Viseu Esquerda

A Insuficiência do Verbo enquanto arma! Hoje somos tod@s Gregos!

sábado, maio 01, 2010

O verbo é uma arma, mas por vezes torna-se insuficiente contra a cegueira irracional e gananciosa da aristocracia financeira. Da UE e dos estados só se espera solidariedade para com a banca! Sempre Fracos com os Fortes e Fortes com os Fracos. O desempregado que pague a crise que nos "Mexias" não se mexe. O desgoverno da democracia portuguesa é o desgoverno do Bloco Central, que se vai governando. Quem nos colocou na crise não nos tirará certamente dela!
Assim, a violência torna-se uma opção! Hoje, somos todos gregos! A polícia, essa que se junte aos trabalhadores e não seja apenas o braço armado dos agiotas capitalistas mascarados de homens de estado!

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Fatoumata Sidibé declara. Eu Subscrevo. Fascismo-Islâmico? Não, muito obrigado!

sexta-feira, abril 30, 2010

Fatoumata Sidibé declara. Eu Subscrevo.

Fatoumata Sidibé declara que “a emancipação não é um luxo reservado às mulheres ocidentais, que a igualdade homens/mulheres não é negociável, ou ajustável, em função de pedidos, reivindicações culturais, religiosas, ou apresentadas como tais, oriundas de indivíduos, de comunidades, de grupos.” Eu subscrevo.

Fatoumata Sidibé declara que “o véu é o símbolo da instrumentalização das mulheres em nome da religião, de um projecto político totalitário que semeia o terror em certos países, da tentativa de sujeição, do colocar sob tutela as mulheres, da separação dos espaços femininos e masculinos, um embuste dos fundamentalistas muçulmanos para reafirmarem o seu domínio sobre o corpo das mulheres e as suas liberdades.” Eu subscrevo.

Fatoumata Sidibé declara que “se atinge o cúmulo da doutrinação quando a escrava interioriza as suas correntes como se fossem normais, quando ela não pode pensar de outra forma que não pelo prisma de uma sociedade que a convenceu desde a mais tenra infância através das tradições, das aulas de religião e dos sermões religiosos, que a sua natureza de mulher a predispõe a ocupar uma posição de inferioridade, de submissão. É esta mesma violência simbólica que empurra as mulheres a infligirem às suas filhas violências como os casamentos forçados, ou as mutilações sexuais genitais de que elas próprias foram vítimas.” Eu subscrevo.

Fatoumata Sidibé declara “que, na Europa, as ofensivas dos islamistas contra os direitos das mulheres reforçam aquelas dos partidos conservadores, da Igreja católica, dos lóbis religiosos muito poderosamente implantados nos novos Estados membros e que se esforçam por fazer recuar os direitos das mulheres no seio da União Europeia.” Eu subscrevo.

Fatoumata Sidibé declara “que o progresso das conquistas feministas no Ocidente rumo à emancipação não foi detido pelo medo de estigmatizar as Igrejas contrárias aos direitos e às liberdades das mulheres. Porque seria o Islão poupado a este movimento de contestação? O que é bom para uma religião não o será para outra?” Eu subscrevo.

Fatoumata Sidibé, deputada e “cidadã belga de cultura muçulmana, originária do Mali, um país muçulmano a 90% onde a religião influencia fortemente as leis, regulamentos e diferentes aspectos da vida quotidiana onde certos costumes e tradições retrógradas perpetuam as discriminações em relação às mulheres, onde mais de 80% das raparigas são vítimas de mutilações genitais, onde a poligamia é legal, onde os casamentos forçados são impostos às jovens, onde no que respeita ao direito de herança as mulheres são encaradas como seres inferiores, onde, desde a primeira infância, se ensina às raparigas que o seu destino é sofrerem, resignarem-se, submeterem-se, casarem-se, fazerem filhos e honrar a família.”

Para quem quiser ler a versão integral e não-integrista deste texto, visite o sítio da Associação República e Laicidade que fez o favor de o traduzir e publicar. Deixo-lhes aqui um enorme agradecimento.

