Viseu Esquerda

PSD: Social-Democracia ou Monarquia?

quarta-feira, abril 21, 2010


Teixeira-Pinto está mandatado para ser o porta-voz da propalada revisão constitucional proposta por Passos Coelho, essa espécie de Sócrates 7 anos mais novo, hoje presidente do PSD. Teixeira Pinto, ex-Opus Dei, ex-Presidente do BCP, abandonou a auto-flagelação e o uso do cilício, mas mantém o usufruto da reforma de 10.000.000€ e da Pensão Mensal e Vitalícia de 35.000€ do banco que deixou quase em ruínas. Isto obviamente dá-lhe bastante tempo, para se entreter, para se embrenhar em causas.

E como se não bastasse o abraço à Causa-Real à qual preside, ou rege neste caso, e que organizou nas vésperas do Centenário da República um desembarque simbólico na Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço se preferirem, com meia dúzia de apoiantes aos gritos de "Viva a Monarquia", foi agora o "Chosen one" do PSD para liderar a comissão de revisão constitucional entretanto criada!

Um monárquico a liderar a revisão da Constituição Republicana, isto é o que nos propõe a nova liderança do PSD. Um ex-Opus Dei a liderar a revisão da Constituição laica é o que nos propões Passos Coelho. Um ex-banqueiro para enfrentar estes tempos de crise é a resposta da direita.

É esta a Mudança inspiradora? Voltar ao tempo em que os direitos emanavam do berço e do sangue e a legitimação do poder não vinha das pessoas mas sim da paternidade?


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Uma Pedra Sobre o Assunto, uma Pedra no bolso e uma Pedra no Charco!

quarta-feira, abril 21, 2010
Cuidado! Fernando Ruas foi ilibado pelo Tribunal da Relação de Coimbra do crime de instigação à violência pelo qual tinha sido condenado em Viseu, prometendo logo no imediato estar de novo livre para os dislates que lhe são característicos. Assim, em vez de uma pedra sobra o assunto, o presidente prometeu uma pedra no bolso para cada futura discussão, agora que se sente “livre” de constrangimentos, assegurando que no futuro “será muito mais duro” na verborreia. Ou seja, o lobo despiu a pele de cordeiro que levou para Tribunal, onde jurara a inocência da frase “Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento. Estou a medir muito bem o que estou a dizer” e onde garantiu ao mesmo tempo que as suas palavras “visavam apenas levar as pessoas a "falar" com os fiscais do ambiente…

Talvez se exija aqui um novo tratado sobre a Noção de Diálogo segundo Fernando Ruas. Ou não, porque na reacção às afirmações de Carlos Vieira, Deputado Municipal do Bloco de Esquerda que apenas lembrou que assim estaria sujeito ao mesmo tipo de processos e se tornaria num “Alberto João das Beiras”, quem exigiu, neste caso respeito foi… Fernando Ruas. Não consigo encontrar melhor analogia do que a do Mexia a sugerir como medida anti-crise… a reduções de salários. Dos outros pois está claro. Tal como a moderação na língua… logo agora que acumula as funções de Reformado da Segurança Social, Presidente do Município, do SMAS, da ANMP e da Mesa do Congresso do PSD. Mas não, porque as incompatibilidades são para os outros, como as de José Manuel Oliveira. Um autêntico regabofe argumentativo.

Em campanha eleitoral Fernando Ruas afirmou em outdoor que “para apelar ao vento bastam palavras, para apelar ao coração são necessárias obras". No Tribunal de Viseu o Procurador “classificou de "deprimente" a tentativa de algumas testemunhas.” Em Coimbra as palavras de do Pe. António Vieira foram tomadas pela letra. Os juízes foram o vento que ouviu as palavras dos “acólitos” a que a tudo se prestam, até a pagar a multa do Sr. Presidente, e que não viram “obra”, ou seja, a consequência das afirmações de Ruas.

