Vídeo: A Genialidade do Graffiti enquanto Arte – Espectacular!
quarta-feira, março 10, 2010Parabéns ao Público! Aqui mora o bom jornalismo!
sábado, março 06, 2010
O Público faz 20 anos. Se em 1990 o projecto fundador fazia todo o sentido, hoje então é fundamental. Uma espécie de farol no cada vez mais decadente jornalismo nacional. A total recusa do sensacionalismo enquanto escola, a independência face aos poderes instituídos, o rigor com que trata a matéria noticiada e a análise que faz dos factos transformam-no simplesmente no diário mais delicioso do pobre panorama da imprensa portuguesa.
Já aqui chorei diversas vezes o agoniar da servil imprensa regional. Mas se o meu discurso pode ser colado à esquerda, deixo aqui as palavras insuspeitas de alguém com quem tenho pouco em comum, materialmente e valorativamente. Fica então a prosa de Belmiro de Azevedo com a receita ideal para um jornalismo sério e ao mesmo tempo economicamente viável:
“E eu posso facilmente satisfazer todos os que procuram a receita ideal para uma saudável relação entre o accionista e a edição: os poderes vão e vêm; basta ignorar os pedidos, os protestos, as pressões, as retaliações e as ameaças, e continuar a exigir aos gestores e aos jornalistas que façam do rigor profissional e da sustentabilidade económica do jornal a garantia mais segura da sua independência e da sua longevidade” (Público, 05/03/2010)
Olhando para Viseu e lendo os nossos jornais podemos verificar que tais princípios não existem. Talvez também porque nem todos os “poderes vão e vêm” como afirma o empresário. Há sempre uns quantos que se eternizam, e à imprensa reserva-se o papel de os entronizar. Em bom português, e sem acordo ortográfico, um verdadeiro beija-mão.
Já aqui chorei diversas vezes o agoniar da servil imprensa regional. Mas se o meu discurso pode ser colado à esquerda, deixo aqui as palavras insuspeitas de alguém com quem tenho pouco em comum, materialmente e valorativamente. Fica então a prosa de Belmiro de Azevedo com a receita ideal para um jornalismo sério e ao mesmo tempo economicamente viável:
“E eu posso facilmente satisfazer todos os que procuram a receita ideal para uma saudável relação entre o accionista e a edição: os poderes vão e vêm; basta ignorar os pedidos, os protestos, as pressões, as retaliações e as ameaças, e continuar a exigir aos gestores e aos jornalistas que façam do rigor profissional e da sustentabilidade económica do jornal a garantia mais segura da sua independência e da sua longevidade” (Público, 05/03/2010)
Olhando para Viseu e lendo os nossos jornais podemos verificar que tais princípios não existem. Talvez também porque nem todos os “poderes vão e vêm” como afirma o empresário. Há sempre uns quantos que se eternizam, e à imprensa reserva-se o papel de os entronizar. Em bom português, e sem acordo ortográfico, um verdadeiro beija-mão.
Bloco de Esquerda: Roteiro sobre Cultura chega a Viseu - Domingo, 18h, Solar dos Peixotos
sábado, março 06, 2010Desde que me lembro, Portugal sempre esteve em crise. Disto ou daquilo. E os sucessivos governos, talvez à excepção do primeiro mandato de Guterres e Carrilho, escudam-se sempre nesta estapafúrdia justificação para cortar no orçamento da cultura, como se fosse um bem supérfluo ou uma extravagância imoral para os tempos que correm.
Certo é que na história nenhuma civilização se desenvolveu sem uma aposta forte na cultura enquanto instrumento de reflexão sociológica, educação ou simples entretenimento que também é preciso.
Daí a aposta do Bloco de Esquerda num Roteiro Cultural que levará a discussão a todo o país. Amanhã será em Viseu, pelas 18h no Solar dos Peixotos (Assembleia Municipal) e com a presença da deputada Catarina Martins.
Mais informações:
Bloco.Viseu
Culura e Direitos
Certo é que na história nenhuma civilização se desenvolveu sem uma aposta forte na cultura enquanto instrumento de reflexão sociológica, educação ou simples entretenimento que também é preciso.
Daí a aposta do Bloco de Esquerda num Roteiro Cultural que levará a discussão a todo o país. Amanhã será em Viseu, pelas 18h no Solar dos Peixotos (Assembleia Municipal) e com a presença da deputada Catarina Martins.