O debate que começou em França e se discute hoje na Bélgica ainda está no início. A fronteira entre liberdade individual e a neutralidade do estado é ténue. O caminho trilhado pelas mulheres e que levou ao fim da sociedade patriarcal na Europa foi longo e qualquer marcha atrás será um sério revés. Hoje, ninguém pode andar nu na rua apesar de tal poder ser considerado a forma de estar mais natural para alguns. Nem todo nu, nem tod@s vestid@s, sobretudo quando no segundo caso o traje representa o avanço dos fascistas islâmicos na Europa e não apenas a expressão inocente da liberdade individual.

Fatoumata Sidibé declara que “ o medo de ser rotulado como racista tem amordaçado muitas consciências, que estamos prontos a aceitar o intolerável por medo de sermos acusados de intolerância. Que, à força de abandonos e de recuos, os nossos valores democráticos estão em declínio.” Eu subscrevo.

A religião entravou desde sempre o progresso humano, esteve sempre atrás do seu tempo, colocou sempre os seus próprios interesses acima dos do outro. A religião é a perpetuação da cegueira e da preguiçosa escravatura mental. E ao contrário da ciência, nem precisa provar nada, porque se escuda sempre na suposta evidência da fé. A religião é a negação do óbvio.

Hoje, 30 de Abril de 2010, argumentar com base em algo como a fé, é pregar com uma mão cheia de nada. Entretanto, o governo declara a tolerância de ponto para 13 de Maio. Parece que a solução para a crise, já não é terrena.
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1º de Maio - Dia do Trabalhador - "Estroina" ao vivo no Estudantino Bar

quinta-feira, abril 29, 2010



Depois do 25 de Abril, o 1º de Maio! Desta feita com a presença dos "Estroina", no Estudantino Bar em Viseu às 22h30, para celebrar um dia que à excepção de Polvos, Chernes, Mexilhões e Varas de Porcos, se quer de todos! Sem desprimor pelos animais!

Passaram 120 anos sob as primeiras lutas pelas jornadas de 8h de trabalho. Mas passou apenas um ano desde a vergonhosa aprovação do código "socialista" que envergonhou até Bagão Félix. "Apenas" um ano desde "que se permitem jornadas diárias até 12 horas e até 60 horas de trabalho semanais."
Basta! Por mim, "No passaran"!





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O Labirinto de Alexandre Azevedo Pinto no abandono a Fernando Nobre!

quarta-feira, abril 28, 2010
Alexandre Azevedo Pinto ameaça tornar-se mais conhecido pelos movimentos que cria ou adere para logo depois abandonar, do que por outra coisa qualquer. Fundador do Bloco de Esquerda, cedo abandonou o partido por divergências. Apoiante destacado do MIC de Manuel Alegre, estatelou-se ao cumprido após o fracasso da Nova Esquerda, desertando inclusive para a recente candidatura cidadã de Fernando Nobre, da qual também... já se afastou!

O economista sustentava o seu apoio no Médico da AMI na afirmação de que "são necessários instrumentos de democracia participativa, mais voz aos cidadãos livres dos partidos e essa foi a grande falha de Alegre". Outra falha, que aqui não foi referida, foi o total desacordo de Manuel Alegre perante a sua proposta de formação de um... novo partido, a Nova Esquerda.
Não percebi, confesso. Se actualmente Azevedo Pinto se considera um cidadão livre por não pertencer a qualquer partido, o que aconteceria porventura à voz do cidadão Azevedo Pinto se a Nova Esquerda tivesse ido avante enquanto... partido político? Continuaria livre? A liberdade de expressão entre militantes só existe nos partidos e movimentos aos quais pertencemos? Ou a cada indivíduo um partido, já que pensamos todos obviamente pela nossa cabeça?

Se pertencemos a um determinado partido/movimento é porque partilhamos um conjunto de valores fundamentais que não podem ser amesquinhados ou depreciados à mínima divergência pessoal. Enquanto pessoas singulares, cada um de nós tem uma ideia própria sobre determinado assunto. Agora supor que a nossa visão é invariavelmente a que deverá prevalecer é um conceito altivo sobre a política, que se faz mormente da comunhão e conjugação de vontades. Porque grande parte das vezes, é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa. A união à esquerda separa-nos da direita, a união num partido como o BE separa-nos do PCP, a união à volta de uma determinada moção separa-nos de outras. Não podemos é, estando unidos, estar sempre separados, como de resto já é apanágio da esquerda. Nem tão pouco ir beber da escola conservadora do CDS que se “vende” por dois ou três ministérios. Porque a união só é bonita se não for uma espécie de “União Nacional”...

