Viseu Esquerda
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Ridículo: Grupo Lena Privatiza Alfabeto!? Lápis Azul do séc. XXI!

sexta-feira, maio 14, 2010
Cuidado com a utilização da letra “I”. Parece que esta foi privatizada pelo Grupo Lena e Sojormédia e só poderá ser escrita individualmente após autorização dos mesmos! Não bastava a exclusividade sobre o merchandising alusivo à visita de Ratzinger... Não. Esta corja ao serviço do Vaticano quer também privatizar o ALFABETO!

A história é simples: no dia 10 de Maio, o grupo feminista da UMAR decidiu distribuir um panfleto informativo durante a visita do Papa a Portugal em que parodiava sem qualquer ofensa assuntos que estão na agenda do movimento, como por exemplo “Mulheres vão ser Padres” e “Fim das propinas anunciado para 2011” figuravam na capa da publicação intitulada de “I Diário”.

A 11 de Maio receberam dos advogados da “SOJORMÉDIA CAPITAL SA” a seguinte e insidiosa notificação:

«V.Exas conceberam e distribuem um jornal intitulado “i diário”. Jornal que toma várias posições contrarias à igreja católica em geral e de Sua Santidade o Papa Bento XVI.» e acrescentando que «porque a conduta de V.Exas é passível, entre outras, de queixa-crime e afim de evitar mais danos quer ao jornal “i” quer a V.exas, vimos solicitar que cessem de imediato a ilicitude, designadamente procedendo à recolha de todo e qualquer jornal, além da divulgação pública de que o jornal diário “i” é totalmente alheio à vossa publicação.»

A 12 de Maio a UMAR enviou um comunicado aos media a informar que a associação entre a publicação e o jornal era puramente fantasiosa: “não tem qualquer associação com o “Jornal i”, nomeadamente, em termos de título, tamanho, cor, grafismo, qualidade do papel, número de páginas e locais de distribuição”.

A 13 de Maio apareceu a nova polícia política que tem como siglas A.S.A.E. (sem “I”) nas instalações da UMAR e APREENDEU todos os exemplares existentes, invocando uma queixa por contrafacção, imitação e uso ilegal de marca!!!!!!

Foi em Maio, mas poderia ter sido a 24 de Abril de um ano que todos sabemos...

“I” se deixassem de usar os media como mero veículo de propaganda? “I” se parassem com a obscena apropriação do jornalismo por estes construtores civis? “I” se o jornal “I” fosse processado pelo estado que inaugurou o I-GOV? “I” se agora houver um grupo económico que se lembre de patentear o alfabeto em seu nome? “I” se alguém aparecesse a reclamar a propriedade dos algarismos?

“I” se fossem era para um sítio que eu cá sei, ter com um senhor que vossas excelências tanto adulam para que este vos diga: “Tomai e Comei, este é o meu corpo, esta é a minha peça com “I”...

“I”, um jornal light para quem como as crianças, prefere ver as imagens a ler conteúdos! Como as crianças não, come o PAPA!

Entretanto, "a associação está já a alterar o título do documento para “ideário” (trocadilho subentendido no anterior título), a fim de disseminar, massivamente, o documento e as suas mensagens."
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E EM VISEU HÁ LIBERDADE DE IMPRENSA?... Um texto de Carlos Vieira, Deputado Municipal do BE

segunda-feira, fevereiro 15, 2010
Porque nunca podemos tomar a liberdade por garantida, mais um alerta acerca das promiscuidades entre comunicação Social, Grupos Económicos e Política. Um texto de Carlos Vieira:

E Em Viseu há Liberdade de Imprensa?...

Paulo Rangel fez uma triste figura no Parlamento Europeu ao acusar o governo português de querer controlar a comunicação social, pondo em causa a “liberdade de expressão” em Portugal, dando como exemplo o caso de Mário Crespo que “viu censurada uma crónica sua, por sugestão, ou aparente sugestão, do primeiro-ministro”, pelo que Portugal já só formalmente seria um Estado de Direito. Em primeiro lugar, o candidato à liderança do PSD devia ser mais rigoroso. É verdade que as dúvidas deontológicas do director do Jornal de Notícias seriam justas se estivesse perante uma notícia, mas, tratando-se de um artigo de opinião, apesar da fragilidade de um relato às três tabelas, parece-me um excesso de zelo (chamar-lhe censura é exagero. Escrevi crónicas durante dois anos para o J.N. e nunca fui censurado). No entanto, responsabilizar Sócrates por tal acto concreto não deixa de ser um excesso de imaginação. Em segundo lugar, o mesmo Paulo Rangel, em 21.10.2009, no Parlamento Europeu, votou contra uma resolução (reprovada por três votos) que criticava os ataques de Berlusconi à liberdade de imprensa em Itália, o que já tinha provocado uma manifestação, em 4.10.2009, de cerca de 300 mil italianos, fartos dos escândalos de tráfico de influências do primeiro-ministro que, para além dos “media” públicos, controla três canais privados de televisão e vários jornais.

