Fátima: Aromatizar e Desinfectar
sábado, maio 08, 2010Ora aqui está uma decisão acertada. Isto sim é bom investimento público. Com a saúde não se brinca, daí a Câmara Municipal de Ourém ter pago a desinfecção e aromatização das ruas de Fátima. Já imaginaram a chegada de milhares de peregrinos após caminhadas extenuantes de centenas de quilómetros? Já imaginaram o bedum fétido da sudação de quem há dias marcha cegamente ao encontro da senhora que aparece em cima de árvores?
Só há um cheiro que jamais conseguirão atenuar: o cheiro a esturro que sempre emanou desta história mal contada de virgens, crianças, videntes e milagres.
Só há um cheiro que jamais conseguirão atenuar: o cheiro a esturro que sempre emanou desta história mal contada de virgens, crianças, videntes e milagres.
Emprego: Igreja paga 3,5€ hora para acenar ao Papa no Porto!?!?!?
sexta-feira, maio 07, 2010
Parece que afinal a visita de Ratzinger a Portugal não é tão má para a economia como tentam pintar aqueles que são contra a tolerância de ponto. Para além de toda a parafernália de panos, lenços, pulseiras... alusivas à visita do líder do Vaticano e que se podem comprar em qualquer esquina, a Igreja paga 3,5€ à hora a quem tiver disposto a vestir uma t-shirt e acenar uma bandeirinha durante a missa a celebrar no Porto. Segundo o SAPO, existem 100 vagas para tão nobre trabalho nas não menos nobres agências de trabalho temporário e só se exige que tenham entre 18 e 50 anos. Talvez porque os idosos, qual comício do PCP, já estejam garantidos à partida.
Um conselho para poupar na “papelada”: que sejam estes a fazer o peditório! Onde param afinal os 90% de portugueses católicos que justificaram a tolerância de ponto? Estranha fé, estranho voluntariado este. Afinal, nem a IURD precisa destes anúncios...
E é sempre uma boa oportunidade para que os funcionários públicos que assim o desejem, ganhem a dobrar! Uma verdadeira oportunidade no combate à crise!
Um conselho para poupar na “papelada”: que sejam estes a fazer o peditório! Onde param afinal os 90% de portugueses católicos que justificaram a tolerância de ponto? Estranha fé, estranho voluntariado este. Afinal, nem a IURD precisa destes anúncios...
E é sempre uma boa oportunidade para que os funcionários públicos que assim o desejem, ganhem a dobrar! Uma verdadeira oportunidade no combate à crise!
As Fartas Reavaliações de Fernando Ruas!
sexta-feira, maio 07, 2010
Consta-se na RTP que Fernando Ruas está farto das reavaliações do governo “socialista” a propósito da construção da auto-estrada do centro, mesmo quando o chumbo vem do Tribunal de Contas (TC) a que obviamente Sócrates é alheio, mesmo quando o troço principal entre Viseu-Coimbra não está em causa.
Entretanto as obras no Parque Aquilino Ribeiro estão paradas há meses, chumbado que foi o projecto pelo mesmo TC por ter sido escolhida a proposta mais cara das apresentadas no concurso. Américo Nunes, qual ministro da propaganda, apressou-se logo a culpar o tempo. Parece que chover no Inverno é um imprevisto... E excepto no Diário de Viseu, obviamente que aquele barro não colou na parede de ninguém. Até porque hoje sabemos que o parque está encerrado apenas por incúria de quem colocou o carro à frente dos bois. Mas também é óbvio que neste caso não se tratam de reavaliações, apenas entraves de Lisboa ao progresso da província.
Reavaliadas têm sido obras como o Parque Radical, prometido há mais de 20 anos para o parque, para o Fontelo e para lado nenhum. Reavaliado foi o novo recinto da feira semanal na radial de Santiago que nunca o chegou a ser. Fernando Ruas reavaliou o projecto e decidiu transformá-lo num parque de recreio. Bastou mudar os letreiros e voilá, habemos Parque. Reavaliada anda a ser há meses a inauguração do Museu do Quartzo. Reavaliada está a ser a anunciada praia fluvial. Afinal é preciso estudar melhor a coisa e os camiões de areia são para construir campos de futebol de praia. Não é Fluvial, mas mete areia e praia em campo...
Mas não só de reavaliações falou o presidente. No IP3 não há ponte que não tenha de ser revista. E tem toda a razão. Eu só me pergunto: como é que se constrói uma estrada (em cimento!?) para acautelar “o volume de tráfego impressionante” entre Viseu e Coimbra que tem uma vida útil de apenas 15 anos? Aliás, mal foi acabado, o IP3 deu logo sinais de ter sido projectado por um governo de vistas curtas. Isto à semelhança do IP5, IP4... Ou seja, a herança cavaquista foi esta: vias rápidas que não duram 10 anos, pontes que necessitam de intervenção urgente passada uma década. Tudo o que foi construído é para demolir, não serve. Marquês de Pombal pensou Lisboa para 200 anos, Cavaco Silva nem para 20 pensou o país.
Tivesse o primeiro-ministro laranja de então reavaliado melhor os caminhos de cabra que se propôs construir aqui para os serranos, não teríamos hoje esse problema. Mas também não duplicaríamos os lucros dos construtores nem reavaliaríamos os seus lucros.