Mas também é evidente que recebo com agrado esta notícia. Vale mais tarde que nunca. Enquanto cidadão que eleva o altruísmo a um patamar inegavelmente alto, tenho todo o apreço por Fernando Nobre. Mas jamais a Esquerda Republicana poderá apoiar um candidato assumidamente Monárquico. Jamais a Esquerda Republicana poderá apoiar quem tem na sua génese uma concepção de que há direitos que apenas emanam do nascimento e do sangue, neste caso azul. Jamais a Esquerda Republicana poderá optar por um Rei em vez de um Presidente Eleito.

Muitas vezes os caminhos são trilhados com avanços e recuos, mas quando se recua mais do que se avança, não se chega a lado nenhum.
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Viseu: Nova Universidade ou Melhor Ensino Superior?

quarta-feira, abril 28, 2010
As vantagens do Ensino Superior numa cidade não se podem esgotar nem na especulação imobiliária /mercado de arrendamento nem no patrocínio de duas semanas por ano de académicas bebedeiras, que também são necessárias pois está claro!

Vejo assim com muitos bons olhos a criação recente de uma Linha Verde de Apoio ao Estudante totalmente grátis (800 103 002) e a construção de um Canil/Gatil na Escola Superior Agrária que tanta falta fazia a um sector que por cá, à excepção do Cantinho dos Animais, se encontra totalmente privatizado, praticando preços incomportáveis para a generalidade dos donos de animais domésticos. E espero que este seja o passo definitivo para uma maior sinergia entre a comunidade escolar e a cidade. Porque é pena constatar que o planeamento do tráfego e respectiva sinalização esteve a cargo da Universidade de Aveiro, que a melhor obra acerca da Mata do Fontelo seja também da autoria de docentes da UA e por aí adiante.

As bases do PSD que sustentaram a “Mudança” propalada por P. Passos Coelho já começaram a cobrar o seu apoio. Por cá volta à baila a construção de uma Universidade Pública e PPC já prometeu atender ao pedido, ao mesmo tempo que se senta hoje com Sócrates para estancar a hemorragia orçamental e o despesismo público. Já Fernando Ruas, o presidente eterno, não conseguiu trazer ou incentivar a vinda para o coração do país de nenhuma empresa que absorvesse, por pouco que seja, os melhores cérebros e os alunos mais capazes que anualmente se vêm obrigados a migrar e emigrar para outras paragens e a realizarem estágios curriculares muitas vezes totalmente desadequados às habilitações. Entretanto vai chegando areia para os olhos aos camiões. O Povo regozija-se, só falta o mar, e talvez não houvesse limitação de mandatos, quiçá o Sr. Presidente conseguisse tal façanha.

Mais do que uma nova Universidade, o que se deve exigir é melhor Ensino Superior, sem populismos. Afinal é no PSD que se afirma “não se construírem universidades como se constroem tascas”.
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Vídeo: À Agiotagem das Agências de Rating, José Mário Branco, Porque Também Eu "quero que o FMI se Foda!"

terça-feira, abril 27, 2010
As críticas às sucessivas avaliações negativas por parte das agências de rating que inflacionam quase irremediavelmente o défice português têm sido feitas num coro unânime. Da esquerda à direita. De Louçã a Portas. Do governo à oposição.

Não creio que seja um apelo bacoco ao nacionalismo e provincianismo. É apenas a constatação que a agiotagem financeira se sobrepõe aos Estados, reféns de empresas privadas que moldam as consciências e percepções dos cidadãos menos informados, que avaliam apesar de serem partes interessadas e que não passam de instrumentos de ganância legitimadas pelo respeito ao sacrossanto mercado, isto apesar da hecatombe provocada pelos desvios neo-liberais traduzidos ainda à pouco na crise imobiliária.