Já quanto às revelações do jornal Sol, aí sim, importa esclarecer os portugueses se o Governo ou o primeiro-ministro interferiram na decisão da PT de comprar a TVI. Esta é uma questão política que compete ao Parlamento português investigar, uma vez que se trata de matéria que não está sob investigação judicial. Mesmo dentro do PS há quem defenda, como Vera Jardim, que se deve “ouvir todos os envolvidos” , uma vez que, como também disse Ana Gomes, “o conteúdo não foi desmentido e não basta varrer o lixo para debaixo do tapete.”

Claro que em matéria de controlo da comunicação social não há virgens inocentes. Ficou provado a interferência de dois ministros do Governo de Santana Lopes na decisão da TVI de acabar com o programa de Marcelo Rebelo de Sousa. O “Expresso” não publicou uma crítica literária demasiado negativa sobre o escritor Miguel Sousa Tavares, cronista do jornal, e dispensou o jornalista João Carreira Bom depois deste ter escrito uma crónica a chamar “rei do telelixo” a Balsemão, dono daquele semanário. E também não esqueço que o mesmo Sol que agora trava uma lucrativa cruzada semanal pela liberdade de expressão, publicou um editorial, em 2005, onde o seu director afirmava que “as manifestações são legítimas, mas têm todas um fundo antidemocrático, porque querem obrigar os governos a tomar medidas contrárias aos seus programas”.

Vicente Jorge Silva, que depois de ter sido director do Público (onde deu uma ajuda a Guterres para chegar a primeiro-ministro) chegou a ser deputado independente do PS, foi dos primeiros a denunciar, já há uns anos, numa entrevista, a obsessão de Sócrates em controlar a comunicação social. Não me admira, portanto, que vão surgindo novas revelações, novas contradições e novas ondas que Sócrates dificilmente surfará.

Hoje, a imprensa mundial atravessa uma crise sem precedentes, devido à concorrência da Internet e dos jornais gratuitos. As falências e as fusões levaram à concentração da propriedade, o que limita a diversidade da oferta. Os jornais deixam de pertencer a jornalistas profissionais e passam para as mãos de empresários, bancos ou grupos multinacionais com o lucro como objectivo exclusivo ou como instrumento de pressão sobre o poder político.



O DECLÍNIO DA IMPRENSA REGIONAL



Em Viseu e na nossa região para além de terem desaparecido alguns títulos (Voz das Beiras, Correio Beirão, Viseu Informação, Banca de Ideias) temos vindo a assistir ao declínio dos jornais e rádios locais. Também a imprensa nacional tem vindo a reduzir a sua cobertura regional. O Público e o Jornal de Notícias acabaram com a “Edição Centro”, ficando agora a nossa região integrada na “edição Porto”, do primeiro, e “edição Norte”, do segundo. O Público só reserva, por norma, uma folha para o “Local”, o que faz com que muito raramente apareça uma notícia sobre Viseu. O Jornal de Noticias (o jornal mais vendido do país graças à excelente cobertura regional, sobretudo no Norte e Centro), depois da fusão por incorporação do Diário de Notícias, em 2003, despediu centena e meia de jornalistas, incluindo um dos dois excelentes profissionais que tinha em Viseu, Rui Bondoso. Também a Rádio NoAr viu asua imagem de marca, a qualidade informativa, na “escola” da TSF, com quem trabalhava em rede, ao ficar sem noticiários locais aos Sábados e Domingos, devido ao despedimento do jornalista Clemente Pais da Silva. Com 25 anos de carreira (Diário Popular, Público, Sábado, TSF) Clemente foi autor de uma reportagem de antologia na “Sábado”: “De mão estendida”, com fotos de Eduardo Gageiro, tendo passado duas semanas disfarçado de mendigo. Fernando Ruas, na apresentação da sua última candidatura à Câmara Municipal de Viseu, dedicou uma parte do seu discurso a “malhar” na “rádio do costume”, a “que faz directos com os amigos”, numa alusão à reportagem que Clemente Pais da Silva fez de uma Conferência de Miguel Ginestal que, por sinal, até nem foi transmitida em directo.

Foi graças a uma reportagem da Rádio NoAr que ficámos todos a saber que o nosso presidente da Câmara incitara os presidentes das Juntas a correrem à pedrada os vigilantes da natureza. Não se sabe se as queixas de Fernando Ruas tiveram alguma coisa a ver com o despedimento de Clemente Pais da Silva, mas a verdade é que depois do caso das pedradas, deixou de se ouvir publicidade da autarquia na NoAr e, democraticamente, nas outras rádios da cidade. Também não se vê publicidade das grandes empresas da região nos “media” locais.

O Grupo Lena, que recentemente comprou a Rádio NoAr, já tinha comprado o Jornal do Centro, donde foram despedidos vários jornalistas. Um dos primeiros foi o cartoonista Gil, com a desculpa de que o grupo Lena já tinha cartoonistas noutros títulos. Nunca mais o jornal viu um cartoon. Mas consta que muita gente bem colocada se sentiu incomodada com o humor satírico de Gil. Quem perdeu foi o jornal e os seus leitores. Quem perde com este afunilar da comunicação social é a democracia, a cidade, a região e o país, cada vez mais sorumbático.



