Paulo Portas o Extremista de Esquerda ou o Amigo da Ditadura Angolana?
sexta-feira, setembro 25, 2009
À medida que o Bloco de Esquerda foi subindo nas sondagens o discurso radicalizou-se na questão dos supostos radicalismos do BE. Então vejamos:
Paulo Portas afirma que recomprar a GALP é um regresso ao PREC. Ou seja, antes do Eng. Sócrates vender parte da GALP à ditadura angolana, vivíamos no PREC. E quem antecedeu o Eng. Sócrates no governo? Santana e Paulo Portas. Na lógica filosófica isto quer dizer que o governo do PSD/CDS era um governo PREC, tão PREC e tão precário que foi despedido sem justa causa por Sampaio. Mas com direito a indeminização: 1 milhão de euros para os cofres do CDS! Ai Portucale Portucale, de que é que estás à espera... Na lógica da batata tão querida do CDS isso só pode significar que Portas é um perigoso extremista de esquerda!
José Sócrates afirma basicamente o mesmo que Paulo Portas. Esqueceu-se foi que o grande amigo e camarada Alegre foi contra e opôs-se sempre à venda de empresas públicas com um monopólio natural aos privados, sobretudo a regimes oligárquicos e despotas como o angolano, o que torna o trunfo de Coimbra num extremista que quer o regresso ao PREC, e ao levar um extremista para o palco e dar-lhe a mão e abraçá-lo e aplaudi-lo isso quer dizer que Sócrates apoia os extremistas e radicais da esquerda e que no fundo pactua com o regresso ao PREC.
No meio disto tudo eu pergunto:
Será melhor a GALP estar na mão do estado português para que os seus lucros sejam usados em benefício dos portugueses ou será melhor que a GALP continue a encher a barriga de Eduardo dos Santos e do regime tenebroso que governa?
Afinal, quem é o extremista?
Um monopólio jamais poderá ser privado porque um monopólio privado transforma uma empresa num senhorio que recebe uma renda. O mercado vive da livre-concorrência, e os monopólios são em tudo contrários às leis do mercado! Qual a alternativa ao monopólio da distribuição da GALP? Qual a alternativa à electricidade da EDP?
Se o Bloco fosse contra a privatização do AR estes senhores eram a favor! Por favor!
Estes abutres não descansam enquanto não venderem o país e a alma!
António Minhoto - A certeza de que o voto não cai em saco roto! Vota BE!
sexta-feira, setembro 25, 2009
António Minhoto é o candidato do Bloco de Esquerda à Assembleia da República pelo círculo de Viseu. Ao contrário de Junqueiro e Arnaut, os candidatos fantasma que invariavelmente o centrão oferece ao distrito, Minhoto tem sido inabalável na luta e defesa da região, das pessoas e das suas necessidades, sejam os mineiros em Nelas, os pequenos comerciantes no distrito, ou as vítimas do encerramento de urgências ou centros de saúde. Subiu a pulso e nunca se deixou vencer apesar das contrariedades. Começou cedo a trabalhar, passou pelas minas da urgeiriça e tem agora um pequeno estabelecimento nas Caldas da Felgueira. Não tem nenhum curso superior mas tem segundo o próprio "um curso da vida". E é isso que se quer no parlamento, mais homens e mulheres que vivam a realidade, que sintam as agruras do dia a dia, as dificuldades ao fim do mês. Por isso domingo, eu Voto António Minhoto, eu voto Bloco de Esquerda!
Fica aqui um artigo de Amadeu Araújo (DN)acerca do candidato:
António Minhoto in Diário de Notícias
e o retrato do blog da Urgeiriça
Dia 3 de Outubro - Histórias à solta no Maciço da Gralheira - Vale uma Visita
sexta-feira, setembro 25, 2009
A bonita e esquecida Serra da Gralheira, será palco de uma excelente iniciativa que visa transportar-nos para a tradição oral, até há pouco tempo fonte única de transmissão de conhecimento e cultura nos lugares onde a escolaridade nem fazia parte do léxico.
Urge potenciar os montes, serras e vales em redor de São Pedro do Sul e que nada devem a muitos parques naturais/nacionais. O Andanças e o Parque do Pisão vieram dar um importante contributo mas ainda há muito por fazer e muito por explorar.
Ao cuidado da região de turismo que pouco ou nada tem feito pelo aproveitamento do que pode ser uma grande mais-valia para o distrito/região.
Saber mais em:
Criar Raízes
Candidatos do CDS presos por roubar... PALHA!
quinta-feira, setembro 24, 2009
Na sua luta contra o crime os candidatos do CDS à Câmara e Assembleia Municipal de Moura foram apanhados num roubo caricato de fardos de palha. Será que fizeram de propósito para serem apanhados e inflacionarem assim as estatísticas e darem razão ao seu querido líder?
Terá Paulo Portas pedido mão firme para este crime que leva a um sentimento de impunidade nos montes alentejanos? Não. Pelo contrário. Como o CDS anda "a fazer um processo de integração" (os ladrões eram de etnia cigana)não são uns fardos de palha que justificam a rejeição das candidaturas dos larápios.