Tivesse-se alguém lembrado de defender a sua terra ou quintal contra os infames invasores protectores do ambiente e demonstrado a razão da força sobre a força da razão, tivesse havido sangue, tivesse o crime sido substanciado, aí sim, haveria razão para condenação. E talvez para uma visita ao Hospital…

Mas de justiça percebemos nós todos. E nem é preciso ver a TVI ou ler o Correio da Manhã. Ela entra-nos assim, via mainstream, pelo nosso… coração dentro!

Ontem fiquei-me por uma Pedrada no Charco. Hoje fico por uma pedrada nos doutos juízes! Isto em sentido figurado, não vá o Golias mudar a história e mastigar o David...
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A Capa e a Batina – O Conservadorismo enquanto pura APARÊNCIA

segunda-feira, abril 19, 2010

A Semana Académica começou. O Cartaz, uma pobreza Franciscana. A Benção das Pastas, cerimónia evocativa do seu arranque oficial, uma afronta à Igreja. Percebe-se o primeiro. Há anos afundada em dívidas a FAV optou pelo seguro: afinal, quase que até se podia colocar simplesmente uma playlist a ecoar pelo pavilhão. E quase ninguém se daria conta, nem sequer se incomodaria, houvesse sempre aberta a destilaria… Não se percebe o segundo. A desconsideração pela celebração da eucaristia a que cada um assiste voluntariamente, é uma evidente contradição pelo respeito à "tradição" que cada um ostenta através do traje e que cada um exige, quando desempenha o mui nobre papel de Doutor perante o praxado… Lembrasse-se o bispo, de reprimendas semelhantes às que os ditos senhores, infligem sobre os seus subordinados aquando estes, pobres caloiros, acéfalos e coitados, chegam à Universidade e precisam de ser… ensinados. Um regabofe!

Graças a Deus, sou Ateu. Mas não vou "cuspir" para igreja, sobretudo quando sou um convidado ou mais grave ainda, o motivo pelo qual se celebra ali a pomposa cerimónia.

Se é enfadonho, sempre têm o simplex: é benzer as pastas via facebook! Aposto que a Santa-Sé encontrará maneira de encaminhar a mensagem ao divino. A desadequação de uma Benção das Pastas numa semana Académica é tão grande que dá nisto.

E saúdo ainda o Diário de Viseu pelo uso da fina ironia para relatar o incidente, isto apesar de perante os poderes instituídos ser do mais subserviente... Reza o jornal que “pelo menos as garrafas de litro e meio de vinho - mais ou menos escondidas debaixo das capas - não foram abertas durante a cerimónia”. Mas isto não é ironia, é pura grosseria – não saberá o sr. Jornalista que o sangue de Cristo está reservado ao Padre???
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As Falsas Promessas: Do Professor Bambo a Fátima

segunda-feira, abril 19, 2010

Li no Jornal do Centro desta semana que um casal de Tábua decidiu processar o professor Bambo, conhecido vidente da Região, do País e quiçá do Mundo. Motivo: A promessa de que este lhe mudaria a sorte nos negócios não se concretizou e o remédio do conselheiro espiritual (umas rezas e uns cheques), para espanto dos clientes /fiéis não surtiu efeito. Ou seja, o casal quer ser ressarcido pela sua própria idiotice...

Bem, se a moda pega, não haverá comarca que aguente tal torrente de processos judiciais... contra santos e beatos, videntes e curandeiros, cartomantes e espíritas, virgens e senhoras, desde Fátima ao São Bentinho! Porque se há bastante que os diferencie, há no entanto algo comum: as falsas promessas! E aí, não há político que os batam, até porque isto é mais uma questão monárquica-oftalmológica : Em terra de cegos, quem tem olho é rei, e a pior cegueira, é mesmo daqueles que não querem ver!

Graças a Deus, Somos Ateus!

PS: Mas como isto de vigários não é de hoje nem de ontem, atentem então neste anúncio publicado no saudoso Viriato, jornal viseense e Republicano do séc. XIX, em que se promete curar a asma e o catarro com... Tabaco! Isso mesmo.