Entretanto as obras no Parque Aquilino Ribeiro estão paradas há meses, chumbado que foi o projecto pelo mesmo TC por ter sido escolhida a proposta mais cara das apresentadas no concurso. Américo Nunes, qual ministro da propaganda, apressou-se logo a culpar o tempo. Parece que chover no Inverno é um imprevisto... E excepto no Diário de Viseu, obviamente que aquele barro não colou na parede de ninguém. Até porque hoje sabemos que o parque está encerrado apenas por incúria de quem colocou o carro à frente dos bois. Mas também é óbvio que neste caso não se tratam de reavaliações, apenas entraves de Lisboa ao progresso da província.
Reavaliadas têm sido obras como o Parque Radical, prometido há mais de 20 anos para o parque, para o Fontelo e para lado nenhum. Reavaliado foi o novo recinto da feira semanal na radial de Santiago que nunca o chegou a ser. Fernando Ruas reavaliou o projecto e decidiu transformá-lo num parque de recreio. Bastou mudar os letreiros e voilá, habemos Parque. Reavaliada anda a ser há meses a inauguração do Museu do Quartzo. Reavaliada está a ser a anunciada praia fluvial. Afinal é preciso estudar melhor a coisa e os camiões de areia são para construir campos de futebol de praia. Não é Fluvial, mas mete areia e praia em campo...
Mas não só de reavaliações falou o presidente. No IP3 não há ponte que não tenha de ser revista. E tem toda a razão. Eu só me pergunto: como é que se constrói uma estrada (em cimento!?) para acautelar “o volume de tráfego impressionante” entre Viseu e Coimbra que tem uma vida útil de apenas 15 anos? Aliás, mal foi acabado, o IP3 deu logo sinais de ter sido projectado por um governo de vistas curtas. Isto à semelhança do IP5, IP4... Ou seja, a herança cavaquista foi esta: vias rápidas que não duram 10 anos, pontes que necessitam de intervenção urgente passada uma década. Tudo o que foi construído é para demolir, não serve. Marquês de Pombal pensou Lisboa para 200 anos, Cavaco Silva nem para 20 pensou o país.
Tivesse o primeiro-ministro laranja de então reavaliado melhor os caminhos de cabra que se propôs construir aqui para os serranos, não teríamos hoje esse problema. Mas também não duplicaríamos os lucros dos construtores nem reavaliaríamos os seus lucros.
13 de Maio: Roubar aos Ricos para Dar aos Pobres!
sexta-feira, maio 07, 2010
Desenganem-se. Não se trata de nenhuma metáfora alusiva à virgem ou a Ratzinger. Quer no Vaticano, quer em Fátima, quer em Viseu, as esmolas dos pobres têm como destino a construção de ricos templos e sumptuosas igrejas. A mensagem de deus a Francisco de Assis para que este reconstruísse a igreja nunca foi bem entendida pela hierarquia católica, sempre apostada na aplicação material do pedido divino. Mas adiante.
Trata-se apenas da data de estreia do novo “Robin Hood”, o herói medieval que ousava roubar os ricos para oferecer o saque aos mais pobres e injustiçados.
Hoje a lógica é completamente inversa. Roubam-se os contribuintes para salvar a banca, saca-se aos desempregados para pagar os impulsos especulativos, corta-se nas reformas para se pagarem obras faraónicas, congelam-se salários para suportar as mordomias dos gestores.
Entretanto estima-se em 37 milhões de euros o custo da intolerável tolerância governamental, provavelmente à espera de um milagre que não o do Sol. Desse já está José Sócrates farto...
Trata-se apenas da data de estreia do novo “Robin Hood”, o herói medieval que ousava roubar os ricos para oferecer o saque aos mais pobres e injustiçados.
Hoje a lógica é completamente inversa. Roubam-se os contribuintes para salvar a banca, saca-se aos desempregados para pagar os impulsos especulativos, corta-se nas reformas para se pagarem obras faraónicas, congelam-se salários para suportar as mordomias dos gestores.
Entretanto estima-se em 37 milhões de euros o custo da intolerável tolerância governamental, provavelmente à espera de um milagre que não o do Sol. Desse já está José Sócrates farto...
Vídeo: A Liberdade de Expressão segundo o PS
quinta-feira, maio 06, 2010O Partido Socialista anda à deriva. Habituado que estava a controlar o novo lápis azul da vergonha, ora através das posições do Estado nas empresas detentoras dos media, ora através da ameaça às fontes de financiamento, ora através de pressões directas aos jornalistas, é com toda a naturalidade que assistimos a episódios como o de ontem, onde Ricardo Rodrigues, deputado e vice-presidente da bancada socialista, decidiu ROUBAR os dois gravadores que registavam a entrevista que este dava à revista Sábado.
Parece que o homem não estava a gostar do teor das perguntas. A mim pareceram-me até bastante pertinentes. Acostumado que está a ter as questões de antemão, parece que os métodos do primeiro-ministro começam a fazer escola no Largo do Rato. Entretanto seguem 74 perguntas para José Sócrates responder em casa com os seus advogados sobre o negócio PT/TVI. Provavelmente mais do que aquelas a que teve de responder durante o todo o curso, acabado ao Domingo, se calhar também em casa...