Será esta a política do CDS para quando acabar o rendimento social de inserção? Por o pessoal a roubar?
Mas a desconfiança prende-se com o facto da comitiva de Portas se deslocar hoje a Beja e como o objecto do roubo dava para alimentar muitos burros que por aí andam... a GNR irá investigar a proveniência do repasto da caravana centrista.
Scolari já comentou o caso para dizer: E o burro sou eu? Afinal não é só o ministro da agricultura a roubar os agricultores...
Funicular continua a provocar as suas vítimas... Mais um ferido grave!
quinta-feira, setembro 24, 2009
Ainda sem passageiros mas já com várias vítimas, a obra do regime viseense será inaugurada amanhã. O Funicular está para Ruas como o TGV para Sócrates. Entretanto nunca se parou para pensar um bocadinho. Na segunda-feira a pressa eleitoral provocou mais um ferido, desta vez grave. Américo Nunes desconhecia o caso ou assobiou para o lado com as averiguações do costume. Uma outra vítima da pressa eleitoral na cava de viriato continua há 3 meses sem obter qualquer resposta à sua queixa.

Mas os cães ladram e a caravana passa e o Funicular será inaugurado amanhã com pompa e circunstância. Só cá faltava o Américo Tomás para cortar a fita...

Mas os cães ladram e a caravana passa e o Funicular será inaugurado amanhã com pompa e circunstância. Só cá faltava o Américo Tomás para cortar a fita...
O militante brasileiro do CDS: Jacinto Leite Capelo Rego! Ainda os sobreiros...
quarta-feira, setembro 23, 2009Nesta pérola de Ferreira Fernandes no DN podemos constatar o óbvio: no CDS é só beneméritos! A PJ é que leu em brasileiro o nome deste doador: Jacinto Leite Capelo Rego e viu marosca. Mas afinal o milhão de euros recebidos pelo CDS foram limpos, tal como a limpeza que o grupo Espírito Santo fez aos 2000 sobreiros protegidos por despacho do ministro centrista...
Começa assim:
"Em 2004, o CDS meteu um milhão de euros numa conta bancária em seu nome. Acção meritória, como já foi assinalado por Paulo Portas: quem não teme, deposita. Mas um milhão é conta calada e a PJ foi tentar pô-la a dar com a língua nos dentes: conta, donde vieste tu? O CDS explicou: da benemerência dos seus militantes. Não é próprio de (democratas-)cristãos dar a quem precisa? Mas a PJ, que é laica, insistiu: tá bem, militantes, mas quem? Aí, o CDS estendeu uma lista com quatro mil recibos.(...)"
Já sabemos como anda o PSD, por isso era escusado...
quarta-feira, setembro 23, 2009“O traque que a senhora deu, não foi ela fui eu” - Bocage, mas também podia ser Cavaco!
quarta-feira, setembro 23, 2009
Cavaco não irá esclarecer coisa nenhuma antes das eleições. Motivo: não condicionar o resultado. Esqueceu-se foi que os recentes acontecimentos já o fizeram e pelos piores motivos. Algumas questões se levantam?
- terá sido apenas uma tentativa frustrada de Fernando Lima em achincalhar o governo ou houve conivência do presidente que depois culpou o mordomo?
-se o presidente não sabia de nada, porque raio ficou calado quando o público noticiou que ele pensava estar a ser vigiado, o que é de uma gravidade imensa?
-se o presidente suspeitava que existiam mesmo escutas, porque correu logo a fazer queixinhas aos jornais e não às autoridades competentes ou é uma constatação de que até o presidente se submete ao poder mediático?
-se o público sabia que a notícia era falsa porque não desmentiu?
-se o Expresso teve acesso aos mails antes do DN porque ficou calado? Será que não havia mais espaço na edição para além da mal contada história dos PPR de Louçã?
- depois de Dias Loureiro não deveria Cavaco Silva preocupar-se com as companhias que tem escolhido? Ou é do estilo “diz-me com quem andas e eu digo-te quem tu és?
- e de tanta coisa que se poderia acusar o PS, não serão as escutas algo despropositado e exagerado. Quem é que no seu perfeito juízo estaria interessado em ouvir este enfadonho presidente?
- Cavaco admite perder apenas 5 minutos com jornais, mas quanto tempo andou a ouvir os disparates de Manuela Moura Guedes para se sair com esta trapalhada?
- Alegre pôs-se a jeito, mas será que era necessário este trambolhão da direita para termos o primeiro presidente da República que não consegue o segundo mandato?
- qual a cara de Cavaco na segunda-feira quando reunir com o vencedor das eleições para a formação do novo governo?
Bocage é que a sabia toda: “o traque que a senhora deu, não foi ela fui eu”.
Caro presidente, peça ao Dr. Paulo Portas o número da clínica onde este branqueou os dentes, é que o seu sorriso amarelo poderá dar nas vistas!
- terá sido apenas uma tentativa frustrada de Fernando Lima em achincalhar o governo ou houve conivência do presidente que depois culpou o mordomo?