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Jornais Manuscritos nas Masmorras do Fascismo Salazarista

quinta-feira, abril 15, 2010


Está presente na Torre do Tombo uma exposição de jornais comunistas manuscritos, todos eles redigidos por militantes detidos nas masmorras fascistas. Curioso é o arrojo gráfico. Fica aqui o link para alguns exemplares disponíveis na edição on-line do Público.
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A Igreja e a última homilia: gays + judeus = Pedofilia!?

quarta-feira, abril 14, 2010
Se é pedófilo é porque é homossexual, se denuncia o crime é porque é judeu! Eis um resumo da estapafúrdia defesa da ICAR (Igreja Católica e Apostólica Romana) sobre os recentes escândalos de pedofilia que têm marcado a agenda mediática. E não foi um qualquer padreco mais radical que defendeu tal tese, foram apenas o número dois do Vaticano Tarcisio Bertone e o bispo de Grosseto.



Casos estes que são apenas recentes na visibilidade, mas que se vêm perpetuando ao longo de séculos de abusos e prepotências várias sobre os mais pobres e os mais frágeis, sempre ocultados pelo dogma da cegueira a quem alguns chamam fé, e sempre alicerçados numa suposta superioridade moral legitimada pelos vários poderes.

Entretanto, o governo "SOCIALISTA" decreta tolerância de ponto para quem quiser ir ao beija-mão da santa iminência. Haja decoro. Uma vergonha num Estado Laico e Republicano, uma injustiça relativamente a todas as outras religiões, seitas e contos do vigário.

Mas graças a Deus, que por aí começam a surgir cada vez mais Ateus!
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O Notável Manifesto do Grupo de Notáveis - A Total Decadência das Elites

quarta-feira, abril 14, 2010


Circulou pelos media a semana passada um manifesto de um "Grupo de Notáveis" contra a "promoção sistemática de formas de energia “politicamente correctas”, como a eólica e a fotovoltaica" por parte do governo de José Sócrates. Pois é de facto notável que o cabeça e porta-voz do "movimento" que une vários defensores da opção nuclear (e que nunca foi referida ipsis verbis...), Mira Amaral de seu nome, ex-Ministro da Indústria e Energia de Cavaco Silva, tenha proposto ao governo a construção, pasme-se, de um PARQUE EÓLICO OFF-SHORE ao largo de Aveiro, rejeitado por Manuel Pinho!

Talvez fosse o termo off-shore que nestas cabeças soa sempre bem a confundir o antigo ministro PSD, mas não, o homem está bastante esclarecido sob a não contradição entre a sua proposta pró-eólica e o manifesto anti-eólicas, e disse-o perentoriamente ao
Público:
"Como cidadão, tenho toda a legitimidade de discutir a lógica das políticas do Governo e, por outro lado, aproveitar as oportunidades de mercado".

Mais nada. Esta é a noção de cidadania de Mira Amaral. Será este o tipo de gente que Passos Coelho quer para o tão propalado Senado? É que ser ex qualquer coisa em política não é garante de nada. Pelo contrário, de ex-ministros estamos nós todos fartos, de Mira ou Ferreira do Amaral, de Fernando Gomes a Jorge Coelho, de Mexia a Vara...



Fica a dúvida: são os media que os intitulam de notáveis ou são estes que se auto-intitulam assim? Porque notável é esta forma de pensar o país por estas elites decadentes e sem qualquer princípio que as reja, a não ser a vantagem e fortuna pessoal... mas isso não é sequer um princípio, é um fim.
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Os Pavões no Campeonato de Futebol da Areia nos Olhos

terça-feira, abril 13, 2010
2010 brindou-nos com um dos primeiros fins-de-semana de sol e calor. Convite obrigatório para abandonar a hibernação a que muitos de nós se entregaram durante o cinzentismo melancólico e enfadonho do Inverno. Ou não. Pois foi exactamente neste período que a Câmara Municipal de Viseu decidiu mimar-nos com a provinciana "Spring Cup - Futebol de Praia Viseu 2010", uma autêntica chuva de areia nos olhos para alimentar os já de si fortes sintomas de cegueira local.