Mais informações:
Bloco.Viseu
Culura e Direitos
“Governo Sombra” da Esquerda Socialista Reúne Hoje em Lisboa
sábado, fevereiro 27, 2010
Sob o mote “O que fará um governo de esquerda socialista?”, a Cultra (Cooperativa Culturas do Trabalho e Socialismo) organiza este fim de semana um colóquio em que um painel de convidados irá debater “sobre áreas nucleares da vida pública, em que um conjunto de pessoas com intervenção especializada em cada área apresenta ideias programáticas, à luz do que significa para cada uma delas uma perspectiva de esquerda socialista, seguindo-se comentário das ideias e debate público” (esquerda.net), e entre os quais se podem encontrar “Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, João Ferreira do Amaral, economista e professor universitário, Fernando Oliveira Baptista, ex-ministro da Agricultura e Pescas nos IV e V Governos Provisórios e um dos "pais" da Reforma Agrária, Mário Vale, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Conceição Gomes, investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, e o general Pezarat Correia.”(Público)
Derrocada no Centro Histórico, sintomas de um mal maior?
quinta-feira, fevereiro 25, 2010Hoje caiu num prédio no centro histórico de Viseu. Dez pessoas ficaram desalojadas, mas felizmente nenhuma ficou ferida. Mas este é apenas um sintoma de uma doença que há muito atinge os centros das nossas cidades e que vai transformando lentamente a paisagem em "donuts".
Os sucessivo avisos sobre a degradação dos nossos centros históricos, vetados ao abandono após anos de especulação imobiliária e políticas de betão/IMI contrárias ao bom ordenamento do território, não têm sido suficientes para inflectir a tendência dos PDM’s no óbvio favorecimento de novas construções e consequente degradação das antigas.
Os proprietários refugiam-se nas rendas baixas para a inacção. As câmaras municipais escudam a sua inércia na falta de verbas para adquirir os imóveis que ameaçam ruir, em conformidade com a lei. Já as pessoas, essas nada podem fazer. Geralmente são idosos, com as reformas miseráveis que todos conhecemos, as principais vítimas. Sem solução e sem forças para exigir um direito constitucional (direitos que hoje pouco ou nada valem), limitam-se a esperar pelo triste fado ou simplesmente por dias melhores, habituados que estão a serem esquecidos e empurrados para a penumbra de uma sociedade que cultiva a juventude enquanto principal valor ou código.
Entretanto o esvaziamento dos centros urbanos é uma tendência que há muito se tornou impossível de inverter. À falta de vida e consequente insegurança, responde-se com pedidos de mais polícia, câmaras de vigilância e contractos locais de segurança. Mas nenhuma dessas respostas resolve o problema maior: a desertificação e a insalubridade!
É coragem política que é necessária. Compete às autoridades intimar os proprietários que ameaçam com a sua avareza a vida dos inquilinos e a de quem na rua passa. Se não têm dinheiro para as obras, que vendam os prédios, afinal o direito de propriedade ainda não se sobrepõe ao direito à vida, direito aliás tão usado e abusado pela direita no que toca à IVG mas logo esquecido quando se passa ao direito a uma vida melhor.
E porque existem propostas para colmatar estas falhas, relembro apenas um projecto do Bloco de Esquerda já aqui apresentado:
Plano Nacional de Reabilitação Urbana
Os sucessivo avisos sobre a degradação dos nossos centros históricos, vetados ao abandono após anos de especulação imobiliária e políticas de betão/IMI contrárias ao bom ordenamento do território, não têm sido suficientes para inflectir a tendência dos PDM’s no óbvio favorecimento de novas construções e consequente degradação das antigas.
Os proprietários refugiam-se nas rendas baixas para a inacção. As câmaras municipais escudam a sua inércia na falta de verbas para adquirir os imóveis que ameaçam ruir, em conformidade com a lei. Já as pessoas, essas nada podem fazer. Geralmente são idosos, com as reformas miseráveis que todos conhecemos, as principais vítimas. Sem solução e sem forças para exigir um direito constitucional (direitos que hoje pouco ou nada valem), limitam-se a esperar pelo triste fado ou simplesmente por dias melhores, habituados que estão a serem esquecidos e empurrados para a penumbra de uma sociedade que cultiva a juventude enquanto principal valor ou código.
Entretanto o esvaziamento dos centros urbanos é uma tendência que há muito se tornou impossível de inverter. À falta de vida e consequente insegurança, responde-se com pedidos de mais polícia, câmaras de vigilância e contractos locais de segurança. Mas nenhuma dessas respostas resolve o problema maior: a desertificação e a insalubridade!