-se o presidente não sabia de nada, porque raio ficou calado quando o público noticiou que ele pensava estar a ser vigiado, o que é de uma gravidade imensa?
-se o presidente suspeitava que existiam mesmo escutas, porque correu logo a fazer queixinhas aos jornais e não às autoridades competentes ou é uma constatação de que até o presidente se submete ao poder mediático?
-se o público sabia que a notícia era falsa porque não desmentiu?
-se o Expresso teve acesso aos mails antes do DN porque ficou calado? Será que não havia mais espaço na edição para além da mal contada história dos PPR de Louçã?
- depois de Dias Loureiro não deveria Cavaco Silva preocupar-se com as companhias que tem escolhido? Ou é do estilo “diz-me com quem andas e eu digo-te quem tu és?
- e de tanta coisa que se poderia acusar o PS, não serão as escutas algo despropositado e exagerado. Quem é que no seu perfeito juízo estaria interessado em ouvir este enfadonho presidente?
- Cavaco admite perder apenas 5 minutos com jornais, mas quanto tempo andou a ouvir os disparates de Manuela Moura Guedes para se sair com esta trapalhada?
- Alegre pôs-se a jeito, mas será que era necessário este trambolhão da direita para termos o primeiro presidente da República que não consegue o segundo mandato?
- qual a cara de Cavaco na segunda-feira quando reunir com o vencedor das eleições para a formação do novo governo?
Bocage é que a sabia toda: “o traque que a senhora deu, não foi ela fui eu”.
Caro presidente, peça ao Dr. Paulo Portas o número da clínica onde este branqueou os dentes, é que o seu sorriso amarelo poderá dar nas vistas!
Vídeo: Np País das desigualdades. Mais Justiça na Economia!
quarta-feira, setembro 23, 2009Video: Direita Pandeireta - Help Me
terça-feira, setembro 22, 2009
Paulo Portas tem-se mostrado alarmado com o Bloco de Esquerda e já declarou que o seu único objectivo é ficar à frente do BE e do PCP. Em nome de Deus, da Pátria e da Família surge um novo Vídeo do Esquerda.net:
Asfixia Democrática chega à Justiça! O PS censura Rui Teixeira!
segunda-feira, setembro 21, 2009
O Juíz justiceiro da Casa Pia foi censurado pelos três colegas nomeados pelo Partido Socialista que lhe negaram o muito bom.
E como o nível da campanha do PS anda pela sargeta com tantas mentiras, falsidades e mistificações relativamente ao BE, aqui fica uma questão pertinente e fdp quanto baste:
Será mesmo que eram os comunistas a comerem as criancinhas ao pequeno-almoço?
E se eram, qual é o problema do PS em descobrir a verdade nojenta da Casa Pia?
E como o nível da campanha do PS anda pela sargeta com tantas mentiras, falsidades e mistificações relativamente ao BE, aqui fica uma questão pertinente e fdp quanto baste:
Será mesmo que eram os comunistas a comerem as criancinhas ao pequeno-almoço?
E se eram, qual é o problema do PS em descobrir a verdade nojenta da Casa Pia?
Portas também quis acabar com os benefícios aos PPR? E ainda bem!
segunda-feira, setembro 21, 2009
Muito se falou/manipulou acerca da questão do fim dos benefícios aos PPR. Louçã tinha um PPR e o grande crime era querer acabar com os benefícios a ele inerentes, ou seja, queria prejudicar-se a ele próprio! Grande crime e falta de coerência gritaram logo os caçadores de soundbytes (geralmente denominados jornalistas)! Porquê? Não sabem nem lhes interessa saber. Há manchete, há sounbytes e lá se preenchem 2 minutos de telejornal e uma capa de semanário com uma não-notícia. O habitual nesta campanha.
Entretanto veio Paulo Portas juntar-se à festa. Colocou o lençol branco e andou por aí a assustar com um "cuidado com a extrema esquerda", "já não comem criancinhas mas querem tirar a galp ao coitadinho do Eduardo dos Santos". Esqueceu-se foi que Bagão Félix defendia o mesmo já em 2004, embora com outros propósitos, e o Daniel Oliveira relembrou-nos do que escreveu na altura:
"Não posso concordar e todos aqui imaginam que me custa apoiar Bagão Félix. Mas o fim de muitos dos benefícios fiscais é mais do que justo. Por três razões:
1. Só pode beneficiar deles quem tem mais dinheiro para gastar (serão muito raros os contribuintes que, recebendo 800 ou 900 euros mensais, desviem os seus parcos recursos para um PPR). Bem sei que estão nos escalões mínimos, mas nem por isso deixam de estar incluídos no sistema e descontar para ele. Mais: só chega ao tecto máximo de deduções quem gasta mais. Só gasta mais quem tem mais. Os benefícios fiscais, favorecendo a classe média, põem a classe baixa a "contribuir" para as despesas de quem ganha mais. É uma distorção da justiça fiscal, que passa pela regra inversa: os que ganham mais ajudam os ganham menos. Os benefícios fiscais a investimentos em poupança em produtos fornecidos para os privados correspondem ao desvio de fundos públicos para o privado, prejudicando quem não usa (porque não tem margem para usar) os serviços privados. Quem se pode justamente queixar de pagar serviços públicos (taxas de saúde, propinas, etc), dizendo que assim se trata de uma dupla tributação, se depois quer que o Estado lhe pague os serviços privados?