De Aveiro vieram camiões carregados do valioso material que bem poderíamos trocar por granito que por lá é escasso. Até chega a espantar a ausência de muralhas, castelos ou fortalezas nesta nobre pedra por quem lá se passeia. E como nada se perde e tudo se transforma, talvez fosse boa ideia realizar com a dita um campeonato de castelos de areia durante a semana. E com mais uns camiões de água salgada, no Verão estaria pronta a primeira Praia Urbana Fluvial e Salgada do mundo. Para engrandecer a coisa arranjava-se uma sigla tipo “PUFS”. O cheiro característico de maresia, ficava a conta do Pavia mal rareasse a água. Depois era só abrir um concurso para o cartaz e o slogan, a cargo da inegável competência da Expovis neste tipo de prova, como atesta o exemplar vencedor da edição 2009 da Feira de São Mateus...

Após confirmado o sucesso da iniciativa, a sempre atenta vereação logo magicaria maneira de cá fazer passar o campeonato mundial de Surf ou F1 Motonáutica.


Esta inversão de lógica que modela a gestão camarária pode satisfazer alguns egos e paróquias, mas é de todo contraproducente e despesista. É que o Verão bate à porta e quem se lembre de ir passear para o Parque Aquilino Ribeiro bate com a porta... no nariz! Porque o que importa é enfiar toneladas de areia num pavilhão multifacetado que começa a fazer jus ao nome. E eu a pensar que só no Fontelo é que se podiam apreciar certos pavões...

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Vá Para Fora Bem Cá Dentro - As Beiras como destino!

terça-feira, abril 13, 2010


Falhou redondamente a prometida tentativa de não voltar a colocar este espaço sob a mira técnica. Férias assim o oblige, e ainda bem, sobretudo quando o período referido reporta ao ano transacto. Não é que tenha ido muito longe, mas o segredo e a regra de ouro para o pleno usufruto deste direito (que pelo andar da carroça se transformará também ele numa ameaça à competitividade económica, isto no campeonato chinês da exploração dos assalariados que todos os países ditos civilizados almejam disputar...) é a capacidade para a total abstracção acerca daquilo que nos rodeia diariamente, e a alienação completa sobre acontecimentos que nos batem à porta sempre que nos ligamos à rede/aldeia global. Daí o interregno.

Dizia que não tinha ido longe, tendo em conta as actuais facilidades de deslocação. Mas quantas vezes ignoramos aquilo que nos é próximo e valorizamos aquilo que vemos à distância ou na distância? Fiz uma espécie de vá para fora cá dentro, e quando digo dentro, refiro-me a esta bela e heterogénea região a que se refere genericamente como sendo das beiras. Desde a Lousã a Numão, do Covão da Metade à Régua, da Serra da Freita a Longroiva, de Coimbra a Penedono, passando por outros tantos lugares que no futuro vos darei conta. Talvez um dia agradeçamos o crime desertificador que qual enxurrada, tem movido gentes e por conseguinte um pouco das suas terras para o litoral nas últimas décadas, inclinando demasiado esta caravela portuguesa que ameaça assim o naufrágio e talvez daí não seja de todo inconcebível que haja ilustres intelectuais que defendam a imperiosa necessidade de aquisição de submarinos... custe o que custar. O único dado que se afigura para contrabalançar esta migração, são as inúmeras eólicas que se plantam por toda a paisagem.