É coragem política que é necessária. Compete às autoridades intimar os proprietários que ameaçam com a sua avareza a vida dos inquilinos e a de quem na rua passa. Se não têm dinheiro para as obras, que vendam os prédios, afinal o direito de propriedade ainda não se sobrepõe ao direito à vida, direito aliás tão usado e abusado pela direita no que toca à IVG mas logo esquecido quando se passa ao direito a uma vida melhor.
E porque existem propostas para colmatar estas falhas, relembro apenas um projecto do Bloco de Esquerda já aqui apresentado:
Plano Nacional de Reabilitação Urbana
Vídeo: Pequeno filme de Miguel Portas na visita a Gaza
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
À Teocracia racista que governa Israel permite-se tudo. Talvez a pior herança do nazismo seja mesmo este neo-nazismo do povo que se julga eleito de deus mas que navega sob os caprichos do diabo. Primo Lévi escreveu "Se Isto é um Homem", obra que relata a barbárie fascista nos campos de concentração. Provavelmente nunca foi a Gaza.
Fica um pequeno vídeo do euro-deputado Miguel Portas, filmado num dos raros momentos em que se permite a entrada ou saída de pessoas do território com a maior densidade populacional do mundo, mas onde a existência é negada pelos carrascos que vigiam, roubam, matam e destroem.
Em nome de deus pois está claro. Por isso repito sempre que surge a oportunidade:
Sou Ateu, Graças a Deus!
Fica um pequeno vídeo do euro-deputado Miguel Portas, filmado num dos raros momentos em que se permite a entrada ou saída de pessoas do território com a maior densidade populacional do mundo, mas onde a existência é negada pelos carrascos que vigiam, roubam, matam e destroem.
Em nome de deus pois está claro. Por isso repito sempre que surge a oportunidade:
Sou Ateu, Graças a Deus!
Vídeo: 23 anos passam sobre a sua morte, mas a mensagem continua viva. Zeca Afonso
terça-feira, fevereiro 23, 2010Porque vale sempre a pena lembrar José Afonso, esse grande nome da canção, composição e intervenção, da cidadania e da luta pela liberdade e igualdade de oportunidade. Um homem simples mas grande e solidário. Morreu em 23 de Fevereiro de 1987.
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores á força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas
São os mordomos
Do universo todo
Senhores á força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas
Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada
Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
BE: Projecto de Resolução na AR contra o Encerramento do Serviço de Finanças 2
terça-feira, fevereiro 23, 2010
Filipe Soares, deputado do Bloco de Esquerda eleito por Aveiro, visitou ontem a repartição de finanças que o governo se propõem encerrar em Viseu para falar com os trabalhadores, utentes e comerciantes afectados por mais uma decisão economicista e pertencente ao vasto plano de “Interioricídio” que tem pautado as actuações dos sucessivos governos.
Enquanto muitos continuam a sonhar com a Universidade Pública, a ferrovia ou a auto-estrada Viseu-Mealhada, o governo vai encerrando os já de si poucos serviços que o estado coloca à disposição dos cidadãos, como demonstra o recente anúncio do encerramento do SAP de Santa Comba Dão.
E quando não houver mais nada para fechar, haverá sempre algo para... privatizar. Até irem os anéis e os dedos.
Depois, o último que apague a luz!
Enquanto muitos continuam a sonhar com a Universidade Pública, a ferrovia ou a auto-estrada Viseu-Mealhada, o governo vai encerrando os já de si poucos serviços que o estado coloca à disposição dos cidadãos, como demonstra o recente anúncio do encerramento do SAP de Santa Comba Dão.
E quando não houver mais nada para fechar, haverá sempre algo para... privatizar. Até irem os anéis e os dedos.
Depois, o último que apague a luz!
Num País Rico, um Funicular Pobre. Num País Pobre, um Rico Funicular ! Provincianismo a quanto obrigas...
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Se atentarmos aos indicadores de desenvolvimento humano, sejam da ONU ou da OCDE, constatamos com toda a naturalidade que a Noruega se situa sempre nos primeiros lugares da tabela, e muitas vezes no topo.
Mas há um índice em que a Noruega jamais baterá Portugal, o do Novo-Riquismo Provinciano! E assim se vai gastando o RSI que a UE ainda se digna a dar a Portugal. Por quantos anos?