2. Só beneficia de um planeamento fiscal complexo, como a enorme quantidade de complicados benefícios fiscais, o que exige um enorme conhecimento da lei, quem tem acesso a um contabilista ou advogado, o que, manifestamente, só acontece com quem mais tem. O sistema fiscal deve ser simples para os seus benefícios serem aproveitados por todos.
3. Os benefícios fiscais tornam a fiscalização mais complexa, desviando os esforços da máquina fiscal para uma fiscalização de minudências e não se concentrando no combate à fraude fiscal. A multiplicação de benefícios fiscais favorece a fraude fiscal.
Aceito que haja vantagens macroeconómicas no combate à inflação através promoção da poupança. Mas não me parece que esta vantagem valha a distorção da justiça fiscal.
No entanto, têm de me desculpar a desconfiança: ainda quero ver até onde chega esta proposta de Bagão Félix depois da reacção dos bancos. E quero saber se há algo de mais substancial para apresentar. Se Bagão aproveita a oportunidade para mexer nos inúmeros benefícios fiscais dados à banca e outras actividades não produtivas. Sou contra privilégios para a classe média (onde me incluo), mas estes estão longe de ser os mais escandalosos ou relevantes. As situações mais vergonhosas estão noutro lado e nessas, estou seguro, Bagão não tocará.”
Nem mais.Fica aqui o original do saudoso barnabé!
Entretanto veio Paulo Portas juntar-se à festa. Colocou o lençol branco e andou por aí a assustar com um "cuidado com a extrema esquerda", "já não comem criancinhas mas querem tirar a galp ao coitadinho do Eduardo dos Santos". Esqueceu-se foi que Bagão Félix defendia o mesmo já em 2004, embora com outros propósitos, e o Daniel Oliveira relembrou-nos do que escreveu na altura:
"Não posso concordar e todos aqui imaginam que me custa apoiar Bagão Félix. Mas o fim de muitos dos benefícios fiscais é mais do que justo. Por três razões:
1. Só pode beneficiar deles quem tem mais dinheiro para gastar (serão muito raros os contribuintes que, recebendo 800 ou 900 euros mensais, desviem os seus parcos recursos para um PPR). Bem sei que estão nos escalões mínimos, mas nem por isso deixam de estar incluídos no sistema e descontar para ele. Mais: só chega ao tecto máximo de deduções quem gasta mais. Só gasta mais quem tem mais. Os benefícios fiscais, favorecendo a classe média, põem a classe baixa a "contribuir" para as despesas de quem ganha mais. É uma distorção da justiça fiscal, que passa pela regra inversa: os que ganham mais ajudam os ganham menos. Os benefícios fiscais a investimentos em poupança em produtos fornecidos para os privados correspondem ao desvio de fundos públicos para o privado, prejudicando quem não usa (porque não tem margem para usar) os serviços privados. Quem se pode justamente queixar de pagar serviços públicos (taxas de saúde, propinas, etc), dizendo que assim se trata de uma dupla tributação, se depois quer que o Estado lhe pague os serviços privados?
2. Só beneficia de um planeamento fiscal complexo, como a enorme quantidade de complicados benefícios fiscais, o que exige um enorme conhecimento da lei, quem tem acesso a um contabilista ou advogado, o que, manifestamente, só acontece com quem mais tem. O sistema fiscal deve ser simples para os seus benefícios serem aproveitados por todos.
3. Os benefícios fiscais tornam a fiscalização mais complexa, desviando os esforços da máquina fiscal para uma fiscalização de minudências e não se concentrando no combate à fraude fiscal. A multiplicação de benefícios fiscais favorece a fraude fiscal.
Aceito que haja vantagens macroeconómicas no combate à inflação através promoção da poupança. Mas não me parece que esta vantagem valha a distorção da justiça fiscal.
No entanto, têm de me desculpar a desconfiança: ainda quero ver até onde chega esta proposta de Bagão Félix depois da reacção dos bancos. E quero saber se há algo de mais substancial para apresentar. Se Bagão aproveita a oportunidade para mexer nos inúmeros benefícios fiscais dados à banca e outras actividades não produtivas. Sou contra privilégios para a classe média (onde me incluo), mas estes estão longe de ser os mais escandalosos ou relevantes. As situações mais vergonhosas estão noutro lado e nessas, estou seguro, Bagão não tocará.”
Nem mais.Fica aqui o original do saudoso barnabé!
Video: Ruas trocou a pedra por um poema para atacar o "Filho da Mãe" do Manuel Alegre!
segunda-feira, setembro 21, 2009
Fernando Ruas não precisou ontem de puxar pelo seu vasto conhecimento de "linguagem beirã" para insultar Manuel Alegre, e em vez de uma pedra no bolso levou uma arma do adversário, neste caso uma música/poema de Barata Moura para enxovalhar o... poeta com um grande "Filho da Mãe".