E se o país não se afundar, agradeceremos o facto de os sucessivos governos terem transformado o interior numa espécie de reserva ecológica e histórica de uma certa portugalidade, onde ainda se cultiva aquilo que se come; onde se alimentam os animais que dão origem ao leite, à carne e à lã que depois se consomem; onde se andam a pé quilómetros não porque as caminhadas na avenida estão na moda mas antes porque é a única possibilidade e por vezes meio único de transporte; onde as pessoas se dão a conhecer genuinamente sem preconceitos ou necessidades de redes sociais; onde as vacas saem ao nascer do sol e regressam quando este se põe, sem qualquer chip ou choque eléctrico que as comande a não ser os ditames da própria natureza; onde o espaço e o tempo são ainda mais relativos do que as teorizações de Einstein. Afinal, quantos de nós entenderemos a relação espaço-tempo enquanto teoria científica? Poucos. Mas quase todos percebemos logo a outra dimensão que a ruralidade atribui à gestão do tempo e às noções de espaço comparativamente ao constante tic-tac que nos traça diariamente o caminho sem que nos apercebamos.

Com tempo esboçarei aqui umas rotas e umas propostas de trajectos pelas beiras. Hoje fico-me apenas pela transmissão de um pedido, feito por um pastor humilde da Póvoa das Leiras que encontrei na Fraguinha com as suas três vacas, e que me surpreendeu ao dissertar sobre as consequências de um empréstimo do FMI... Estereótipo meu claro – digo-vos muito francamente que não esperava encontrar em plena serra um pastor que se dizia socialista mas nunca comunista (a memória da ex-URSS não poderia levar a outra coisa...); que lembrou o estado de sítio a que se sujeitou o RI14 durante a visita Delgado a Viseu em 1958; que recordou o medo dos bufos e da polícia política; que desenterrou inúmeras e incontáveis histórias de miséria mas também de esperança e que deixou um pedido ao saber-nos de Viseu, terra do ilustre Presidente da Associação Nacional de Municípios, Fernando Ruas: que intercedesse pela conclusão da estrada que liga Santa Cruz da Trapa às Leiras e Candal, da qual se esqueceram de concluir 2 KM junto à vila após as eleições locais, e que obriga em emergências as ambulâncias a deslocar-se num troço de paralelo que agoniza os doentes e obriga os acompanhantes ao transporte obrigatório de um saco para o enjoo... isto ainda antes da nacional para Viseu que por si só não é pêra doce apesar da duplicação de vias junto a São Pedro do Sul. Fica a nota/pedido na ínfima esperança de que quem de direito tropece por aqui.
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Vídeo: A Genialidade do Graffiti enquanto Arte – Espectacular!

quarta-feira, março 10, 2010

A Arte é um conceito de definição difícil e por vezes ambígua. Mas a esta performance de Blu e David Elles, conhecidos “artistas urbanos” (não consegui melhor tradução), apetece dizer:

Porra, isto sim é ARTE!



Mais um “alerta” do sempre atento N. Coelho! Para ver e rever!
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Parabéns ao Público! Aqui mora o bom jornalismo!

sábado, março 06, 2010


O Público faz 20 anos. Se em 1990 o projecto fundador fazia todo o sentido, hoje então é fundamental. Uma espécie de farol no cada vez mais decadente jornalismo nacional. A total recusa do sensacionalismo enquanto escola, a independência face aos poderes instituídos, o rigor com que trata a matéria noticiada e a análise que faz dos factos transformam-no simplesmente no diário mais delicioso do pobre panorama da imprensa portuguesa.

aqui chorei diversas vezes o agoniar da servil imprensa regional. Mas se o meu discurso pode ser colado à esquerda, deixo aqui as palavras insuspeitas de alguém com quem tenho pouco em comum, materialmente e valorativamente. Fica então a prosa de Belmiro de Azevedo com a receita ideal para um jornalismo sério e ao mesmo tempo economicamente viável:

“E eu posso facilmente satisfazer todos os que procuram a receita ideal para uma saudável relação entre o accionista e a edição: os poderes vão e vêm; basta ignorar os pedidos, os protestos, as pressões, as retaliações e as ameaças, e continuar a exigir aos gestores e aos jornalistas que façam do rigor profissional e da sustentabilidade económica do jornal a garantia mais segura da sua independência e da sua longevidade” (Público, 05/03/2010)

