe. António Vieira foram tomadas pela letra. Os juízes foram o vento que ouviu as palavras dos “acólitos” a que a tudo se prestam, até a pagar a multa do Sr. Presidente, e que não viram “obra”, ou seja, a consequência das afirmações de Ruas.

Tivesse-se alguém lembrado de defender a sua terra ou quintal contra os infames invasores protectores do ambiente e demonstrado a razão da força sobre a força da razão, tivesse havido sangue, tivesse o crime sido substanciado, aí sim, haveria razão para condenação. E talvez para uma visita ao Hospital…

Mas de justiça percebemos nós todos. E nem é preciso ver a TVI ou ler o Correio da Manhã. Ela entra-nos assim, via mainstream, pelo nosso… coração dentro!

Ontem fiquei-me por uma Pedrada no Charco. Hoje fico por uma pedrada nos doutos juízes! Isto em sentido figurado, não vá o Golias mudar a história e mastigar o David...
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O Notável Manifesto do Grupo de Notáveis - A Total Decadência das Elites

quarta-feira, abril 14, 2010


Circulou pelos media a semana passada um manifesto de um "Grupo de Notáveis" contra a "promoção sistemática de formas de energia “politicamente correctas”, como a eólica e a fotovoltaica" por parte do governo de José Sócrates. Pois é de facto notável que o cabeça e porta-voz do "movimento" que une vários defensores da opção nuclear (e que nunca foi referida ipsis verbis...), Mira Amaral de seu nome, ex-Ministro da Indústria e Energia de Cavaco Silva, tenha proposto ao governo a construção, pasme-se, de um PARQUE EÓLICO OFF-SHORE ao largo de Aveiro, rejeitado por Manuel Pinho!

Talvez fosse o termo off-shore que nestas cabeças soa sempre bem a confundir o antigo ministro PSD, mas não, o homem está bastante esclarecido sob a não contradição entre a sua proposta pró-eólica e o manifesto anti-eólicas, e disse-o perentoriamente ao
Público:
"Como cidadão, tenho toda a legitimidade de discutir a lógica das políticas do Governo e, por outro lado, aproveitar as oportunidades de mercado".

Mais nada. Esta é a noção de cidadania de Mira Amaral. Será este o tipo de gente que Passos Coelho quer para o tão propalado Senado? É que ser ex qualquer coisa em política não é garante de nada. Pelo contrário, de ex-ministros estamos nós todos fartos, de Mira ou Ferreira do Amaral, de Fernando Gomes a Jorge Coelho, de Mexia a Vara...



Fica a dúvida: são os media que os intitulam de notáveis ou são estes que se auto-intitulam assim? Porque notável é esta forma de pensar o país por estas elites decadentes e sem qualquer princípio que as reja, a não ser a vantagem e fortuna pessoal... mas isso não é sequer um princípio, é um fim.
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“Mudar”. Para que fique tudo na mesma?

quinta-feira, fevereiro 04, 2010
A apresentação em Viseu do livro "Mudar", escrito pelo aspirante a líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, será feita por um dos mais imutáveis e incorrigíveis dinossauros políticos: Fernando Ruas! Porquê? Porque é preciso mudar! Em Lisboa, claro...

De Pedro Passos Coelho pouco ou nada se conhece para além da política. Concluída a licenciatura em Economia aos 36 anos (!) exerce o cargo de director financeiro do Grupo Fomentinvest, liderado por Ângelo Correia (que surpresa! Um PSD!) e preside à HLCTejo, empresa de valorização de resíduos...



Por isso é que este “Mudar” obamaníaco soa a mais do mesmo. Pouco ou nada distingue a sua carreira e competências das de José Sócrates. Produtos das jotas, representam ambos as perniciosidades de um sistema gasto e que se esgota em intrigas político-distritais, no carreirismo-carneirismo e na ascensão medíocre-mediática. Sobra-lhes apenas a lisonja.