Mas as vantagens nem são só económicas. Parece que no "funicular" norueguês as crianças andam porque precisam e não porque são instrumentalizadas para ego do presidente. E Provavelmente não se avaria tantas vezes nem causa acidentes.
Vê por ti e conclui!
Aqui podemos ver o "nosso". Mais um trabalho do sempre atento AJ a quem "roubei" este slideshow.
Mas há um índice em que a Noruega jamais baterá Portugal, o do Novo-Riquismo Provinciano! E assim se vai gastando o RSI que a UE ainda se digna a dar a Portugal. Por quantos anos?
Mas as vantagens nem são só económicas. Parece que no "funicular" norueguês as crianças andam porque precisam e não porque são instrumentalizadas para ego do presidente. E Provavelmente não se avaria tantas vezes nem causa acidentes.
Vê por ti e conclui!
Aqui podemos ver o "nosso". Mais um trabalho do sempre atento AJ a quem "roubei" este slideshow.
Aqui o deles... Coitadinhos!








Um agradecimento ao H.S. pelo mail!
O Estranho caso do Parque Aquilino Ribeiro... no Diário (CM?) Viseu
quinta-feira, fevereiro 18, 2010Lendo a notícia do Diário de Viseu acerca dos motivos que levaram à paragem das obra no Parque Aquilino Ribeiro há mais de 2 meses fica a dúvida: Afinal a paragem foi forçada pela falta do visto do Tribunal de Contas ou pelo mau tempo?
Reparem nestas duas afirmações do também jurássico vice-presidente da CMV Américo Nunes na mesmíssima notícia:
"Estamos a aguardar o visto do Tribunal de Contas (TC) desde 10 de Dezembro do ano passado" e "O empreiteiro tem a obra suspensa, devido às fortes chuvadas que têm caído e que estão a dificultar o prosseguimento dos trabalhos"
Se houvesse autorização do TC não haveria obra porque é Inverno (o "mau tempo" nas palavras de Américo Nunes, isto quando todos os valores relativos à pluviosidade se encontram dentro da média!). Se tivéssemos um Inverno seco, seria devido aos burocratas de Lisboa que não despacham o processo. Mas sobre quando começam as obras afirma que "o município continua a aguardar pelo visto do Tribunal de Contas". Em que ficamos afinal?
E quando esperamos ver o mínimo de contraditório da jornalista sobre estas incongruências, aquilo que nos reserva o resto do artigo (que é só apenas metade do texto!) é pura propaganda sobre as virtudes do projecto (que acredito que tenha) na transformação daquele espaço, nas actividades que a Câmara Municipal por lá tem realizado, desde o euro ao mundial ou às manhãs desportivas, na aposta em Viana Barreto... Isto pela enésima vez e desde 31 de Maio 2005(!), em que a edição do Diário de Viseu (no Senhora da Beira) repetia IPSIS VERBIS(!) a mesma coisa!
Passados 5 anos, no Diário de Viseu um copy/paste chega!
Reparem nestas duas afirmações do também jurássico vice-presidente da CMV Américo Nunes na mesmíssima notícia:
"Estamos a aguardar o visto do Tribunal de Contas (TC) desde 10 de Dezembro do ano passado" e "O empreiteiro tem a obra suspensa, devido às fortes chuvadas que têm caído e que estão a dificultar o prosseguimento dos trabalhos"
Se houvesse autorização do TC não haveria obra porque é Inverno (o "mau tempo" nas palavras de Américo Nunes, isto quando todos os valores relativos à pluviosidade se encontram dentro da média!). Se tivéssemos um Inverno seco, seria devido aos burocratas de Lisboa que não despacham o processo. Mas sobre quando começam as obras afirma que "o município continua a aguardar pelo visto do Tribunal de Contas". Em que ficamos afinal?
E quando esperamos ver o mínimo de contraditório da jornalista sobre estas incongruências, aquilo que nos reserva o resto do artigo (que é só apenas metade do texto!) é pura propaganda sobre as virtudes do projecto (que acredito que tenha) na transformação daquele espaço, nas actividades que a Câmara Municipal por lá tem realizado, desde o euro ao mundial ou às manhãs desportivas, na aposta em Viana Barreto... Isto pela enésima vez e desde 31 de Maio 2005(!), em que a edição do Diário de Viseu (no Senhora da Beira) repetia IPSIS VERBIS(!) a mesma coisa!
Passados 5 anos, no Diário de Viseu um copy/paste chega!