Olhando para Viseu e lendo os nossos jornais podemos verificar que tais princípios não existem. Talvez também porque nem todos os “poderes vão e vêm” como afirma o empresário. Há sempre uns quantos que se eternizam, e à imprensa reserva-se o papel de os entronizar. Em bom português, e sem acordo ortográfico, um verdadeiro beija-mão.
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Bloco de Esquerda: Roteiro sobre Cultura chega a Viseu - Domingo, 18h, Solar dos Peixotos

sábado, março 06, 2010
Desde que me lembro, Portugal sempre esteve em crise. Disto ou daquilo. E os sucessivos governos, talvez à excepção do primeiro mandato de Guterres e Carrilho, escudam-se sempre nesta estapafúrdia justificação para cortar no orçamento da cultura, como se fosse um bem supérfluo ou uma extravagância imoral para os tempos que correm.

Certo é que na história nenhuma civilização se desenvolveu sem uma aposta forte na cultura enquanto instrumento de reflexão sociológica, educação ou simples entretenimento que também é preciso.

Daí a aposta do Bloco de Esquerda num Roteiro Cultural que levará a discussão a todo o país. Amanhã será em Viseu, pelas 18h no Solar dos Peixotos (Assembleia Municipal) e com a presença da deputada Catarina Martins.

Mais informações:
Bloco.Viseu
Culura e Direitos
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“Governo Sombra” da Esquerda Socialista Reúne Hoje em Lisboa

sábado, fevereiro 27, 2010

Sob o mote “O que fará um governo de esquerda socialista?”, a Cultra (Cooperativa Culturas do Trabalho e Socialismo) organiza este fim de semana um colóquio em que um painel de convidados irá debater “sobre áreas nucleares da vida pública, em que um conjunto de pessoas com intervenção especializada em cada área apresenta ideias programáticas, à luz do que significa para cada uma delas uma perspectiva de esquerda socialista, seguindo-se comentário das ideias e debate público” (esquerda.net), e entre os quais se podem encontrar “Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP, João Ferreira do Amaral, economista e professor universitário, Fernando Oliveira Baptista, ex-ministro da Agricultura e Pescas nos IV e V Governos Provisórios e um dos "pais" da Reforma Agrária, Mário Vale, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Conceição Gomes, investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, António Nóvoa, reitor da Universidade de Lisboa, e o general Pezarat Correia.”(Público)

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Derrocada no Centro Histórico, sintomas de um mal maior?

quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Hoje caiu num prédio no centro histórico de Viseu. Dez pessoas ficaram desalojadas, mas felizmente nenhuma ficou ferida. Mas este é apenas um sintoma de uma doença que há muito atinge os centros das nossas cidades e que vai transformando lentamente a paisagem em "donuts".

Os sucessivo avisos sobre a degradação dos nossos centros históricos, vetados ao abandono após anos de especulação imobiliária e políticas de betão/IMI contrárias ao bom ordenamento do território, não têm sido suficientes para inflectir a tendência dos PDM’s no óbvio favorecimento de novas construções e consequente degradação das antigas.

Os proprietários refugiam-se nas rendas baixas para a inacção. As câmaras municipais escudam a sua inércia na falta de verbas para adquirir os imóveis que ameaçam ruir, em conformidade com a lei. Já as pessoas, essas nada podem fazer. Geralmente são idosos, com as reformas miseráveis que todos conhecemos, as principais vítimas. Sem solução e sem forças para exigir um direito constitucional (direitos que hoje pouco ou nada valem), limitam-se a esperar pelo triste fado ou simplesmente por dias melhores, habituados que estão a serem esquecidos e empurrados para a penumbra de uma sociedade que cultiva a juventude enquanto principal valor ou código.