74 questões vindas directamente da Comissão Parlamentar de Inquérito ao negócio PT/TVI, em que o PS se faz representar exactamente por este senhor Ricardo Rodrigues e em que este faz um mero papel de advogado de defesa dos envolvidos no processo. Pelo menos assim já conhecemos a opinião deste senhor acerca da liberdade de expressão e sobre o papel dos media... E também sobre os off-shore: é contra, mas no privado ajuda "gangues internacionais" a esconder lá o dinheiro. Actualmente o “Ser” conta muito menos do que o “Parecer”.
Até onde chegará a prepotência cega desta gente? Depois ainda vem fazer o papel de coitadinho. Por favor! Enxerguem-se!
Quem já respondeu bem a Ricardo Rodrigues a propósito da corrupção foi Fernando Rosas:
Parece que o homem não estava a gostar do teor das perguntas. A mim pareceram-me até bastante pertinentes. Acostumado que está a ter as questões de antemão, parece que os métodos do primeiro-ministro começam a fazer escola no Largo do Rato. Entretanto seguem 74 perguntas para José Sócrates responder em casa com os seus advogados sobre o negócio PT/TVI. Provavelmente mais do que aquelas a que teve de responder durante o todo o curso, acabado ao Domingo, se calhar também em casa...
74 questões vindas directamente da Comissão Parlamentar de Inquérito ao negócio PT/TVI, em que o PS se faz representar exactamente por este senhor Ricardo Rodrigues e em que este faz um mero papel de advogado de defesa dos envolvidos no processo. Pelo menos assim já conhecemos a opinião deste senhor acerca da liberdade de expressão e sobre o papel dos media... E também sobre os off-shore: é contra, mas no privado ajuda "gangues internacionais" a esconder lá o dinheiro. Actualmente o “Ser” conta muito menos do que o “Parecer”.
Até onde chegará a prepotência cega desta gente? Depois ainda vem fazer o papel de coitadinho. Por favor! Enxerguem-se!
Quem já respondeu bem a Ricardo Rodrigues a propósito da corrupção foi Fernando Rosas:
À Memória do Elton Martins Abubacar: 1984 a 2010
quarta-feira, maio 05, 2010
Há quem diga que foi deus, há quem diga que foi a natureza. Partiste. Essa é a única certeza.Partiste com o sorriso com que sempre viveste, partiste com o sorriso que nos deixaste para a posteridade, para a eternidade, e que mesmo na hora do adeus, nunca abandonaste.Perpetuaste a tua memória pintando-a com a alegria que sempre demonstraste, sempre com o Karpe Diem como ideologia, que sempre honraste! Na hora do adeus reuniste todos em teu redor. Pretos, brancos, ciganos. Cristãos, ateus e muçulmanos. A todos tocastes. Verdade! Eras o melhor fruto da portugalidade. Dizem que não é justo. 25 anos foda-se! Mas injusto é teres vivido mais do que muitos que chegam a idade avançada, sem terem vivido nada!
O teu sorriso pá! O teu sorriso!
Ao Elton Martins Abubacar, jovem de 25 anos falecido no dia 1 de Maio em Viseu.
O teu sorriso pá! O teu sorriso!
Ao Elton Martins Abubacar, jovem de 25 anos falecido no dia 1 de Maio em Viseu.
Uma adenda em forma de tributo por José Domingues:
A Insuficiência do Verbo enquanto arma! Hoje somos tod@s Gregos!
sábado, maio 01, 2010
O verbo é uma arma, mas por vezes torna-se insuficiente contra a cegueira irracional e gananciosa da aristocracia financeira. Da UE e dos estados só se espera solidariedade para com a banca! Sempre Fracos com os Fortes e Fortes com os Fracos. O desempregado que pague a crise que nos "Mexias" não se mexe. O desgoverno da democracia portuguesa é o desgoverno do Bloco Central, que se vai governando. Quem nos colocou na crise não nos tirará certamente dela!
Assim, a violência torna-se uma opção! Hoje, somos todos gregos! A polícia, essa que se junte aos trabalhadores e não seja apenas o braço armado dos agiotas capitalistas mascarados de homens de estado!
Assim, a violência torna-se uma opção! Hoje, somos todos gregos! A polícia, essa que se junte aos trabalhadores e não seja apenas o braço armado dos agiotas capitalistas mascarados de homens de estado!
Fatoumata Sidibé declara. Eu Subscrevo. Fascismo-Islâmico? Não, muito obrigado!