Vídeo: O Carnaval Balcânico de Canas de Senhorim! Aconselho!
terça-feira, fevereiro 16, 2010E EM VISEU HÁ LIBERDADE DE IMPRENSA?... Um texto de Carlos Vieira, Deputado Municipal do BE
segunda-feira, fevereiro 15, 2010Porque nunca podemos tomar a liberdade por garantida, mais um alerta acerca das promiscuidades entre comunicação Social, Grupos Económicos e Política. Um texto de Carlos Vieira:
E Em Viseu há Liberdade de Imprensa?...
Paulo Rangel fez uma triste figura no Parlamento Europeu ao acusar o governo português de querer controlar a comunicação social, pondo em causa a “liberdade de expressão” em Portugal, dando como exemplo o caso de Mário Crespo que “viu censurada uma crónica sua, por sugestão, ou aparente sugestão, do primeiro-ministro”, pelo que Portugal já só formalmente seria um Estado de Direito. Em primeiro lugar, o candidato à liderança do PSD devia ser mais rigoroso. É verdade que as dúvidas deontológicas do director do Jornal de Notícias seriam justas se estivesse perante uma notícia, mas, tratando-se de um artigo de opinião, apesar da fragilidade de um relato às três tabelas, parece-me um excesso de zelo (chamar-lhe censura é exagero. Escrevi crónicas durante dois anos para o J.N. e nunca fui censurado). No entanto, responsabilizar Sócrates por tal acto concreto não deixa de ser um excesso de imaginação. Em segundo lugar, o mesmo Paulo Rangel, em 21.10.2009, no Parlamento Europeu, votou contra uma resolução (reprovada por três votos) que criticava os ataques de Berlusconi à liberdade de imprensa em Itália, o que já tinha provocado uma manifestação, em 4.10.2009, de cerca de 300 mil italianos, fartos dos escândalos de tráfico de influências do primeiro-ministro que, para além dos “media” públicos, controla três canais privados de televisão e vários jornais.
Já quanto às revelações do jornal Sol, aí sim, importa esclarecer os portugueses se o Governo ou o primeiro-ministro interferiram na decisão da PT de comprar a TVI. Esta é uma questão política que compete ao Parlamento português investigar, uma vez que se trata de matéria que não está sob investigação judicial. Mesmo dentro do PS há quem defenda, como Vera Jardim, que se deve “ouvir todos os envolvidos” , uma vez que, como também disse Ana Gomes, “o conteúdo não foi desmentido e não basta varrer o lixo para debaixo do tapete.”
Claro que em matéria de controlo da comunicação social não há virgens inocentes. Ficou provado a interferência de dois ministros do Governo de Santana Lopes na decisão da TVI de acabar com o programa de Marcelo Rebelo de Sousa. O “Expresso” não publicou uma crítica literária demasiado negativa sobre o escritor Miguel Sousa Tavares, cronista do jornal, e dispensou o jornalista João Carreira Bom depois deste ter escrito uma crónica a chamar “rei do telelixo” a Balsemão, dono daquele semanário. E também não esqueço que o mesmo Sol que agora trava uma lucrativa cruzada semanal pela liberdade de expressão, publicou um editorial, em 2005, onde o seu director afirmava que “as manifestações são legítimas, mas têm todas um fundo antidemocrático, porque querem obrigar os governos a tomar medidas contrárias aos seus programas”.
Vicente Jorge Silva, que depois de ter sido director do Público (onde deu uma ajuda a Guterres para chegar a primeiro-ministro) chegou a ser deputado independente do PS, foi dos primeiros a denunciar, já há uns anos, numa entrevista, a obsessão de Sócrates em controlar a comunicação social. Não me admira, portanto, que vão surgindo novas revelações, novas contradições e novas ondas que Sócrates dificilmente surfará.
Hoje, a imprensa mundial atravessa uma crise sem precedentes, devido à concorrência da Internet e dos jornais gratuitos. As falências e as fusões levaram à concentração da propriedade, o que limita a diversidade da oferta. Os jornais deixam de pertencer a jornalistas profissionais e passam para as mãos de empresários, bancos ou grupos multinacionais com o lucro como objectivo exclusivo ou como instrumento de pressão sobre o poder político.