A melhor resposta a estes novos vampiros, mais sedentos de dinheiro do que de sangue, traduz-se nesta notável interpretação de José Mário Branco. A ver, ouvir e reflectir pois está claro! Em duas partes, Branco... e Tinto! (uma piada privada do Ângelo, magnífico intérprete de Abril que nos brindou este fim de semana com a sua presença - um grande abraço para ele, e um grande obrigado!)




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Vem Fazer o 25 de Abril! Domingo, Estudantino, das 17h às 02h!

sexta-feira, abril 23, 2010



Passados 36 anos após a Revolução dos Cravos, os Vampiros e Polvos Capitalistas-Fascistas poisaram de novo nos Prédios e nas Calçadas, nas Empresas e no Estado!

Urge um despertar de consciências contra a apropriação do que era de todos por parte de alguns.

Junta-te à Festa. Não podemos deixar cair no esquecimento o Sonho de um país mais igual, mais solidário, mais livre, mais democrático, mais justo, mais fraterno! Desistir é morrer, é ceder aos que já tendo muito sempre quererão sempre mais!

Domingo Tod@s ao Estudantino! A partir das 17h!Passa a Mensagem! (Jugueiros, junto ao IPV)

Vem cantar Abril! Não cales a tua Revolta! Vem celebrar a liberdade!

Entre um copo e uma cantiga, entre dois dedos de conversa e um abraço, entre um cravo e um poema! Não importa de onde vimos, aquilo que nos une será sempre mais do que aquilo que nos separa.


"Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!"
N. Morais


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A Injustiça da Justiça num País do Faz de Conta!

sexta-feira, abril 23, 2010


Domingos Névoa, proprietário da Bragaparques tentou corromper com 200.000€ o vereador José Sá Fernandes a troco da desistência de um processo destes contra o negócio do Parque Mayer. Este prontamente denunciou a situação às autoridades competentes. Entretanto o caso foi a julgamento. Ficou provado que houve tentativa de corrupção? Sim! Ficou provado que houve dinheiro oferecido? Sim.

A consequência foi uma mísera multa de 5.000€ para o empresário na primeira instância, decisão anulada agora pelo recurso ao Tribunal da Relação que arranjou uma artimanha para inocentar o pobrezinho e que consistiu nisto: apesar de tudo, Sá Fernandes não tinha o poder para alterar o projecto conforme pretendia Névoa, e como tal e apesar de tudo, foi declarado INOCENTE!

Já Ricardo Sá Fernandes, que teve o desplante de apelidar o dito de “corruptor” e “vigarista”, foi CONDENADO(!) ao pagamento de uma multa de 10.000€ por difamação! Metade da quantia que teria de ser paga pelo empresário caso a sentença se tivesse mantido inalterada!



A corrupção compensa e a venda colocada nos olhos da justiça já não é mais sinal de imparcialidade e igualdade de tratamento, é apenas pura CEGUEIRA! A balança, símbolo de equidade, tende a pender sempre para o mesmo lado. A espada, representativa do poder do estado, já só consegue ser forte com os fracos e fraca com os fortes.


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PSD: Social-Democracia ou Monarquia?

quarta-feira, abril 21, 2010


Teixeira-Pinto está mandatado para ser o porta-voz da propalada revisão constitucional proposta por Passos Coelho, essa espécie de Sócrates 7 anos mais novo, hoje presidente do PSD. Teixeira Pinto, ex-Opus Dei, ex-Presidente do BCP, abandonou a auto-flagelação e o uso do cilício, mas mantém o usufruto da reforma de 10.000.000€ e da Pensão Mensal e Vitalícia de 35.000€ do banco que deixou quase em ruínas. Isto obviamente dá-lhe bastante tempo, para se entreter, para se embrenhar em causas.

E como se não bastasse o abraço à Causa-Real à qual preside, ou rege neste caso, e que organizou nas vésperas do Centenário da República um desembarque simbólico na Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço se preferirem, com meia dúzia de apoiantes aos gritos de "Viva a Monarquia", foi agora o "Chosen one" do PSD para liderar a comissão de revisão constitucional entretanto criada!

Um monárquico a liderar a revisão da Constituição Republicana, isto é o que nos propõe a nova liderança do PSD. Um ex-Opus Dei a liderar a revisão da Constituição laica é o que nos propões Passos Coelho. Um ex-banqueiro para enfrentar estes tempos de crise é a resposta da direita.