E o país já sabe bem o que significam estas supostas mudanças. Há 35 anos que é assim. Entretanto aquilo que conseguiram foi atrasar irremediavelmente Portugal, cavar ainda mais o fosso que nos separa do resto da UE, desbaratar conquistas de Abril em nome de um modelo chinês-capitalista, desperdiçar fundos estruturais europeus em obras de fachada ou projectos ruinosos, viciar o sistema de modo a que recaiam sobre os seus militantes todos os cargos de nomeação ou responsabilidade, minar a função pública com a cunha mesquinha que se substituiu à competência... Estes foram os resultados das sucessivas mudanças e alternâncias entre PS e PSD. Se isto é mudar então o que é ficar tudo na mesma?

Mudámos para o cavaquismo após a instabilidade pós-revolucionária e do qual não sobra uma estrada (onde param as famosas IPs? Marquês de Pombal pensou para 200 anos, Cavaco nem vislumbrou 20!). As empresas e os empresários nem se modernizaram nem se formaram, e os subsídios ao desenvolvimento acabaram geralmente em festas, casas na praia, descapotáveis ou Iates. Hoje culpam as deslocalizações...

Mudámos porque estávamos fartos do autoritarismo da maioria absoluta. A corte essa é hoje mais conhecida pela ladroagem do BPN e afins do que pelos tempos áureos no governo. Guterres veio trazer uma vã expectativa. Algo mudou mas foi insuficiente e a vontade como se viu não era muita. À primeira oportunidade deu a fuga e fez escola com... Durão Barroso, o mordomo saloio da cimeira da infame guerra do Iraque aproveitou-se do provincianismo nacional e também imigrou para longe. De herança deixou um desastre chamado Santana que por sua vez pariu o fenómeno Sócrates... Mudança?

É só mais do mesmo... e a haver mudança, só se for nas estratégias de marketing que os moldam! Pura cosmética. É uma escolha entre um copo de água meio cheio e outro meio vazio.

Para quem quiser perder tempo, amanhã no Palácio do Gelo.
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Museu do Quartzo, Equívocos Jornalísticos e Cidadãos-Reporters!

domingo, janeiro 17, 2010

Apesar de ainda não ser desta, o tema da inauguração do Museu do Quartzo voltou à agenda na forma habitual: Fernando Ruas anunciou pela centésima vez que "Falta mesmo só decidir a data da inauguração". Sobre o Funicular disse o mesmo, apesar da óbvia impossibilidade devido às sucessivas intervenções para melhorar a segurança.

Ao bom estilo da imprensa local, o frete lá foi publicado no Diário de Viseu de dia 11 de Janeiro, com uma bonita foto a condizer. É claro que ninguém foi ao local confirmar se realmente a obra estava pronta a inaugurar mal o presidente estalasse os dedos ou arranjasse uma data no apertado calendário. É claro que ninguém se deu ao trabalho de ir ao Monte de Santa Luzia tirar uma foto recente e lá se publicou uma imagem que de actual só tem a data de publicação. Pelo menos não ilustraram a notícia com a maqueta. Menos mau. Ainda não se bateu no fundo. Anda-se apenas pelo lodo...

Mas também está cada vez mais claro que hoje o monopólio da informação já não pertence aos media tradicionais. O voluntarismo dos cidadãos repórters tem-se afirmado cada vez mais por oposição ao carneirismo, ao seguidismo ou à simples falta de meios do mainstream e o maior exemplo disso aqui em Viseu é o
blog do AJ e a sua sempre atenta objectiva. Neste caso particular, basta dar aqui um salto para verificar que de facto nem a obra está pronta nem a foto publicada na imprensa “oficial” condiz com a realidade. Fosse isto um caso único, e até causaria admiração, mas com o cada vez mais moldado e minguado jornalismo, esta já é a regra e não a excepção.

Hajam mais AJ’s por aí e a
morte da dita na versão impressa chegará mais rápido do que o previsto. Entretanto valores como objectividade, rigor ou ética vão definhando ao sabor da lógica de mercado. Se é que já não sucumbiram por completo!
O Museu esse lá continuará à espera. De resto, um Museu único no país (quiçá no mundo) dedicado ao mineral... mais abundante da Terra! E esta hein!?
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Cavaco Condecora "Má Moeda" com Grã-Cruz da Ordem de Cristo!

sábado, janeiro 16, 2010

Na nossa democracia parlamentar, os discursos/recados do presidente valem o que valem . Mas quando não passam de palavras inconsequentes, então aí é que mais valia estar calado.