sexta-feira, abril 30, 2010
Fatoumata Sidibé declara. Eu Subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara que “a emancipação não é um luxo reservado às mulheres ocidentais, que a igualdade homens/mulheres não é negociável, ou ajustável, em função de pedidos, reivindicações culturais, religiosas, ou apresentadas como tais, oriundas de indivíduos, de comunidades, de grupos.” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara que “o véu é o símbolo da instrumentalização das mulheres em nome da religião, de um projecto político totalitário que semeia o terror em certos países, da tentativa de sujeição, do colocar sob tutela as mulheres, da separação dos espaços femininos e masculinos, um embuste dos fundamentalistas muçulmanos para reafirmarem o seu domínio sobre o corpo das mulheres e as suas liberdades.” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara que “se atinge o cúmulo da doutrinação quando a escrava interioriza as suas correntes como se fossem normais, quando ela não pode pensar de outra forma que não pelo prisma de uma sociedade que a convenceu desde a mais tenra infância através das tradições, das aulas de religião e dos sermões religiosos, que a sua natureza de mulher a predispõe a ocupar uma posição de inferioridade, de submissão. É esta mesma violência simbólica que empurra as mulheres a infligirem às suas filhas violências como os casamentos forçados, ou as mutilações sexuais genitais de que elas próprias foram vítimas.” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara “que, na Europa, as ofensivas dos islamistas contra os direitos das mulheres reforçam aquelas dos partidos conservadores, da Igreja católica, dos lóbis religiosos muito poderosamente implantados nos novos Estados membros e que se esforçam por fazer recuar os direitos das mulheres no seio da União Europeia.” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara “que o progresso das conquistas feministas no Ocidente rumo à emancipação não foi detido pelo medo de estigmatizar as Igrejas contrárias aos direitos e às liberdades das mulheres. Porque seria o Islão poupado a este movimento de contestação? O que é bom para uma religião não o será para outra?” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé, deputada e “cidadã belga de cultura muçulmana, originária do Mali, um país muçulmano a 90% onde a religião influencia fortemente as leis, regulamentos e diferentes aspectos da vida quotidiana onde certos costumes e tradições retrógradas perpetuam as discriminações em relação às mulheres, onde mais de 80% das raparigas são vítimas de mutilações genitais, onde a poligamia é legal, onde os casamentos forçados são impostos às jovens, onde no que respeita ao direito de herança as mulheres são encaradas como seres inferiores, onde, desde a primeira infância, se ensina às raparigas que o seu destino é sofrerem, resignarem-se, submeterem-se, casarem-se, fazerem filhos e honrar a família.”
Para quem quiser ler a versão integral e não-integrista deste texto, visite o sítio da Associação República e Laicidade que fez o favor de o traduzir e publicar. Deixo-lhes aqui um enorme agradecimento.
O debate que começou em França e se discute hoje na Bélgica ainda está no início. A fronteira entre liberdade individual e a neutralidade do estado é ténue. O caminho trilhado pelas mulheres e que levou ao fim da sociedade patriarcal na Europa foi longo e qualquer marcha atrás será um sério revés. Hoje, ninguém pode andar nu na rua apesar de tal poder ser considerado a forma de estar mais natural para alguns. Nem todo nu, nem tod@s vestid@s, sobretudo quando no segundo caso o traje representa o avanço dos fascistas islâmicos na Europa e não apenas a expressão inocente da liberdade individual.
Fatoumata Sidibé declara que “ o medo de ser rotulado como racista tem amordaçado muitas consciências, que estamos prontos a aceitar o intolerável por medo de sermos acusados de intolerância. Que, à força de abandonos e de recuos, os nossos valores democráticos estão em declínio.” Eu subscrevo.
A religião entravou desde sempre o progresso humano, esteve sempre atrás do seu tempo, colocou sempre os seus próprios interesses acima dos do outro. A religião é a perpetuação da cegueira e da preguiçosa escravatura mental. E ao contrário da ciência, nem precisa provar nada, porque se escuda sempre na suposta evidência da fé. A religião é a negação do óbvio.
Hoje, 30 de Abril de 2010, argumentar com base em algo como a fé, é pregar com uma mão cheia de nada. Entretanto, o governo declara a tolerância de ponto para 13 de Maio. Parece que a solução para a crise, já não é terrena.
Fatoumata Sidibé declara que “a emancipação não é um luxo reservado às mulheres ocidentais, que a igualdade homens/mulheres não é negociável, ou ajustável, em função de pedidos, reivindicações culturais, religiosas, ou apresentadas como tais, oriundas de indivíduos, de comunidades, de grupos.” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara que “o véu é o símbolo da instrumentalização das mulheres em nome da religião, de um projecto político totalitário que semeia o terror em certos países, da tentativa de sujeição, do colocar sob tutela as mulheres, da separação dos espaços femininos e masculinos, um embuste dos fundamentalistas muçulmanos para reafirmarem o seu domínio sobre o corpo das mulheres e as suas liberdades.” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara que “se atinge o cúmulo da doutrinação quando a escrava interioriza as suas correntes como se fossem normais, quando ela não pode pensar de outra forma que não pelo prisma de uma sociedade que a convenceu desde a mais tenra infância através das tradições, das aulas de religião e dos sermões religiosos, que a sua natureza de mulher a predispõe a ocupar uma posição de inferioridade, de submissão. É esta mesma violência simbólica que empurra as mulheres a infligirem às suas filhas violências como os casamentos forçados, ou as mutilações sexuais genitais de que elas próprias foram vítimas.” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara “que, na Europa, as ofensivas dos islamistas contra os direitos das mulheres reforçam aquelas dos partidos conservadores, da Igreja católica, dos lóbis religiosos muito poderosamente implantados nos novos Estados membros e que se esforçam por fazer recuar os direitos das mulheres no seio da União Europeia.” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé declara “que o progresso das conquistas feministas no Ocidente rumo à emancipação não foi detido pelo medo de estigmatizar as Igrejas contrárias aos direitos e às liberdades das mulheres. Porque seria o Islão poupado a este movimento de contestação? O que é bom para uma religião não o será para outra?” Eu subscrevo.