O DECLÍNIO DA IMPRENSA REGIONAL
Em Viseu e na nossa região para além de terem desaparecido alguns títulos (Voz das Beiras, Correio Beirão, Viseu Informação, Banca de Ideias) temos vindo a assistir ao declínio dos jornais e rádios locais. Também a imprensa nacional tem vindo a reduzir a sua cobertura regional. O Público e o Jornal de Notícias acabaram com a “Edição Centro”, ficando agora a nossa região integrada na “edição Porto”, do primeiro, e “edição Norte”, do segundo. O Público só reserva, por norma, uma folha para o “Local”, o que faz com que muito raramente apareça uma notícia sobre Viseu. O Jornal de Noticias (o jornal mais vendido do país graças à excelente cobertura regional, sobretudo no Norte e Centro), depois da fusão por incorporação do Diário de Notícias, em 2003, despediu centena e meia de jornalistas, incluindo um dos dois excelentes profissionais que tinha em Viseu, Rui Bondoso. Também a Rádio NoAr viu asua imagem de marca, a qualidade informativa, na “escola” da TSF, com quem trabalhava em rede, ao ficar sem noticiários locais aos Sábados e Domingos, devido ao despedimento do jornalista Clemente Pais da Silva. Com 25 anos de carreira (Diário Popular, Público, Sábado, TSF) Clemente foi autor de uma reportagem de antologia na “Sábado”: “De mão estendida”, com fotos de Eduardo Gageiro, tendo passado duas semanas disfarçado de mendigo. Fernando Ruas, na apresentação da sua última candidatura à Câmara Municipal de Viseu, dedicou uma parte do seu discurso a “malhar” na “rádio do costume”, a “que faz directos com os amigos”, numa alusão à reportagem que Clemente Pais da Silva fez de uma Conferência de Miguel Ginestal que, por sinal, até nem foi transmitida em directo.
Foi graças a uma reportagem da Rádio NoAr que ficámos todos a saber que o nosso presidente da Câmara incitara os presidentes das Juntas a correrem à pedrada os vigilantes da natureza. Não se sabe se as queixas de Fernando Ruas tiveram alguma coisa a ver com o despedimento de Clemente Pais da Silva, mas a verdade é que depois do caso das pedradas, deixou de se ouvir publicidade da autarquia na NoAr e, democraticamente, nas outras rádios da cidade. Também não se vê publicidade das grandes empresas da região nos “media” locais.
O Grupo Lena, que recentemente comprou a Rádio NoAr, já tinha comprado o Jornal do Centro, donde foram despedidos vários jornalistas. Um dos primeiros foi o cartoonista Gil, com a desculpa de que o grupo Lena já tinha cartoonistas noutros títulos. Nunca mais o jornal viu um cartoon. Mas consta que muita gente bem colocada se sentiu incomodada com o humor satírico de Gil. Quem perdeu foi o jornal e os seus leitores. Quem perde com este afunilar da comunicação social é a democracia, a cidade, a região e o país, cada vez mais sorumbático.
Carlos Vieira e Castro
E Em Viseu há Liberdade de Imprensa?...
Paulo Rangel fez uma triste figura no Parlamento Europeu ao acusar o governo português de querer controlar a comunicação social, pondo em causa a “liberdade de expressão” em Portugal, dando como exemplo o caso de Mário Crespo que “viu censurada uma crónica sua, por sugestão, ou aparente sugestão, do primeiro-ministro”, pelo que Portugal já só formalmente seria um Estado de Direito. Em primeiro lugar, o candidato à liderança do PSD devia ser mais rigoroso. É verdade que as dúvidas deontológicas do director do Jornal de Notícias seriam justas se estivesse perante uma notícia, mas, tratando-se de um artigo de opinião, apesar da fragilidade de um relato às três tabelas, parece-me um excesso de zelo (chamar-lhe censura é exagero. Escrevi crónicas durante dois anos para o J.N. e nunca fui censurado). No entanto, responsabilizar Sócrates por tal acto concreto não deixa de ser um excesso de imaginação. Em segundo lugar, o mesmo Paulo Rangel, em 21.10.2009, no Parlamento Europeu, votou contra uma resolução (reprovada por três votos) que criticava os ataques de Berlusconi à liberdade de imprensa em Itália, o que já tinha provocado uma manifestação, em 4.10.2009, de cerca de 300 mil italianos, fartos dos escândalos de tráfico de influências do primeiro-ministro que, para além dos “media” públicos, controla três canais privados de televisão e vários jornais.