Ainda no último
5 de Outubro, Cavaco Silva pediu aos agentes políticos "um esforço acrescido para a concretização da ética republicana e para a transparência da vida pública”.

Estaria a ser irónico? Talvez não. É que o presidente começou por si próprio e lá fez o enorme esforço de condecorar Santana Lopes (a quem tinha apelidado de
má-moeda aquando do (des)governo deste) com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, distinção atribuída por:

“destacados serviços prestados ao País no exercício das funções dos cargos que exprimam a actividade dos órgãos de soberania ou na Administração Pública, em geral, e na magistratura e diplomacia, em particular”

Alguém traduz ou explica a relação desta frase com o desempenho de Santana Lopes no cargo de Primeiro-Ministro?
E alguém traduz ou explica a relação entre esta condecoração e a Ética Republicana? Só se for uma relação por oposição...
Entretanto, surge o anúncio da candidatura do poeta e do seu milhão de votos. Aqui fica alguma poesia na voz do saudoso Mário Viegas... Sapos só para mais tarde!

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Nem Lixo, Nem Feira Semanal! Apenas Promessas da CMV por Água abaixo!

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Ontem não houve feira semanal. Os feirantes haviam cumprido as promessas de deixar o recinto limpo, apesar da insuficiência de locais para depositar o entulho e apesar de muito dos desperdícios serem atirados para o chão pelos clientes devido à escassez de caixotes. Já o mesmo não se pode dizer da Câmara Municipal de Viseu e do seu presidente. E desta feita, pelo menos o Diário de Viseu pôde testemunhar isso mesmo. O vídeo ficou a cargo da Dão TV.

Célere no apontar do dedo acusatório, Fernando Ruas deixou ontem o fato de Capitão Planeta em casa e não compareceu no local para verificar como é que os feirantes tinham deixado o recinto. Também não era necessário. O transbordo da ribeira que o ladeia impossibilitou a realização do certame. Não é a primeira vez. Tal como não são de agora as promessas vãs de resolução do problema. E tal como o treinador rezingão que quando a equipa perde manda o adjunto para a conferência de imprensa, quem ficou encarregue de justificar o tiro que mais uma vez saiu pela culatra da CMV, foi o diligente Vereador Cunha Lemos que se aprontou a imputar ao tempo toda a culpa do acontecido. Não ao tempo que está a demorar encontrar uma solução para o problema, mas ao habitual tempo de chuva que se faz sentir no Inverno... Já o representante dos feirantes Delfim Almeida, é de outra opinião: tivesse a CMV desentupido como lhe compete as vias, e tal não teria acontecido. Os prejuízos, esses ficam a cargo dos feirantes.

Apesar das repetidas promessas de Fernando Ruas em reabilitar o local, apesar de até já se ter planeado, concebido e construído um novo recinto (que afinal servirá apenas para passear o cão ao fim da tarde e tomar uns banhos na futura e improvável praia fluvial), apesar dos cartazes eleitorais que afirmavam que “para apelar ao vento são apenas necessárias palavras, para apelar ao coração são necessárias OBRAS!”, apesar de tudo, tudo continua na mesma.

Nem seria preciso relembrar que os feirantes pagam uma renda à CMV pelo seu espaço no recinto. Faça-se um ultimato rudimentar e bacoco ao bom estilo beirão do presidente: ou a CMV acaba com a falta de condições ou acaba-se com a CMV! E se fosse só aqui que a CMV falha as suas obrigações enquanto senhorio, estaria a cidade descansada...
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O Lixo e os Ratos de Fernando Ruas! Esses Não Aparecem nos Jornais!

sexta-feira, janeiro 08, 2010


Ou muito me engano, ou o nosso presidente anda com problemas bipolares. Há noite sonha com uma intifada contra os fiscais do ambiente. De manhã acorda como se fosse o Capitão Planeta e ameaça: “ou os feirantes deixam o recinto limpo ou acaba-se com a feira”! Nem a Quercus, nem a Greenpeace, nem sequer os supostos radicais do Movimento Verde Eufémia se lembrariam de tanto.