Fatoumata Sidibé, deputada e “cidadã belga de cultura muçulmana, originária do Mali, um país muçulmano a 90% onde a religião influencia fortemente as leis, regulamentos e diferentes aspectos da vida quotidiana onde certos costumes e tradições retrógradas perpetuam as discriminações em relação às mulheres, onde mais de 80% das raparigas são vítimas de mutilações genitais, onde a poligamia é legal, onde os casamentos forçados são impostos às jovens, onde no que respeita ao direito de herança as mulheres são encaradas como seres inferiores, onde, desde a primeira infância, se ensina às raparigas que o seu destino é sofrerem, resignarem-se, submeterem-se, casarem-se, fazerem filhos e honrar a família.”Para quem quiser ler a versão integral e não-integrista deste texto, visite o sítio da Associação República e Laicidade que fez o favor de o traduzir e publicar. Deixo-lhes aqui um enorme agradecimento.
O debate que começou em França e se discute hoje na Bélgica ainda está no início. A fronteira entre liberdade individual e a neutralidade do estado é ténue. O caminho trilhado pelas mulheres e que levou ao fim da sociedade patriarcal na Europa foi longo e qualquer marcha atrás será um sério revés. Hoje, ninguém pode andar nu na rua apesar de tal poder ser considerado a forma de estar mais natural para alguns. Nem todo nu, nem tod@s vestid@s, sobretudo quando no segundo caso o traje representa o avanço dos fascistas islâmicos na Europa e não apenas a expressão inocente da liberdade individual.
Fatoumata Sidibé declara que “ o medo de ser rotulado como racista tem amordaçado muitas consciências, que estamos prontos a aceitar o intolerável por medo de sermos acusados de intolerância. Que, à força de abandonos e de recuos, os nossos valores democráticos estão em declínio.” Eu subscrevo.
A religião entravou desde sempre o progresso humano, esteve sempre atrás do seu tempo, colocou sempre os seus próprios interesses acima dos do outro. A religião é a perpetuação da cegueira e da preguiçosa escravatura mental. E ao contrário da ciência, nem precisa provar nada, porque se escuda sempre na suposta evidência da fé. A religião é a negação do óbvio.
Hoje, 30 de Abril de 2010, argumentar com base em algo como a fé, é pregar com uma mão cheia de nada. Entretanto, o governo declara a tolerância de ponto para 13 de Maio. Parece que a solução para a crise, já não é terrena.
1º de Maio - Dia do Trabalhador - "Estroina" ao vivo no Estudantino Bar
quinta-feira, abril 29, 2010
Depois do 25 de Abril, o 1º de Maio! Desta feita com a presença dos "Estroina", no Estudantino Bar em Viseu às 22h30, para celebrar um dia que à excepção de Polvos, Chernes, Mexilhões e Varas de Porcos, se quer de todos! Sem desprimor pelos animais!
Passaram 120 anos sob as primeiras lutas pelas jornadas de 8h de trabalho. Mas passou apenas um ano desde a vergonhosa aprovação do código "socialista" que envergonhou até Bagão Félix. "Apenas" um ano desde "que se permitem jornadas diárias até 12 horas e até 60 horas de trabalho semanais."
Basta! Por mim, "No passaran"!
O Labirinto de Alexandre Azevedo Pinto no abandono a Fernando Nobre!
quarta-feira, abril 28, 2010Alexandre Azevedo Pinto ameaça tornar-se mais conhecido pelos movimentos que cria ou adere para logo depois abandonar, do que por outra coisa qualquer. Fundador do Bloco de Esquerda, cedo abandonou o partido por divergências. Apoiante destacado do MIC de Manuel Alegre, estatelou-se ao cumprido após o fracasso da Nova Esquerda, desertando inclusive para a recente candidatura cidadã de Fernando Nobre, da qual também... já se afastou!
O economista sustentava o seu apoio no Médico da AMI na afirmação de que "são necessários instrumentos de democracia participativa, mais voz aos cidadãos livres dos partidos e essa foi a grande falha de Alegre". Outra falha, que aqui não foi referida, foi o total desacordo de Manuel Alegre perante a sua proposta de formação de um... novo partido, a Nova Esquerda.
Não percebi, confesso. Se actualmente Azevedo Pinto se considera um cidadão livre por não pertencer a qualquer partido, o que aconteceria porventura à voz do cidadão Azevedo Pinto se a Nova Esquerda tivesse ido avante enquanto... partido político? Continuaria livre? A liberdade de expressão entre militantes só existe nos partidos e movimentos aos quais pertencemos? Ou a cada indivíduo um partido, já que pensamos todos obviamente pela nossa cabeça?
Se pertencemos a um determinado partido/movimento é porque partilhamos um conjunto de valores fundamentais que não podem ser amesquinhados ou depreciados à mínima divergência pessoal. Enquanto pessoas singulares, cada um de nós tem uma ideia própria sobre determinado assunto. Agora supor que a nossa visão é invariavelmente a que deverá prevalecer é um conceito altivo sobre a política, que se faz mormente da comunhão e conjugação de vontades. Porque grande parte das vezes, é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa. A união à esquerda separa-nos da direita, a união num partido como o BE separa-nos do PCP, a união à volta de uma determinada moção separa-nos de outras. Não podemos é, estando unidos, estar sempre separados, como de resto já é apanágio da esquerda. Nem tão pouco ir beber da escola conservadora do CDS que se “vende” por dois ou três ministérios. Porque a união só é bonita se não for uma espécie de “União Nacional”...