Ainda a nossa sorte é haver em Portugal continental "asfixia democrática", porque se vivessemos no exemplo de liberdade que é a Madeira corríamos o risco de ouvir um "Filho da Puta" como o que Jardim costuma brindar quem com ele discorda...
Fica aqui o vídeo desta nova intifada de Fernando Ruas. No mínimo, deselegante. É o regresso do General das Beiras, descendente das maiores elites guerreiras que vão de Viriato a... Afonso Henriques!
Telhado desaba no Bairro Municipal! Este é o Resultado da Política de Fachada!
segunda-feira, setembro 21, 2009
Na passada segunda-feira na Assembleia Municipal, Fernando Ruas reagiu bastante exaltado às acusações do Bloco de Esquerda de ter uma política de fachada para o Bairro Municipal.
Pois a maior prova de que pinturas e alcatrão novos não resolvem graves problemas como o das infiltrações que condicionam a qualidade de vida e a segurança dos moradores é o facto de poucos dias depois ter desabado um telhado com a pouca chuva que caiu devido ao facto de os caibros estarem quase completamente apodrecidos...
A CMV foi logo ao local tentar resolver a situação, mas deixou a obra a meio (meteu-se o fim de semana)estando a moradora com metade do telhado com telha outra metade com plástico.
Nada que incomode o presidente da câmara. Em terra de cegos quem tem olho é rei. Aqui fez-se uma adptação ao dito popular, porque quem passa, mesmo não sendo cego, vê contudo pinturas novas e impecáveis (que escondem muitas vezes a miséria( e grita de contente Viva o Rei!
Ontem o candidato por Viseu ao parlamento ajudou a desmascarar a situação "e condenou aquilo que considera ser “as políticas de plástico e de fachada” seguidas pelos socialistas..." mas podiam ser também os sociais-democratas.
Pois a maior prova de que pinturas e alcatrão novos não resolvem graves problemas como o das infiltrações que condicionam a qualidade de vida e a segurança dos moradores é o facto de poucos dias depois ter desabado um telhado com a pouca chuva que caiu devido ao facto de os caibros estarem quase completamente apodrecidos...
A CMV foi logo ao local tentar resolver a situação, mas deixou a obra a meio (meteu-se o fim de semana)estando a moradora com metade do telhado com telha outra metade com plástico.
Nada que incomode o presidente da câmara. Em terra de cegos quem tem olho é rei. Aqui fez-se uma adptação ao dito popular, porque quem passa, mesmo não sendo cego, vê contudo pinturas novas e impecáveis (que escondem muitas vezes a miséria( e grita de contente Viva o Rei!
Ontem o candidato por Viseu ao parlamento ajudou a desmascarar a situação "e condenou aquilo que considera ser “as políticas de plástico e de fachada” seguidas pelos socialistas..." mas podiam ser também os sociais-democratas.
Expresso quer rivalizar com o Sol no campeonato dos disparates de ódio ao BE!
sábado, setembro 19, 2009
Se há coisa que se desmistificou de vez nesta campanha é a acusação de que o Bloco de Esquerda anda ao colo dos media. quer dizer, só se for um colo ao estilo de santana Lopes, mais as agressões na incubadora.
Não sei se o Expresso na edição papel se deu ao trabalho de ouvir Louçã para fazer o contraditório, mas o coordenador do BE já respondeu, neste caso ao público:
Confrontado hoje de manhã com a investigação do “Expresso”, à porta do mercado municipal de Alcobaça, onde acabara de fazer uma acção de campanha, Louçã fez uma outra interpretação da notícia, apontando que o semanário fez “um favor” ao BE por ter confirmado que os dirigentes bloquistas deixam de lado os seus interesses pessoais em benefício do interesse público.
“Nenhum deles defende o seu interesse privado. Isto é que é grandeza. Todos os nossos deputados e deputadas têm poupanças pequeníssimas, de três mil euros, de cinco mil euros e pouco mais. Votaram todos com consciência contra o seu interesse privado a favor do interesse público”, afirmou, rejeitando ainda qualquer contradição com o discurso e as propostas do programa eleitoral do BE. “Eu sou pelos transportes públicos, mas tenho um automóvel privado”, exemplificou.
Foi mais um tiro no pé desta direita medrosa e assustada com o crescimento do BE? Com tanto tiro no pé ainda acabam por ir a Fátima de joelhos pedir o regresso da virgem para nos salvar do comunismo... por este andar na próxima semana haverá provas de que Louçã toma com Jerónimo um pequeno almoço de criancinhas...
O vosso medo é a nossa força!
As falsidade da Juventude socialista!
sábado, setembro 19, 2009
Antes de mais uma anedota acerca da anedota que é a juventudes socialista:
Sabem como é que se colocam 20 jovens socialistas num Smart? Atira-se lá para dentro um tacho!
Ontem em Braga o líder da JS insinuou que o Bloco pretendia fazer regressar o serviço militar obrigatório. Nada mais falso. O estilo pinóquio chegou à juventude. Chegou até a citar o capítulo e a página do programa eleitoral do BE (mais um leitor socialista?), o que mostra como o PS sabe de cor o programa que mais o amedronta.