É esta a Mudança inspiradora? Voltar ao tempo em que os direitos emanavam do berço e do sangue e a legitimação do poder não vinha das pessoas mas sim da paternidade?


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Uma Pedra Sobre o Assunto, uma Pedra no bolso e uma Pedra no Charco!

quarta-feira, abril 21, 2010
Cuidado! Fernando Ruas foi ilibado pelo Tribunal da Relação de Coimbra do crime de instigação à violência pelo qual tinha sido condenado em Viseu, prometendo logo no imediato estar de novo livre para os dislates que lhe são característicos. Assim, em vez de uma pedra sobra o assunto, o presidente prometeu uma pedra no bolso para cada futura discussão, agora que se sente “livre” de constrangimentos, assegurando que no futuro “será muito mais duro” na verborreia. Ou seja, o lobo despiu a pele de cordeiro que levou para Tribunal, onde jurara a inocência da frase “Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento. Estou a medir muito bem o que estou a dizer” e onde garantiu ao mesmo tempo que as suas palavras “visavam apenas levar as pessoas a "falar" com os fiscais do ambiente…

Talvez se exija aqui um novo tratado sobre a Noção de Diálogo segundo Fernando Ruas. Ou não, porque na reacção às afirmações de Carlos Vieira, Deputado Municipal do Bloco de Esquerda que apenas lembrou que assim estaria sujeito ao mesmo tipo de processos e se tornaria num “Alberto João das Beiras”, quem exigiu, neste caso respeito foi… Fernando Ruas. Não consigo encontrar melhor analogia do que a do Mexia a sugerir como medida anti-crise… a reduções de salários. Dos outros pois está claro. Tal como a moderação na língua… logo agora que acumula as funções de Reformado da Segurança Social, Presidente do Município, do SMAS, da ANMP e da Mesa do Congresso do PSD. Mas não, porque as incompatibilidades são para os outros, como as de José Manuel Oliveira. Um autêntico regabofe argumentativo.

Em campanha eleitoral Fernando Ruas afirmou em outdoor que “para apelar ao vento bastam palavras, para apelar ao coração são necessárias obras". No Tribunal de Viseu o Procurador “classificou de "deprimente" a tentativa de algumas testemunhas.” Em Coimbra as palavras de do Pe. António Vieira foram tomadas pela letra. Os juízes foram o vento que ouviu as palavras dos “acólitos” a que a tudo se prestam, até a pagar a multa do Sr. Presidente, e que não viram “obra”, ou seja, a consequência das afirmações de Ruas.

Tivesse-se alguém lembrado de defender a sua terra ou quintal contra os infames invasores protectores do ambiente e demonstrado a razão da força sobre a força da razão, tivesse havido sangue, tivesse o crime sido substanciado, aí sim, haveria razão para condenação. E talvez para uma visita ao Hospital…

Mas de justiça percebemos nós todos. E nem é preciso ver a TVI ou ler o Correio da Manhã. Ela entra-nos assim, via mainstream, pelo nosso… coração dentro!

Ontem fiquei-me por uma Pedrada no Charco. Hoje fico por uma pedrada nos doutos juízes! Isto em sentido figurado, não vá o Golias mudar a história e mastigar o David...
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A Capa e a Batina – O Conservadorismo enquanto pura APARÊNCIA

segunda-feira, abril 19, 2010

A Semana Académica começou. O Cartaz, uma pobreza Franciscana. A Benção das Pastas, cerimónia evocativa do seu arranque oficial, uma afronta à Igreja. Percebe-se o primeiro. Há anos afundada em dívidas a FAV optou pelo seguro: afinal, quase que até se podia colocar simplesmente uma playlist a ecoar pelo pavilhão. E quase ninguém se daria conta, nem sequer se incomodaria, houvesse sempre aberta a destilaria… Não se percebe o segundo. A desconsideração pela celebração da eucaristia a que cada um assiste voluntariamente, é uma evidente contradição pelo respeito à "tradição" que cada um ostenta através do traje e que cada um exige, quando desempenha o mui nobre papel de Doutor perante o praxado… Lembrasse-se o bispo, de reprimendas semelhantes às que os ditos senhores, infligem sobre os seus subordinados aquando estes, pobres caloiros, acéfalos e coitados, chegam à Universidade e precisam de ser… ensinados. Um regabofe!