Já quanto às revelações do jornal Sol, aí sim, importa esclarecer os portugueses se o Governo ou o primeiro-ministro interferiram na decisão da PT de comprar a TVI. Esta é uma questão política que compete ao Parlamento português investigar, uma vez que se trata de matéria que não está sob investigação judicial. Mesmo dentro do PS há quem defenda, como Vera Jardim, que se deve “ouvir todos os envolvidos” , uma vez que, como também disse Ana Gomes, “o conteúdo não foi desmentido e não basta varrer o lixo para debaixo do tapete.”
Claro que em matéria de controlo da comunicação social não há virgens inocentes. Ficou provado a interferência de dois ministros do Governo de Santana Lopes na decisão da TVI de acabar com o programa de Marcelo Rebelo de Sousa. O “Expresso” não publicou uma crítica literária demasiado negativa sobre o escritor Miguel Sousa Tavares, cronista do jornal, e dispensou o jornalista João Carreira Bom depois deste ter escrito uma crónica a chamar “rei do telelixo” a Balsemão, dono daquele semanário. E também não esqueço que o mesmo Sol que agora trava uma lucrativa cruzada semanal pela liberdade de expressão, publicou um editorial, em 2005, onde o seu director afirmava que “as manifestações são legítimas, mas têm todas um fundo antidemocrático, porque querem obrigar os governos a tomar medidas contrárias aos seus programas”.
Vicente Jorge Silva, que depois de ter sido director do Público (onde deu uma ajuda a Guterres para chegar a primeiro-ministro) chegou a ser deputado independente do PS, foi dos primeiros a denunciar, já há uns anos, numa entrevista, a obsessão de Sócrates em controlar a comunicação social. Não me admira, portanto, que vão surgindo novas revelações, novas contradições e novas ondas que Sócrates dificilmente surfará.
Hoje, a imprensa mundial atravessa uma crise sem precedentes, devido à concorrência da Internet e dos jornais gratuitos. As falências e as fusões levaram à concentração da propriedade, o que limita a diversidade da oferta. Os jornais deixam de pertencer a jornalistas profissionais e passam para as mãos de empresários, bancos ou grupos multinacionais com o lucro como objectivo exclusivo ou como instrumento de pressão sobre o poder político.
O DECLÍNIO DA IMPRENSA REGIONAL
Em Viseu e na nossa região para além de terem desaparecido alguns títulos (Voz das Beiras, Correio Beirão, Viseu Informação, Banca de Ideias) temos vindo a assistir ao declínio dos jornais e rádios locais. Também a imprensa nacional tem vindo a reduzir a sua cobertura regional. O Público e o Jornal de Notícias acabaram com a “Edição Centro”, ficando agora a nossa região integrada na “edição Porto”, do primeiro, e “edição Norte”, do segundo. O Público só reserva, por norma, uma folha para o “Local”, o que faz com que muito raramente apareça uma notícia sobre Viseu. O Jornal de Noticias (o jornal mais vendido do país graças à excelente cobertura regional, sobretudo no Norte e Centro), depois da fusão por incorporação do Diário de Notícias, em 2003, despediu centena e meia de jornalistas, incluindo um dos dois excelentes profissionais que tinha em Viseu, Rui Bondoso. Também a Rádio NoAr viu asua imagem de marca, a qualidade informativa, na “escola” da TSF, com quem trabalhava em rede, ao ficar sem noticiários locais aos Sábados e Domingos, devido ao despedimento do jornalista Clemente Pais da Silva. Com 25 anos de carreira (Diário Popular, Público, Sábado, TSF) Clemente foi autor de uma reportagem de antologia na “Sábado”: “De mão estendida”, com fotos de Eduardo Gageiro, tendo passado duas semanas disfarçado de mendigo. Fernando Ruas, na apresentação da sua última candidatura à Câmara Municipal de Viseu, dedicou uma parte do seu discurso a “malhar” na “rádio do costume”, a “que faz directos com os amigos”, numa alusão à reportagem que Clemente Pais da Silva fez de uma Conferência de Miguel Ginestal que, por sinal, até nem foi transmitida em directo.
Foi graças a uma reportagem da Rádio NoAr que ficámos todos a saber que o nosso presidente da Câmara incitara os presidentes das Juntas a correrem à pedrada os vigilantes da natureza. Não se sabe se as queixas de Fernando Ruas tiveram alguma coisa a ver com o despedimento de Clemente Pais da Silva, mas a verdade é que depois do caso das pedradas, deixou de se ouvir publicidade da autarquia na NoAr e, democraticamente, nas outras rádios da cidade. Também não se vê publicidade das grandes empresas da região nos “media” locais.