Dracon redigiu o primeiro código escrito da Grécia no séc. VII A.C., regulamento esse que ficou célebre por punir com a morte quase todos os delitos, fossem eles muito ou pouco graves. Daí a expressão “medida draconiana”. Apesar de tudo, era amado pelos cidadãos. Tivesse nascido Fernando Ruas na Grécia do séc. VIII A.C. e talvez a palavra fosse hoje outra...

Mas se a quinta da vizinha é sempre melhor do que a minha, o mesmo se poderá dizer do pecado do vizinho, que é sempre mais gravoso que o nosso. Porque no que toca a lixeiras, a CMV relativamente aos feirantes não fica nada atrás, sendo que o ilícito é agravado pela responsabilidade devida a quem deveria dar o exemplo e a quem pede aos outros atitudes que nem o próprio toma.

Atendendo a esta foto que retrata uma moradia abandonada da CMV no Bairro Municipal



e que em vez de pessoas desfavorecidas a habitá-la tem lixo, muito lixo que a transforma numa espécie de aterro a céu aberto, colocado lá pelos diligentes funcionários dos serviços de limpeza da CMV, podemos concluir que as palavras de Fernando Ruas não passam de cuspidelas contra o vento. Talvez não seja a ele que lhe caiam em cima, mas certamente cairão em cima dos também diligentes mensageiros da boa nova do Sr. presidente, mensageiros esses que têm feito de tudo para transformar a imprensa local numa espécie de boletim da CMV. Não todos obviamente. Mas a tendência é para que os poucos que sobram desapareçam em “reestruturações”, “mobilidades” , “reformas” ou simples despedimentos.

No Bairro Municipal, quem agradece são os ratos que de tanta fartura até já morrem de barriga cheia na estrada como este infeliz,





quem sabe fascinado pela “rotundinha” que deverá ter inspirado o pasteleiro mais famoso da cidade (quiçá da região, quiçá do país, quiçá do mundo) e a sua fantástica decoração...

Quem agradece são também os gatos que viram por estes meses engrossadas as ninhadas tanto é o alimento e tanta é a vontade dos moradores em ter pelo menos 1 lá por casa, 2 no quintal, e quantos forem necessários na rua, retomando o hábito milenar transmitido pela cultura egípcia e colocando de lado o hábito local de “dar banho aos gatos” logo pela nascença...

Nada que aborreça o nosso presidente. As fachadas continuam de um branco imaculado e mais do que ser o que interessa verdadeiramente é parecer, mesmo que haja casas destelhadas onde a salubridade é pouca ou nenhuma para quem lá habita. O que distingue afinal um “facho” de uma “fachada”?



Mas o Bairro é para ir abaixo de qualquer maneira. As moradias unifamiliares serão esventradas pelas retroescavadoras da empresa a quem caberá o ajuste directo. Depois é só encaixar os moradores nas gaiolas a construir e ceder terreno restante à especulação imobiliária, seguindo a velha tradição autárquica. Haverá melhor receita para a “guetização”? Só conheço uma, e essa está toda aplicada no Bairro de Paradinha. Daqui a uns anos, é ver o dinossauro que se segue a clamar por mais segurança e mais responsabilização das comunidades!

Não cederam a judiaria a um núcleo de arquitectos? Então a CMV que lhes encomende (por um preço em conta) um estudo sobre o impacto deste tipo de políticas “betoneiras” nas pessoas...

Debaixo do guarda-chuva dos 62%, tudo é possível na escola autocrata do “quero, posso e mando”. Na Madeira é pouco diferente. E não é por isso que aqui se tem mais respeito pela legitimidade bacoca de Jardim e dos seus cães de fila que o PND tem conseguido colocar a nu.

Aos senhores jornalistas, faço um apelo para que visitem o local, entrevistem as pessoas, deduzam, investiguem, documentem, triem e depois informem a sociedade. Pelo menos antes, era esta a sua função... até porque os recados estavam reservados a mensageiros ou a moços!
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Fernando Ruas Ardina ou Imprensa Local completamente embriagada!?

terça-feira, janeiro 05, 2010

Sob a capa da solidariedade parece que tudo se pode, tudo se consegue. Existe a boa e a má moeda. Existe a boa e a má imprensa. O real não existe a não ser no abstracto. A realidade, essa coisa subjectiva, é formada e moldada em regime de quase monopólio pelos media que por sua vez são moldados e (de)formados pela economia de mercado, ou seja: LUCRO! E indissociável dessa palavra mágica, estão à cabeça as receitas publicitárias. Bem, aqui chegamos ao senso comum: “não se cospe nem no prato em que se come nem na mão que dá a comer”. Poderá parecer simplista, mas se quiserem teorizações mais complexas acerca deste modelo, comecem por googlar “Slavoj Žižek”, pensador com quem tive a felicidade de voltar a tropeçar na Web através do saudoso colega, amigo e camarada Coelho! Fica o agradecimento!