Fica aqui o capítulo e o desfio de mostrarem onde tal é sugerido, e já agora, para além da função de claque, satisfação de egos pessoais e possíbilidade de ser um trampolim para o poleiro, para que serve uma JOTA, muitas vezes liderada por trintões? Pior só um escuteiro quarentão a passear de calções e meias até ao joelho a tentar engatar pitas.
REDEFINIR O CONCEITO ESTRATÉGICO DE DEFESA
Ao assumirem a tarefa da descolonização, a revolução de 1974/75 e os movimentos de libertação das
ex-colónias redefiniram o lugar estratégico de Portugal no contexto internacional: um pequeno país europeu
semi-periférico que deixou de constituir ameaça para outros povos e não é, também, alvo de ameaças da parte
de terceiros.
Essa posição torna o país naturalmente vocacionado para desenvolver com autonomia, no quadro da ONU
ou da União Europeia, uma activa política externa de defesa da paz e do direito internacional, de defesa dos
direitos humanos e do direito dos povos à autodeterminação e independência nacional, de promoção de todas
as formas de cooperação visando o desenvolvimento sustentado e a justiça distributiva em favor dos povos oprimidos
e discriminados, contra as guerras dos impérios, contra os blocos militares, a agressão, a exploração, a
depredação dos recursos do planeta.
O conceito estratégico de defesa nacional deve reformular-se à luz desta redefinição do papel internacional
do país como intermediário e fautor da paz. O Bloco promove uma estratégia de Defesa Cidadã assente na
prioridade da defesa civil e do território, na protecção da soberania e dos bens comuns.
Isso passa, desde logo, pela adopção de um conjunto de medidas a curto prazo que a presente crise internacional
torna ainda mais urgentes:
• Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares.
• Portugal deve defender o desarmamento geral e universal, e opor-se, como membro da UE, à constituição
de uma força armada europeia.
• Portugal deve bater-se pelo encerramento de todas as bases militares estrangeiras na Europa e pôr termo à
cedência da Base das Lajes, nos Açores, aos EUA.
• Portugal deve retirar de imediato todas as suas forças militares e militarizadas (combatentes ou de apoio)
do Afeganistão e de outros teatros de guerra, ou ainda de qualquer intervenção militar que não obedeça aos
critérios adiante defendidos.
111
A POLÍTICA SOCIALISTA PARA PORTUGAL
• A Assembleia da República deve assumir poderes de autorização prévia do emprego de forças militares
ou militarizadas em missões internacionais, à luz de critérios legalmente definidos, decorrentes do respeito
pela Carta das NU e pelos princípios de política externa antes enunciados.
• Proceder à revisão de legislação relativa à disciplina militar, às associações de militares e aos seus direitos
sociais no sentido de assegurar o respeito dos direitos adquiridos (nomeadamente com o 25 de Abril), as
condições de dignidade cívica e militar e garantindo o exercício dos seus direitos de associação e de livre
expressão no respeito pela Constituição.
• Decretar uma amnistia para todos os militares punidos pelo exercício dos seus direitos de expressão e manifestação
e suspender todos os procedimentos disciplinares em curso relacionados com estas lutas.
REORGANIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS
É preciso redimensionar as F.A., que devem ser reduzidas, e redefinir globalmente as suas missões, equipamento,
organização e orçamento à luz do que serão as suas novas prioridades.
• Assegurar as missões de soberania inerentes à defesa e segurança das águas territoriais da Zona Económica
Exclusiva e do espaço aéreo nacional.
• Assegurar as missões internacionais que lhes vierem a ser apontadas pelo Governo, desde que previamente
autorizadas pelo parlamento à luz dos novos princípios definidores da legalidade e oportunidade dessas
missões.
• Assegurar o funcionamento das instalações logísticas, científicas, de ensino, de saúde ou outras que vierem
a ser consideradas indispensáveis ao cumprimento das suas missões.
• Reorganizar orgânica e funcionalmente as Forças Armadas, designadamente em termos de pessoal, missões,
equipamentos e custos, de forma a proceder à sua adaptação estrutural aos novos objectivos estratégicos
da política de defesa, às suas disponibilidades financeiras e aos interesses do país.
RECUSA DE COOPERAÇÃO COM FORÇAS ARMADAS QUE USEM BOMBAS DE FRAGMENTAÇÃO E
DE FÓSFORO BRANCO
Em 3 de Dezembro de 2008, foi assinado em Oslo por 107 países um tratado contra as bombas de
fragmentação responsáveis por mais de 100 mil mortes, 98% das quais de civis, desde 1965. 40% são
crianças. Os EUA, a China, a Rússia, a Índia, o Paquistão, a Finlândia e o Brasil são alguns dos países
que recusam assinar. A eliminação da cláusula que impedia os países signatários de cooperar no
âmbito da utilização de Forças Armadas com os países que não tivessem subscrito o Tratado signifi ca
um grande recuo relativamente às apregoadas boas intenções iniciais dos proponentes do texto
inicial. O Bloco defende intransigentemente esse princípio.