Mas também é evidente que recebo com agrado esta notícia. Vale mais tarde que nunca. Enquanto cidadão que eleva o altruísmo a um patamar inegavelmente alto, tenho todo o apreço por Fernando Nobre. Mas jamais a Esquerda Republicana poderá apoiar um candidato assumidamente Monárquico. Jamais a Esquerda Republicana poderá apoiar quem tem na sua génese uma concepção de que há direitos que apenas emanam do nascimento e do sangue, neste caso azul. Jamais a Esquerda Republicana poderá optar por um Rei em vez de um Presidente Eleito.
Muitas vezes os caminhos são trilhados com avanços e recuos, mas quando se recua mais do que se avança, não se chega a lado nenhum.
O economista sustentava o seu apoio no Médico da AMI na afirmação de que "são necessários instrumentos de democracia participativa, mais voz aos cidadãos livres dos partidos e essa foi a grande falha de Alegre". Outra falha, que aqui não foi referida, foi o total desacordo de Manuel Alegre perante a sua proposta de formação de um... novo partido, a Nova Esquerda.
Não percebi, confesso. Se actualmente Azevedo Pinto se considera um cidadão livre por não pertencer a qualquer partido, o que aconteceria porventura à voz do cidadão Azevedo Pinto se a Nova Esquerda tivesse ido avante enquanto... partido político? Continuaria livre? A liberdade de expressão entre militantes só existe nos partidos e movimentos aos quais pertencemos? Ou a cada indivíduo um partido, já que pensamos todos obviamente pela nossa cabeça?Se pertencemos a um determinado partido/movimento é porque partilhamos um conjunto de valores fundamentais que não podem ser amesquinhados ou depreciados à mínima divergência pessoal. Enquanto pessoas singulares, cada um de nós tem uma ideia própria sobre determinado assunto. Agora supor que a nossa visão é invariavelmente a que deverá prevalecer é um conceito altivo sobre a política, que se faz mormente da comunhão e conjugação de vontades. Porque grande parte das vezes, é muito mais aquilo que nos une do que aquilo que nos separa. A união à esquerda separa-nos da direita, a união num partido como o BE separa-nos do PCP, a união à volta de uma determinada moção separa-nos de outras. Não podemos é, estando unidos, estar sempre separados, como de resto já é apanágio da esquerda. Nem tão pouco ir beber da escola conservadora do CDS que se “vende” por dois ou três ministérios. Porque a união só é bonita se não for uma espécie de “União Nacional”...
Mas também é evidente que recebo com agrado esta notícia. Vale mais tarde que nunca. Enquanto cidadão que eleva o altruísmo a um patamar inegavelmente alto, tenho todo o apreço por Fernando Nobre. Mas jamais a Esquerda Republicana poderá apoiar um candidato assumidamente Monárquico. Jamais a Esquerda Republicana poderá apoiar quem tem na sua génese uma concepção de que há direitos que apenas emanam do nascimento e do sangue, neste caso azul. Jamais a Esquerda Republicana poderá optar por um Rei em vez de um Presidente Eleito.
Muitas vezes os caminhos são trilhados com avanços e recuos, mas quando se recua mais do que se avança, não se chega a lado nenhum.
Viseu: Nova Universidade ou Melhor Ensino Superior?
quarta-feira, abril 28, 2010As vantagens do Ensino Superior numa cidade não se podem esgotar nem na especulação imobiliária /mercado de arrendamento nem no patrocínio de duas semanas por ano de académicas bebedeiras, que também são necessárias pois está claro!
Vejo assim com muitos bons olhos a criação recente de uma Linha Verde de Apoio ao Estudante totalmente grátis (800 103 002) e a construção de um Canil/Gatil na Escola Superior Agrária que tanta falta fazia a um sector que por cá, à excepção do Cantinho dos Animais, se encontra totalmente privatizado, praticando preços incomportáveis para a generalidade dos donos de animais domésticos. E espero que este seja o passo definitivo para uma maior sinergia entre a comunidade escolar e a cidade. Porque é pena constatar que o planeamento do tráfego e respectiva sinalização esteve a cargo da Universidade de Aveiro, que a melhor obra acerca da Mata do Fontelo seja também da autoria de docentes da UA e por aí adiante.
As bases do PSD que sustentaram a “Mudança” propalada por P. Passos Coelho já começaram a cobrar o seu apoio. Por cá volta à baila a construção de uma Universidade Pública e PPC já prometeu atender ao pedido, ao mesmo tempo que se senta hoje com Sócrates para estancar a hemorragia orçamental e o despesismo público. Já Fernando Ruas, o presidente eterno, não conseguiu trazer ou incentivar a vinda para o coração do país de nenhuma empresa que absorvesse, por pouco que seja, os melhores cérebros e os alunos mais capazes que anualmente se vêm obrigados a migrar e emigrar para outras paragens e a realizarem estágios curriculares muitas vezes totalmente desadequados às habilitações. Entretanto vai chegando areia para os olhos aos camiões. O Povo regozija-se, só falta o mar, e talvez não houvesse limitação de mandatos, quiçá o Sr. Presidente conseguisse tal façanha.
Mais do que uma nova Universidade, o que se deve exigir é melhor Ensino Superior, sem populismos. Afinal é no PSD que se afirma “não se construírem universidades como se constroem tascas”.