Graças a Deus, sou Ateu. Mas não vou "cuspir" para igreja, sobretudo quando sou um convidado ou mais grave ainda, o motivo pelo qual se celebra ali a pomposa cerimónia.

Se é enfadonho, sempre têm o simplex: é benzer as pastas via facebook! Aposto que a Santa-Sé encontrará maneira de encaminhar a mensagem ao divino. A desadequação de uma Benção das Pastas numa semana Académica é tão grande que dá nisto.

E saúdo ainda o Diário de Viseu pelo uso da fina ironia para relatar o incidente, isto apesar de perante os poderes instituídos ser do mais subserviente... Reza o jornal que “pelo menos as garrafas de litro e meio de vinho - mais ou menos escondidas debaixo das capas - não foram abertas durante a cerimónia”. Mas isto não é ironia, é pura grosseria – não saberá o sr. Jornalista que o sangue de Cristo está reservado ao Padre???
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As Falsas Promessas: Do Professor Bambo a Fátima

segunda-feira, abril 19, 2010

Li no Jornal do Centro desta semana que um casal de Tábua decidiu processar o professor Bambo, conhecido vidente da Região, do País e quiçá do Mundo. Motivo: A promessa de que este lhe mudaria a sorte nos negócios não se concretizou e o remédio do conselheiro espiritual (umas rezas e uns cheques), para espanto dos clientes /fiéis não surtiu efeito. Ou seja, o casal quer ser ressarcido pela sua própria idiotice...

Bem, se a moda pega, não haverá comarca que aguente tal torrente de processos judiciais... contra santos e beatos, videntes e curandeiros, cartomantes e espíritas, virgens e senhoras, desde Fátima ao São Bentinho! Porque se há bastante que os diferencie, há no entanto algo comum: as falsas promessas! E aí, não há político que os batam, até porque isto é mais uma questão monárquica-oftalmológica : Em terra de cegos, quem tem olho é rei, e a pior cegueira, é mesmo daqueles que não querem ver!

Graças a Deus, Somos Ateus!

PS: Mas como isto de vigários não é de hoje nem de ontem, atentem então neste anúncio publicado no saudoso Viriato, jornal viseense e Republicano do séc. XIX, em que se promete curar a asma e o catarro com... Tabaco! Isso mesmo.




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Jornais Manuscritos nas Masmorras do Fascismo Salazarista

quinta-feira, abril 15, 2010


Está presente na Torre do Tombo uma exposição de jornais comunistas manuscritos, todos eles redigidos por militantes detidos nas masmorras fascistas. Curioso é o arrojo gráfico. Fica aqui o link para alguns exemplares disponíveis na edição on-line do Público.
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A Igreja e a última homilia: gays + judeus = Pedofilia!?

quarta-feira, abril 14, 2010
Se é pedófilo é porque é homossexual, se denuncia o crime é porque é judeu! Eis um resumo da estapafúrdia defesa da ICAR (Igreja Católica e Apostólica Romana) sobre os recentes escândalos de pedofilia que têm marcado a agenda mediática. E não foi um qualquer padreco mais radical que defendeu tal tese, foram apenas o número dois do Vaticano Tarcisio Bertone e o bispo de Grosseto.



Casos estes que são apenas recentes na visibilidade, mas que se vêm perpetuando ao longo de séculos de abusos e prepotências várias sobre os mais pobres e os mais frágeis, sempre ocultados pelo dogma da cegueira a quem alguns chamam fé, e sempre alicerçados numa suposta superioridade moral legitimada pelos vários poderes.

Entretanto, o governo "SOCIALISTA" decreta tolerância de ponto para quem quiser ir ao beija-mão da santa iminência. Haja decoro. Uma vergonha num Estado Laico e Republicano, uma injustiça relativamente a todas as outras religiões, seitas e contos do vigário.