Entretanto o esvaziamento dos centros urbanos é uma tendência que há muito se tornou impossível de inverter. À falta de vida e consequente insegurança, responde-se com pedidos de mais polícia, câmaras de vigilância e contractos locais de segurança. Mas nenhuma dessas respostas resolve o problema maior: a desertificação e a insalubridade!

É coragem política que é necessária. Compete às autoridades intimar os proprietários que ameaçam com a sua avareza a vida dos inquilinos e a de quem na rua passa. Se não têm dinheiro para as obras, que vendam os prédios, afinal o direito de propriedade ainda não se sobrepõe ao direito à vida, direito aliás tão usado e abusado pela direita no que toca à IVG mas logo esquecido quando se passa ao direito a uma vida melhor.

E porque existem propostas para colmatar estas falhas, relembro apenas um projecto do Bloco de Esquerda já aqui apresentado:

Plano Nacional de Reabilitação Urbana
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Vídeo: Pequeno filme de Miguel Portas na visita a Gaza

quarta-feira, fevereiro 24, 2010


À Teocracia racista que governa Israel permite-se tudo. Talvez a pior herança do nazismo seja mesmo este neo-nazismo do povo que se julga eleito de deus mas que navega sob os caprichos do diabo. Primo Lévi escreveu "Se Isto é um Homem", obra que relata a barbárie fascista nos campos de concentração. Provavelmente nunca foi a Gaza.

Fica um pequeno vídeo do euro-deputado Miguel Portas, filmado num dos raros momentos em que se permite a entrada ou saída de pessoas do território com a maior densidade populacional do mundo, mas onde a existência é negada pelos carrascos que vigiam, roubam, matam e destroem.

Em nome de deus pois está claro. Por isso repito sempre que surge a oportunidade:

Sou Ateu, Graças a Deus!

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Vídeo: 23 anos passam sobre a sua morte, mas a mensagem continua viva. Zeca Afonso

terça-feira, fevereiro 23, 2010
Porque vale sempre a pena lembrar José Afonso, esse grande nome da canção, composição e intervenção, da cidadania e da luta pela liberdade e igualdade de oportunidade. Um homem simples mas grande e solidário. Morreu em 23 de Fevereiro de 1987.




No céu cinzento
Sob o astro mudo
Batendo as asas
Pela noite calada
Vem em bandos
Com pés veludo
Chupar o sangue
Fresco da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhes franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

A toda a parte
Chegam os vampiros
Poisam nos prédios
Poisam nas calçadas
Trazem no ventre
Despojos antigos
Mas nada os prende
Às vidas acabadas

São os mordomos
Do universo todo
Senhores á força
Mandadores sem lei
Enchem as tulhas

Bebem vinho novo
Dançam a ronda
No pinhal do rei

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

No chão do medo
Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos
Na noite abafada
Jazem nos fossos
Vítimas dum credo
E não se esgota
O sangue da manada

Se alguém se engana
Com seu ar sisudo
E lhe franqueia
As portas á chegada
Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada

Eles comem tudo
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada
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BE: Projecto de Resolução na AR contra o Encerramento do Serviço de Finanças 2

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Filipe Soares, deputado do Bloco de Esquerda eleito por Aveiro, visitou ontem a repartição de finanças que o governo se propõem encerrar em Viseu para falar com os trabalhadores, utentes e comerciantes afectados por mais uma decisão economicista e pertencente ao vasto plano de “Interioricídio” que tem pautado as actuações dos sucessivos governos.

Enquanto muitos continuam a sonhar com a Universidade Pública, a ferrovia ou a auto-estrada Viseu-Mealhada, o governo vai encerrando os já de si poucos serviços que o estado coloca à disposição dos cidadãos, como demonstra o recente anúncio do encerramento do SAP de Santa Comba Dão.

E quando não houver mais nada para fechar, haverá sempre algo para... privatizar. Até irem os anéis e os dedos.

Depois, o último que apague a luz!
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