Vejo assim com muitos bons olhos a criação recente de uma Linha Verde de Apoio ao Estudante totalmente grátis (800 103 002) e a construção de um Canil/Gatil na Escola Superior Agrária que tanta falta fazia a um sector que por cá, à excepção do Cantinho dos Animais, se encontra totalmente privatizado, praticando preços incomportáveis para a generalidade dos donos de animais domésticos. E espero que este seja o passo definitivo para uma maior sinergia entre a comunidade escolar e a cidade. Porque é pena constatar que o planeamento do tráfego e respectiva sinalização esteve a cargo da Universidade de Aveiro, que a melhor obra acerca da Mata do Fontelo seja também da autoria de docentes da UA e por aí adiante.As bases do PSD que sustentaram a “Mudança” propalada por P. Passos Coelho já começaram a cobrar o seu apoio. Por cá volta à baila a construção de uma Universidade Pública e PPC já prometeu atender ao pedido, ao mesmo tempo que se senta hoje com Sócrates para estancar a hemorragia orçamental e o despesismo público. Já Fernando Ruas, o presidente eterno, não conseguiu trazer ou incentivar a vinda para o coração do país de nenhuma empresa que absorvesse, por pouco que seja, os melhores cérebros e os alunos mais capazes que anualmente se vêm obrigados a migrar e emigrar para outras paragens e a realizarem estágios curriculares muitas vezes totalmente desadequados às habilitações. Entretanto vai chegando areia para os olhos aos camiões. O Povo regozija-se, só falta o mar, e talvez não houvesse limitação de mandatos, quiçá o Sr. Presidente conseguisse tal façanha.
Mais do que uma nova Universidade, o que se deve exigir é melhor Ensino Superior, sem populismos. Afinal é no PSD que se afirma “não se construírem universidades como se constroem tascas”.
Vídeo: À Agiotagem das Agências de Rating, José Mário Branco, Porque Também Eu "quero que o FMI se Foda!"
terça-feira, abril 27, 2010As críticas às sucessivas avaliações negativas por parte das agências de rating que inflacionam quase irremediavelmente o défice português têm sido feitas num coro unânime. Da esquerda à direita. De Louçã a Portas. Do governo à oposição.
Não creio que seja um apelo bacoco ao nacionalismo e provincianismo. É apenas a constatação que a agiotagem financeira se sobrepõe aos Estados, reféns de empresas privadas que moldam as consciências e percepções dos cidadãos menos informados, que avaliam apesar de serem partes interessadas e que não passam de instrumentos de ganância legitimadas pelo respeito ao sacrossanto mercado, isto apesar da hecatombe provocada pelos desvios neo-liberais traduzidos ainda à pouco na crise imobiliária.
A melhor resposta a estes novos vampiros, mais sedentos de dinheiro do que de sangue, traduz-se nesta notável interpretação de José Mário Branco. A ver, ouvir e reflectir pois está claro! Em duas partes, Branco... e Tinto! (uma piada privada do Ângelo, magnífico intérprete de Abril que nos brindou este fim de semana com a sua presença - um grande abraço para ele, e um grande obrigado!)
Não creio que seja um apelo bacoco ao nacionalismo e provincianismo. É apenas a constatação que a agiotagem financeira se sobrepõe aos Estados, reféns de empresas privadas que moldam as consciências e percepções dos cidadãos menos informados, que avaliam apesar de serem partes interessadas e que não passam de instrumentos de ganância legitimadas pelo respeito ao sacrossanto mercado, isto apesar da hecatombe provocada pelos desvios neo-liberais traduzidos ainda à pouco na crise imobiliária.
A melhor resposta a estes novos vampiros, mais sedentos de dinheiro do que de sangue, traduz-se nesta notável interpretação de José Mário Branco. A ver, ouvir e reflectir pois está claro! Em duas partes, Branco... e Tinto! (uma piada privada do Ângelo, magnífico intérprete de Abril que nos brindou este fim de semana com a sua presença - um grande abraço para ele, e um grande obrigado!)
Vem Fazer o 25 de Abril! Domingo, Estudantino, das 17h às 02h!
sexta-feira, abril 23, 2010
Passados 36 anos após a Revolução dos Cravos, os Vampiros e Polvos Capitalistas-Fascistas poisaram de novo nos Prédios e nas Calçadas, nas Empresas e no Estado!
Urge um despertar de consciências contra a apropriação do que era de todos por parte de alguns.
Junta-te à Festa. Não podemos deixar cair no esquecimento o Sonho de um país mais igual, mais solidário, mais livre, mais democrático, mais justo, mais fraterno! Desistir é morrer, é ceder aos que já tendo muito sempre quererão sempre mais!
Domingo Tod@s ao Estudantino! A partir das 17h!Passa a Mensagem! (Jugueiros, junto ao IPV)
Vem cantar Abril! Não cales a tua Revolta! Vem celebrar a liberdade!
Entre um copo e uma cantiga, entre dois dedos de conversa e um abraço, entre um cravo e um poema! Não importa de onde vimos, aquilo que nos une será sempre mais do que aquilo que nos separa.
"Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!"
N. Morais
A Injustiça da Justiça num País do Faz de Conta!
sexta-feira, abril 23, 2010
Domingos Névoa, proprietário da Bragaparques tentou corromper com 200.000€ o vereador José Sá Fernandes a troco da desistência de um processo destes contra o negócio do Parque Mayer. Este prontamente denunciou a situação às autoridades competentes. Entretanto o caso foi a julgamento. Ficou provado que houve tentativa de corrupção? Sim! Ficou provado que houve dinheiro oferecido? Sim.