Mas graças a Deus, que por aí começam a surgir cada vez mais Ateus!
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O Notável Manifesto do Grupo de Notáveis - A Total Decadência das Elites

quarta-feira, abril 14, 2010


Circulou pelos media a semana passada um manifesto de um "Grupo de Notáveis" contra a "promoção sistemática de formas de energia “politicamente correctas”, como a eólica e a fotovoltaica" por parte do governo de José Sócrates. Pois é de facto notável que o cabeça e porta-voz do "movimento" que une vários defensores da opção nuclear (e que nunca foi referida ipsis verbis...), Mira Amaral de seu nome, ex-Ministro da Indústria e Energia de Cavaco Silva, tenha proposto ao governo a construção, pasme-se, de um PARQUE EÓLICO OFF-SHORE ao largo de Aveiro, rejeitado por Manuel Pinho!

Talvez fosse o termo off-shore que nestas cabeças soa sempre bem a confundir o antigo ministro PSD, mas não, o homem está bastante esclarecido sob a não contradição entre a sua proposta pró-eólica e o manifesto anti-eólicas, e disse-o perentoriamente ao
Público:
"Como cidadão, tenho toda a legitimidade de discutir a lógica das políticas do Governo e, por outro lado, aproveitar as oportunidades de mercado".

Mais nada. Esta é a noção de cidadania de Mira Amaral. Será este o tipo de gente que Passos Coelho quer para o tão propalado Senado? É que ser ex qualquer coisa em política não é garante de nada. Pelo contrário, de ex-ministros estamos nós todos fartos, de Mira ou Ferreira do Amaral, de Fernando Gomes a Jorge Coelho, de Mexia a Vara...



Fica a dúvida: são os media que os intitulam de notáveis ou são estes que se auto-intitulam assim? Porque notável é esta forma de pensar o país por estas elites decadentes e sem qualquer princípio que as reja, a não ser a vantagem e fortuna pessoal... mas isso não é sequer um princípio, é um fim.
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Os Pavões no Campeonato de Futebol da Areia nos Olhos

terça-feira, abril 13, 2010
2010 brindou-nos com um dos primeiros fins-de-semana de sol e calor. Convite obrigatório para abandonar a hibernação a que muitos de nós se entregaram durante o cinzentismo melancólico e enfadonho do Inverno. Ou não. Pois foi exactamente neste período que a Câmara Municipal de Viseu decidiu mimar-nos com a provinciana "Spring Cup - Futebol de Praia Viseu 2010", uma autêntica chuva de areia nos olhos para alimentar os já de si fortes sintomas de cegueira local.

De Aveiro vieram camiões carregados do valioso material que bem poderíamos trocar por granito que por lá é escasso. Até chega a espantar a ausência de muralhas, castelos ou fortalezas nesta nobre pedra por quem lá se passeia. E como nada se perde e tudo se transforma, talvez fosse boa ideia realizar com a dita um campeonato de castelos de areia durante a semana. E com mais uns camiões de água salgada, no Verão estaria pronta a primeira Praia Urbana Fluvial e Salgada do mundo. Para engrandecer a coisa arranjava-se uma sigla tipo “PUFS”. O cheiro característico de maresia, ficava a conta do Pavia mal rareasse a água. Depois era só abrir um concurso para o cartaz e o slogan, a cargo da inegável competência da Expovis neste tipo de prova, como atesta o exemplar vencedor da edição 2009 da Feira de São Mateus...

Após confirmado o sucesso da iniciativa, a sempre atenta vereação logo magicaria maneira de cá fazer passar o campeonato mundial de Surf ou F1 Motonáutica.


Esta inversão de lógica que modela a gestão camarária pode satisfazer alguns egos e paróquias, mas é de todo contraproducente e despesista. É que o Verão bate à porta e quem se lembre de ir passear para o Parque Aquilino Ribeiro bate com a porta... no nariz! Porque o que importa é enfiar toneladas de areia num pavilhão multifacetado que começa a fazer jus ao nome. E eu a pensar que só no Fontelo é que se podiam apreciar certos pavões...