As bombas de fragmentação representam a primeira causa de ferimentos e mortes de civis nos
confl itos armados das últimas décadas. Cada bomba cluster, como também se chamam, espalha
centenas de bombas, das quais cerca de 15% não explodem fi cando disseminadas pelo terreno.
De acordo com uma investigação do USA Today, durante a invasão do Iraque em 2003, as tropas
dos EUA lançaram 11 mil bombas cluster e as do Reino Unido 2.200. Já depois do fi m da invasão, na
situação de ocupação, foi confi rmado o uso de 63 CBU-87 clusters, num total de 12 mil bombas entre
Março de 2003 e Agosto de 2006.
Durante a guerra do Líbano no verão de 2007 a disseminação das bombas de fragmentação foi de
tal ordem que a UNIFIL, depois de cessarem as hostilidades, fi cou a braços com a recolha de cerca
de um milhão de bombas.
Quanto ao uso de bombas de fósforo branco, a invasão de Gaza por Israel registou o exemplo
112
PROGRAMA PARA UM GOVERNO QUE RESPONDA À URGÊNCIA DA CRISE SOCIAL
mais recente. A humanização da guerra é uma contradição de termos. No entanto há que travar
a bestialização da civilização. A utilização das armas e munições atrás sumariamente descritas
confi gura sem qualquer dúvida a prática de crimes de guerra e crimes contra a humanidade que só
o imenso cinismo da comunidade internacional permite tolerar.
Apoiando-se no recente Tratado Contra as Bombas de Fragmentação e recuperando a cláusula
prevista no texto inicial, o Bloco de Esquerda exige que qualquer colaboração com Forças Armadas
de outros países seja condicionada à garantia da assinatura, ratifi caçã e cumprimento do Tratado
Contra a Utilização de Bombas de Fragmentação.
Da mesma forma e na ausência ainda de qualquer tratado, o governo português deve tomar a
iniciativa de propor na UE e na ONU a abertura imediata de um processo para a condenação universal
e proibição efectiva da utilização das bombas de fósforo e de armas com urânio empobrecido
Sabem como é que se colocam 20 jovens socialistas num Smart? Atira-se lá para dentro um tacho!
Ontem em Braga o líder da JS insinuou que o Bloco pretendia fazer regressar o serviço militar obrigatório. Nada mais falso. O estilo pinóquio chegou à juventude. Chegou até a citar o capítulo e a página do programa eleitoral do BE (mais um leitor socialista?), o que mostra como o PS sabe de cor o programa que mais o amedronta.
Fica aqui o capítulo e o desfio de mostrarem onde tal é sugerido, e já agora, para além da função de claque, satisfação de egos pessoais e possíbilidade de ser um trampolim para o poleiro, para que serve uma JOTA, muitas vezes liderada por trintões? Pior só um escuteiro quarentão a passear de calções e meias até ao joelho a tentar engatar pitas.
REDEFINIR O CONCEITO ESTRATÉGICO DE DEFESA
Ao assumirem a tarefa da descolonização, a revolução de 1974/75 e os movimentos de libertação das
ex-colónias redefiniram o lugar estratégico de Portugal no contexto internacional: um pequeno país europeu
semi-periférico que deixou de constituir ameaça para outros povos e não é, também, alvo de ameaças da parte
de terceiros.
Essa posição torna o país naturalmente vocacionado para desenvolver com autonomia, no quadro da ONU
ou da União Europeia, uma activa política externa de defesa da paz e do direito internacional, de defesa dos
direitos humanos e do direito dos povos à autodeterminação e independência nacional, de promoção de todas
as formas de cooperação visando o desenvolvimento sustentado e a justiça distributiva em favor dos povos oprimidos
e discriminados, contra as guerras dos impérios, contra os blocos militares, a agressão, a exploração, a
depredação dos recursos do planeta.
O conceito estratégico de defesa nacional deve reformular-se à luz desta redefinição do papel internacional
do país como intermediário e fautor da paz. O Bloco promove uma estratégia de Defesa Cidadã assente na
prioridade da defesa civil e do território, na protecção da soberania e dos bens comuns.
Isso passa, desde logo, pela adopção de um conjunto de medidas a curto prazo que a presente crise internacional
torna ainda mais urgentes:
• Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares.
• Portugal deve defender o desarmamento geral e universal, e opor-se, como membro da UE, à constituição
de uma força armada europeia.
• Portugal deve bater-se pelo encerramento de todas as bases militares estrangeiras na Europa e pôr termo à
cedência da Base das Lajes, nos Açores, aos EUA.
• Portugal deve retirar de imediato todas as suas forças militares e militarizadas (combatentes ou de apoio)
do Afeganistão e de outros teatros de guerra, ou ainda de qualquer intervenção militar que não obedeça aos
critérios adiante defendidos.
111
A POLÍTICA SOCIALISTA PARA PORTUGAL
• A Assembleia da República deve assumir poderes de autorização prévia do emprego de forças militares
ou militarizadas em missões internacionais, à luz de critérios legalmente definidos, decorrentes do respeito
pela Carta das NU e pelos princípios de política externa antes enunciados.