O grupo Lena construiu o Funicular. O grupo Lena detém o Jornal do Centro. O grupo Lena foi responsável pelo fim do noticiário mais independente da cidade (o da Rádio no Ar ao fim de semana). O grupo Lena convidou o presidente a ser ardina. Houvesse uma media-metragem na imprensa local, o resultado entre notícias positivas e negativas, relativamente às políticas da CMV, daria certamente um resultado que envergonharia até o... Diário de Notícias da Madeira! Claro que isto são tudo coincidências. Mas se um bater de asas de uma borboleta pode tanto, o que dirá a teoria do caos acerca do rugir de um velho e poderoso Dinossauro, Senhor das Beiras e Municípios em quem parece que ainda corre o sangue do mítico Viriato? Sócrates ofendeu-se com Moura Guedes, a Prisa decidiu a uma semana do arranque do Jornal Nacional que aquele formato não era adequado. Ruas ofendeu-se com o noticiário da Rádio no Ar (que cometeu o estúpido erro de dar voz à oposição na inauguração de uma obra dos “patrões”) e este desapareceu. Decisões do foro empresarial a que são alheios quaisquer interesses políticos ou cooperativos. Pois.

Contudo, se ardina significa jornaleiro, é também ao mesmo tempo sinónimo de bebedeira. E como o jornalismo anda embriagado de tanta subserviência ao poder. A memória do lápis azul desapareceu e bem mais perniciosa é a nova auto-censura das direcções, sedentas de publicidade, e das redacções, reféns do miserabilismo dos recibos verdes e da insegurança provocada pelo futuro incerto. Este é o pior fascismo. A censura que se esconde sob o manto da liberdade... (sobre isto, leiam este excelente artigo da Sandra Monteiro no Le Monde Diplomatique)

Depois o presidente convoca a imprensa para verem “in loco” o quão porcos são os feirantes. E ameaça: ou se acaba com o lixo, ou se acaba com a feira. Se calhar até foram beber primeiro um café, enquanto não viesse uma aberta na chuvada que caiu logo pela manhã. Melhor do que evitar uma “banhada”, foi terem evitado a fase piloto do projecto de construção da praia fluvial em que se transformou o recinto da feira e que tão bem documentado ficou na objectiva do Delfim e no blog do Bazookas. Aos senhores jornalistas, ficou reservada apenas a demonstração de que vergonhosa era apenas a actuação dos feirantes – lendo os artigos publicados, posso aferir que são todos pessoas geneticamente avessas à higiene do mundo perfeito do presidente.
Quanto ao terreno e instalações destinadas à feira semanal e que irá virar praia fluvial, nada, apenas lixo. Quanto ao terreno da feira semanal sem instalações nem condições, transformado em dias de chuva em autêntica Praia Fluvial, nem uma palavra, nem muito nem pouco lixo.

Economia de espaço? Limitação de caracteres?

Não.

Subserviência, sim. E muita!

Mas pior, só mesmo a lixeira da própria CMV no Bairro Municipal e que vos darei conta adiante!

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Os maus Bruxos da Direita! A fraude ideológica dos extremistas sociais...

sexta-feira, novembro 06, 2009
Quem tem por hábito ir à bruxa no Largo do Caldas deveria pedir uma indemnização compensatória por fraude. Muito se ouviu sobre as previsões da direita no que toca à despenalização da IVG e do consumo de drogas, nada se ouve da direita agora acerca da realidade.