O Grupo Lena, que recentemente comprou a Rádio NoAr, já tinha comprado o Jornal do Centro, donde foram despedidos vários jornalistas. Um dos primeiros foi o cartoonista Gil, com a desculpa de que o grupo Lena já tinha cartoonistas noutros títulos. Nunca mais o jornal viu um cartoon. Mas consta que muita gente bem colocada se sentiu incomodada com o humor satírico de Gil. Quem perdeu foi o jornal e os seus leitores. Quem perde com este afunilar da comunicação social é a democracia, a cidade, a região e o país, cada vez mais sorumbático.
Carlos Vieira e Castro
Humor: E um Feliz São Valentão... Enamorado pelos €€€?
domingo, fevereiro 14, 2010Já está disponível para download o OpenOffice.org 3.2
domingo, fevereiro 14, 2010
Nas palavras da comunidade, promete ser "mais rápido no arranque, inclui funções novas e melhoradas, aumenta a compatibilidade com outras aplicações de Office, e corrige potenciais vulnerabilidades."
E podes descarregá-lo aqui:
http://pt.openoffice.org/
Uma alternativa grátis, legal e bastante funcional.
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Vítor de Sousa assume Homossexualidade e Jogadores ingleses recusam participar em campanha anti-homofobia!
sábado, fevereiro 13, 2010
Ao mesmo tempo que Vítor de Sousa confessa aos 63 anos a sua homossexualidade, leio no Público que “os futebolistas profissionais britânicos recusaram-se a aparecer numa campanha de vídeo contra a homofobia”, temendo “ ser ridicularizados”... uma espécie de providência cautelar contra os mais que certos insultos que viriam no futuro das bancadas dos adeptos trogloditas. Fica a curiosidade: se aos negros estão reservados os urros a imitar macacos, qual seria o slogan de ordem para achincalhar?
Dia dos Namorados: Em boa KUMPANIA e com muita ALGAZARRA! Tod@s a Canas de Senhorim!
quarta-feira, fevereiro 10, 2010Amor e folia, só podia dar Kumpania. (e) Algazarra! Este ano o Carnaval de Canas vai valer mesmo a pena um salto! No Indiferente Bar, domingo, dia 14.
A Irrelevância do Procurador Geral da República...
quarta-feira, fevereiro 10, 2010Parece que o país acordou. A mordaça que há muito tenta silenciar os media (com algum sucesso aliás) é demasiado evidente para continuar dissimulada sob a capa de "re-estruturações" e decisões editoriais. Os tentáculos do polvo já não são dissimuláveis e crescem para além das mangas dos fatos finos e impecavelmente engomados. Nada que choque o PGR. Juridicamente, é irrelevante.É para esconder e destruir sentenciou.
Entretanto ontem surge uma espécie de epílogo: o PS respondeu aos ataques como responde sempre- é uma campanha. Aliás, parece que o PS está sempre ou em campanha eleitoral ou em campanha negra. E o Procurador borrou as mãos por completo: as escutas que chocaram o país e abalaram os fundamentos da democracia, as conversas que deram a conhecer aquilo que há muito se suspeitava, ou seja, a tentativa de controlo da comunicação social pelo PS, foram consideradas irrelevantes para o processo! E continuam irrelevantes para o sr. Procurador que apenas se preocupa com a revelação ilegal das mesmas e não com a sua escabrosa substância.
Ora aquilo que choca mais é a revelação das escutas em si, ou perceber que todos os casos trazidos à justiça pela Polícia Judiciária e que envolvem o primeiro-ministro, morrem na Procuradoria ou no Supremo?
Talvez seja irrelevante...
Entretanto ontem surge uma espécie de epílogo: o PS respondeu aos ataques como responde sempre- é uma campanha. Aliás, parece que o PS está sempre ou em campanha eleitoral ou em campanha negra. E o Procurador borrou as mãos por completo: as escutas que chocaram o país e abalaram os fundamentos da democracia, as conversas que deram a conhecer aquilo que há muito se suspeitava, ou seja, a tentativa de controlo da comunicação social pelo PS, foram consideradas irrelevantes para o processo! E continuam irrelevantes para o sr. Procurador que apenas se preocupa com a revelação ilegal das mesmas e não com a sua escabrosa substância.
Ora aquilo que choca mais é a revelação das escutas em si, ou perceber que todos os casos trazidos à justiça pela Polícia Judiciária e que envolvem o primeiro-ministro, morrem na Procuradoria ou no Supremo?
Talvez seja irrelevante...
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