• Proceder à revisão de legislação relativa à disciplina militar, às associações de militares e aos seus direitos
sociais no sentido de assegurar o respeito dos direitos adquiridos (nomeadamente com o 25 de Abril), as
condições de dignidade cívica e militar e garantindo o exercício dos seus direitos de associação e de livre
expressão no respeito pela Constituição.
• Decretar uma amnistia para todos os militares punidos pelo exercício dos seus direitos de expressão e manifestação
e suspender todos os procedimentos disciplinares em curso relacionados com estas lutas.
REORGANIZAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS
É preciso redimensionar as F.A., que devem ser reduzidas, e redefinir globalmente as suas missões, equipamento,
organização e orçamento à luz do que serão as suas novas prioridades.
• Assegurar as missões de soberania inerentes à defesa e segurança das águas territoriais da Zona Económica
Exclusiva e do espaço aéreo nacional.
• Assegurar as missões internacionais que lhes vierem a ser apontadas pelo Governo, desde que previamente
autorizadas pelo parlamento à luz dos novos princípios definidores da legalidade e oportunidade dessas
missões.
• Assegurar o funcionamento das instalações logísticas, científicas, de ensino, de saúde ou outras que vierem
a ser consideradas indispensáveis ao cumprimento das suas missões.
• Reorganizar orgânica e funcionalmente as Forças Armadas, designadamente em termos de pessoal, missões,
equipamentos e custos, de forma a proceder à sua adaptação estrutural aos novos objectivos estratégicos
da política de defesa, às suas disponibilidades financeiras e aos interesses do país.
RECUSA DE COOPERAÇÃO COM FORÇAS ARMADAS QUE USEM BOMBAS DE FRAGMENTAÇÃO E
DE FÓSFORO BRANCO
Em 3 de Dezembro de 2008, foi assinado em Oslo por 107 países um tratado contra as bombas de
fragmentação responsáveis por mais de 100 mil mortes, 98% das quais de civis, desde 1965. 40% são
crianças. Os EUA, a China, a Rússia, a Índia, o Paquistão, a Finlândia e o Brasil são alguns dos países
que recusam assinar. A eliminação da cláusula que impedia os países signatários de cooperar no
âmbito da utilização de Forças Armadas com os países que não tivessem subscrito o Tratado signifi ca
um grande recuo relativamente às apregoadas boas intenções iniciais dos proponentes do texto
inicial. O Bloco defende intransigentemente esse princípio.
As bombas de fragmentação representam a primeira causa de ferimentos e mortes de civis nos
confl itos armados das últimas décadas. Cada bomba cluster, como também se chamam, espalha
centenas de bombas, das quais cerca de 15% não explodem fi cando disseminadas pelo terreno.
De acordo com uma investigação do USA Today, durante a invasão do Iraque em 2003, as tropas
dos EUA lançaram 11 mil bombas cluster e as do Reino Unido 2.200. Já depois do fi m da invasão, na
situação de ocupação, foi confi rmado o uso de 63 CBU-87 clusters, num total de 12 mil bombas entre
Março de 2003 e Agosto de 2006.
Durante a guerra do Líbano no verão de 2007 a disseminação das bombas de fragmentação foi de
tal ordem que a UNIFIL, depois de cessarem as hostilidades, fi cou a braços com a recolha de cerca
de um milhão de bombas.
Quanto ao uso de bombas de fósforo branco, a invasão de Gaza por Israel registou o exemplo
112
PROGRAMA PARA UM GOVERNO QUE RESPONDA À URGÊNCIA DA CRISE SOCIAL
mais recente. A humanização da guerra é uma contradição de termos. No entanto há que travar
a bestialização da civilização. A utilização das armas e munições atrás sumariamente descritas
confi gura sem qualquer dúvida a prática de crimes de guerra e crimes contra a humanidade que só
o imenso cinismo da comunidade internacional permite tolerar.
Apoiando-se no recente Tratado Contra as Bombas de Fragmentação e recuperando a cláusula
prevista no texto inicial, o Bloco de Esquerda exige que qualquer colaboração com Forças Armadas
de outros países seja condicionada à garantia da assinatura, ratifi caçã e cumprimento do Tratado
Contra a Utilização de Bombas de Fragmentação.
Da mesma forma e na ausência ainda de qualquer tratado, o governo português deve tomar a
iniciativa de propor na UE e na ONU a abertura imediata de um processo para a condenação universal
e proibição efectiva da utilização das bombas de fósforo e de armas com urânio empobrecido
Barba Azeda deseja sorte grande a Louçã em Viseu! Video do Sapo!
sexta-feira, setembro 18, 2009
Um dos mais conhecidos cauteleiros da cidade, mais conhecido por barba azeda, deu um forte e doce abraço a Francisco Louçã e desejou que dia 27 de setembro saia a sorte grande ao Bloco de Esquerda.Veja ainda as reclamações dos pequenos comerciantes angustiados com a crise.
video aqui
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