As principais conclusões do relatório do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência

Mas a luta destes hipócritas pelo triunfo da demagogia continua, agora na questão do casamento gay, que segundo os professores Karambas destruirá a família. De quem? apontam para o óbvio. Nem ouve aumento do consumo, nem Portugal se transformou num estado de narcoturismo como previam os bruxos do CDS. Na questão da IVG já tinha sido igual - quem é que no seu perfeito juízo se lembraria, como nos quiseram fazer crer alguns senhores de fatos às riscas, de abdicar dos métodos contraceptivos apenas porque o aborto foi despenalizado?
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Afinal umas grades não resolviam os problemas do Parque Aquilino Ribeiro!

quarta-feira, novembro 04, 2009
Penso que era desde logo à partida óbvio que os problemas associados ao Parque da Cidade e o notório "divórcio" entre os viseenses e este espaço verde, ex-líbris de maior centralidade, não se resolviam com a colocação de umas grades a toda a volta. Mas as palavras de Fernando Ruas na Câmara Municipal são leis e poucos ou ninguém lá dentro têm a coragem de as contrariar, nem que tal se afigure como uma evidência, e as grades lá foram colocadas. Serviu a quem? A toxicodependência "deslocalizou-se" para a Rua Direita (se se resolvessem os problemas da droga com umas grades não haveria no mundo qualquer consumidor) e as pessoas, para além dos estudantes do Liceu, poucas ou nenhumas vezes lá vão. Logo, isto só beneficiou o próprio ego do presidente e no limite a contabilidade da empresa que as lá colocou.

Passados estes anos todos, e "plagiando" o outdoor eleitoral do PSD, só "as obras apelam ao coração", eis que constatamos hoje que as "obras já começaram no Parque Aquilino Ribeiro" Vacinado contra os arquitectos da moda que fizeram aquele lindo trabalho do Mercado 2 de Maio, Fernando Ruas foi repescar o homem que arquitectou o actual parque há 50 anos atrás!

Pior não há-de ficar, e isso só por si já é uma boa notícia!
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Panda custa 14.419 € à Câmara Municipal de Viseu!

sábado, outubro 31, 2009


A construção de um Jardim Zoológico ainda não está na agenda da Câmara Municipal de Viseu. Talvez um Parque Jurássico fosse mais adequado para albergar os dinossauros que daqui a 4 anos andarão, como diria o outro, por aí.

Trata-se "apenas" de um gasto de quase 15.000€ na "actualização do software Panda antivírus"! Concurso público para quê? Se a empreitada é assim tão urgente e a adjudicação directa isso só leva a pensar uma coisa: anda uma virose tramada na CMV!

Cá para mim enganaram-se foi no diagnóstico e no método de atacar a virose: o caruncho não se elimina com anti-vírus e o melhor método de o evitar é mudando a mobília, substituindo-a por uma à base de Criptoméria...
Quanto ao anti-vírus, e que tal pensar em software livre? É grátis, oferece os mesmos serviços e são muitas vezes por si só imunes. Quantos vírus conhecem para linux?


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Até em Gondomar a distribuição de bilhetes é mais democrática do que em Viseu

quarta-feira, outubro 28, 2009

Portugal defronta hoje o Brasil no Pavilhão Multiusos. O Jornal do Centro diz que as entradas são grátis mas só com convite... conceito interessante este. Ontem quem ligou para a Câmara Municipal de Viseu a inquirir pelos bilhetes foi informado de que ali não tinham informação. Quem hoje ligou para a Expovis ficou informado que já não há convites, pois estes voaram entre entidades, fornecedores, jornalistas e o "Sr. Cunha". Os poucos disponibilizados verdadeiramente sumiram em pouco tempo apesar de ninguém saber quando estariam disponíveis. Enfim. Nada que surpreenda.
Eu nem sou particularmente entusiasta da modalidade, mas gostava que a edilidade não transformasse sempre estes eventos em acontecimentos restritos à guest list habitual.
Olhe-se para Gondomar carago! Pelo menos o Major Valentão ofereceu os bilhetes para o Tony a quem apareceu primeiro, processo bem mais democrático do que aquele a que estamos aqui mal habituados.
Porque isto de Viseu sermos todos nós só durante 15 dias de campanha não fica bem. Mas também duvido que alguém se incomode. Desde que haja jardins cuidados e rotundas bonitas, tudo vai bem.
É a velha política romana do panis et circus aplicada agora por um Viriato (salvo seja...)!


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