Carlos Vieira e Castro
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A CMV é que não foi... O Estranho caso da Morte dos Pombos no centro histórico!

segunda-feira, outubro 26, 2009

Para uns, não passam de "ratos-voadores". Já outros têm um especial apreço pelos pombos. Dezenas deles foram encontrados mortos no centro da cidade. Eu até simpatizo com eles e uma coisa é certa, a Câmara Municipal de Viseu também. Até porque os alimenta, como demonstram estes 64 €uros gastos em MILHO para os inquilinos do Jardim de Santo António... Logo, as acusações de que poderia ser a própria CMV a matar os pombos é completamente infundada!
Mas será que já anda na CMV alguém a pensar num hobby para daqui a 4 anos? Eu ajudo...




A CMV é que não foi... O Estranho caso da Morte dos Pombos no centro histórico!
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"O Grande Momento SOCIALITE de Viseu"

sexta-feira, outubro 23, 2009



No Jornal do Centro afirma-se que a Festa "Os Melhores Anos" que trará a Viseu os Taxi é "o grande momento social da cidade". Eu corrijo: Será sim o grande momento "SOCIALITE" da cidade onde as senhoras e senhores se poderão pavonear sem constrangimentos, até porque o preço é desde logo uma maneira de selecionar os convivas, porque nem todas as senhoras (ou quase nenhuma) podem de facto ver neste evento a oportunidade para "voltarem a mandar fazer vestidos só para lá irem" como afirma Armando Ferreira.


Mas Arimateia resume bem o espírito da festa: "serve para as pessoas se mostrarem, e isso também é importante". Pois é... deveras importante.


É o velho direito de admissão, agora mais "democrático"...
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Entevista de Maria da Graça Pinto, candidata do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Viseu ao Jornal do Centro

sexta-feira, setembro 04, 2009

A candidata do BE à CMV propõe-se colorir uma cidade que vive muitas vezes a preto e branco e em que a obra é maioritariamente de fachada. Ler entrevista aqui.
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Quais os critérios do "Jornal do Centro"?

sábado, agosto 01, 2009
A cobertura da semana política regional por parte do Jornal do Centro deixou, no mínimo, algo a desejar. Se fosse num jogo de futebol, diria que se comportou como aqueles árbitros caseiros.




Ou seja, à esquerda, a CDU e o PS batem por 3-0 o Bloco, apesar de Miguel Portas ter vindo apresentar na 4ª Feira a candidatura de Bandeira Pinho, antigo presidente da câmara municipal de São Pedro do Sul e de Domingo Louçã vir à apresentação de Osvaldo Numão em Penedono e de António minhoto à Assembleia da República pelo círculo de Viseu.
Mas isto foi só o intervalo, porque na 2ª parte a CDU marcou mais um golo através do artigo de António Vilarigues, candidato pela CDU a Penalva do Castelo e faz o 4-0.





O BE lá acabou por ter direito ao seu momento de glória, mas foi uma espécie de golo de consolação, uma frase de M. Portas e um comentário "às bofetadas" encaixado dentro da notícia mais abrangente,e num cantinho de uma página. Foi tipo um auto-golo...







Piores foram ainda os 2 penaltis "mal assinalados":

A Associação Académica do IPV, lembrou-se que Agosto é o mês por excelência para brindar a comunidade com propostas, porque o resto do ano é para o que se sabe. Pena é que estas venham recessas e que o Jornal do Centro embarque em elogios a uma proposta copy/paste(será que o ctrl+c/ctrl+v se está a tornar um vício)...




A deputada do Bloco de Esquerda há 4 anos que vem insistindo no mesmo sem que haja receptividade do executivo laranja para as propostas que agora receberam de braços abertos só por virem com outra roupagem (traje morcego)e de outras paragens. Afinal o sectarismo vem de onde mesmo? E são propostas que ainda em há um mês foram anunciadas na apresentação da candidatura!





A carta que revela o descontentamento face ao novo anúncio do futuro shopping junto ao Montebelo (e que a meu ver não passa de uma manobra para obrigar a CMV a uma permuta mais célere de terrenos)vem também um bocadinho com o timmig atrasado.



Carlos Vieira, da Associação Olho Vivo e candidato do BE à Assembleia Municipal, já o havia denunciado aos media há mais de um mês.

Jornal de Notícias 23-06-2009

Destak

Gamvis


Não tenho nenhuma teoria conspirativa acerca desta aparente discriminação. Cada um que retire a sua ilação. Eu já retirei a minha: percebi porque é que se fala tanto da crise dos media em formato papel... não percebo é a história do bloco ser levado ao colo pelos media. Este tipo de colo é parecido com a famosa incubadora do menino guerreiro... e ninguém o quer obviamente.

Para reflexão.
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