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Vá Para Fora Bem Cá Dentro - As Beiras como destino!

terça-feira, abril 13, 2010


Falhou redondamente a prometida tentativa de não voltar a colocar este espaço sob a mira técnica. Férias assim o oblige, e ainda bem, sobretudo quando o período referido reporta ao ano transacto. Não é que tenha ido muito longe, mas o segredo e a regra de ouro para o pleno usufruto deste direito (que pelo andar da carroça se transformará também ele numa ameaça à competitividade económica, isto no campeonato chinês da exploração dos assalariados que todos os países ditos civilizados almejam disputar...) é a capacidade para a total abstracção acerca daquilo que nos rodeia diariamente, e a alienação completa sobre acontecimentos que nos batem à porta sempre que nos ligamos à rede/aldeia global. Daí o interregno.

Dizia que não tinha ido longe, tendo em conta as actuais facilidades de deslocação. Mas quantas vezes ignoramos aquilo que nos é próximo e valorizamos aquilo que vemos à distância ou na distância? Fiz uma espécie de vá para fora cá dentro, e quando digo dentro, refiro-me a esta bela e heterogénea região a que se refere genericamente como sendo das beiras. Desde a Lousã a Numão, do Covão da Metade à Régua, da Serra da Freita a Longroiva, de Coimbra a Penedono, passando por outros tantos lugares que no futuro vos darei conta. Talvez um dia agradeçamos o crime desertificador que qual enxurrada, tem movido gentes e por conseguinte um pouco das suas terras para o litoral nas últimas décadas, inclinando demasiado esta caravela portuguesa que ameaça assim o naufrágio e talvez daí não seja de todo inconcebível que haja ilustres intelectuais que defendam a imperiosa necessidade de aquisição de submarinos... custe o que custar. O único dado que se afigura para contrabalançar esta migração, são as inúmeras eólicas que se plantam por toda a paisagem.



E se o país não se afundar, agradeceremos o facto de os sucessivos governos terem transformado o interior numa espécie de reserva ecológica e histórica de uma certa portugalidade, onde ainda se cultiva aquilo que se come; onde se alimentam os animais que dão origem ao leite, à carne e à lã que depois se consomem; onde se andam a pé quilómetros não porque as caminhadas na avenida estão na moda mas antes porque é a única possibilidade e por vezes meio único de transporte; onde as pessoas se dão a conhecer genuinamente sem preconceitos ou necessidades de redes sociais; onde as vacas saem ao nascer do sol e regressam quando este se põe, sem qualquer chip ou choque eléctrico que as comande a não ser os ditames da própria natureza; onde o espaço e o tempo são ainda mais relativos do que as teorizações de Einstein. Afinal, quantos de nós entenderemos a relação espaço-tempo enquanto teoria científica? Poucos. Mas quase todos percebemos logo a outra dimensão que a ruralidade atribui à gestão do tempo e às noções de espaço comparativamente ao constante tic-tac que nos traça diariamente o caminho sem que nos apercebamos.

Com tempo esboçarei aqui umas rotas e umas propostas de trajectos pelas beiras. Hoje fico-me apenas pela transmissão de um pedido, feito por um pastor humilde da Póvoa das Leiras que encontrei na Fraguinha com as suas três vacas, e que me surpreendeu ao dissertar sobre as consequências de um empréstimo do FMI... Estereótipo meu claro – digo-vos muito francamente que não esperava encontrar em plena serra um pastor que se dizia socialista mas nunca comunista (a memória da ex-URSS não poderia levar a outra coisa...); que lembrou o estado de sítio a que se sujeitou o RI14 durante a visita Delgado a Viseu em 1958; que recordou o medo dos bufos e da polícia política; que desenterrou inúmeras e incontáveis histórias de miséria mas também de esperança e que deixou um pedido ao saber-nos de Viseu, terra do ilustre Presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas: que intercedesse pela conclusão da estrada que liga Santa Cruz da Trapa às Leiras e Candal, da qual se esqueceram de concluir 2 KM junto à vila após as eleições locais, e que obriga em emergências as ambulâncias a deslocar-se num troço de paralelo que agoniza os doentes e obriga os acompanhantes ao transporte obrigatório de um saco para o enjoo... isto ainda antes da nacional para Viseu que por si só não é pêra doce apesar da duplicação de vias junto a São Pedro do Sul. Fica a nota/pedido na ínfima esperança de que quem de direito tropece por aqui.
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