A consequência foi uma mísera multa de 5.000€ para o empresário na primeira instância, decisão anulada agora pelo recurso ao Tribunal da Relação que arranjou uma artimanha para inocentar o pobrezinho e que consistiu nisto: apesar de tudo, Sá Fernandes não tinha o poder para alterar o projecto conforme pretendia Névoa, e como tal e apesar de tudo, foi declarado INOCENTE!
Já Ricardo Sá Fernandes, que teve o desplante de apelidar o dito de “corruptor” e “vigarista”, foi CONDENADO(!) ao pagamento de uma multa de 10.000€ por difamação! Metade da quantia que teria de ser paga pelo empresário caso a sentença se tivesse mantido inalterada!

A corrupção compensa e a venda colocada nos olhos da justiça já não é mais sinal de imparcialidade e igualdade de tratamento, é apenas pura CEGUEIRA! A balança, símbolo de equidade, tende a pender sempre para o mesmo lado. A espada, representativa do poder do estado, já só consegue ser forte com os fracos e fraca com os fortes.
PSD: Social-Democracia ou Monarquia?
quarta-feira, abril 21, 2010
Teixeira-Pinto está mandatado para ser o porta-voz da propalada revisão constitucional proposta por Passos Coelho, essa espécie de Sócrates 7 anos mais novo, hoje presidente do PSD. Teixeira Pinto, ex-Opus Dei, ex-Presidente do BCP, abandonou a auto-flagelação e o uso do cilício, mas mantém o usufruto da reforma de 10.000.000€ e da Pensão Mensal e Vitalícia de 35.000€ do banco que deixou quase em ruínas. Isto obviamente dá-lhe bastante tempo, para se entreter, para se embrenhar em causas.
E como se não bastasse o abraço à Causa-Real à qual preside, ou rege neste caso, e que organizou nas vésperas do Centenário da República um desembarque simbólico na Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço se preferirem, com meia dúzia de apoiantes aos gritos de "Viva a Monarquia", foi agora o "Chosen one" do PSD para liderar a comissão de revisão constitucional entretanto criada!
Um monárquico a liderar a revisão da Constituição Republicana, isto é o que nos propõe a nova liderança do PSD. Um ex-Opus Dei a liderar a revisão da Constituição laica é o que nos propões Passos Coelho. Um ex-banqueiro para enfrentar estes tempos de crise é a resposta da direita.
É esta a Mudança inspiradora? Voltar ao tempo em que os direitos emanavam do berço e do sangue e a legitimação do poder não vinha das pessoas mas sim da paternidade?
E como se não bastasse o abraço à Causa-Real à qual preside, ou rege neste caso, e que organizou nas vésperas do Centenário da República um desembarque simbólico na Praça do Comércio, ou Terreiro do Paço se preferirem, com meia dúzia de apoiantes aos gritos de "Viva a Monarquia", foi agora o "Chosen one" do PSD para liderar a comissão de revisão constitucional entretanto criada!
Um monárquico a liderar a revisão da Constituição Republicana, isto é o que nos propõe a nova liderança do PSD. Um ex-Opus Dei a liderar a revisão da Constituição laica é o que nos propões Passos Coelho. Um ex-banqueiro para enfrentar estes tempos de crise é a resposta da direita.
É esta a Mudança inspiradora? Voltar ao tempo em que os direitos emanavam do berço e do sangue e a legitimação do poder não vinha das pessoas mas sim da paternidade?
Uma Pedra Sobre o Assunto, uma Pedra no bolso e uma Pedra no Charco!
quarta-feira, abril 21, 2010Cuidado! Fernando Ruas foi ilibado pelo Tribunal da Relação de Coimbra do crime de instigação à violência pelo qual tinha sido condenado em Viseu, prometendo logo no imediato estar de novo livre para os dislates que lhe são característicos. Assim, em vez de uma pedra sobra o assunto, o presidente prometeu uma pedra no bolso para cada futura discussão, agora que se sente “livre” de constrangimentos, assegurando que no futuro “será muito mais duro” na verborreia. Ou seja, o lobo despiu a pele de cordeiro que levou para Tribunal, onde jurara a inocência da frase “Arranjem lá um grupo e corram-nos à pedrada. A sério, nós queremos gente que nos ajude e não que obstaculize o desenvolvimento. Estou a medir muito bem o que estou a dizer” e onde garantiu ao mesmo tempo que as suas palavras “visavam apenas levar as pessoas a "falar" com os fiscais do ambiente…
Talvez se exija aqui um novo tratado sobre a Noção de Diálogo segundo Fernando Ruas. Ou não, porque na reacção às afirmações de Carlos Vieira, Deputado Municipal do Bloco de Esquerda que apenas lembrou que assim estaria sujeito ao mesmo tipo de processos e se tornaria num “Alberto João das Beiras”, quem exigiu, neste caso respeito foi… Fernando Ruas. Não consigo encontrar melhor analogia do que a do Mexia a sugerir como medida anti-crise… a reduções de salários. Dos outros pois está claro. Tal como a moderação na língua… logo agora que acumula as funções de Reformado da Segurança Social, Presidente do Município, do SMAS, da ANMP e da Mesa do Congresso do PSD. Mas não, porque as incompatibilidades são para os outros, como as de José Manuel Oliveira. Um autêntico regabofe argumentativo.
Em campanha eleitoral Fernando Ruas afirmou em outdoor que “para apelar ao vento bastam palavras, para apelar ao coração são necessárias obras". No Tribunal de Viseu o Procurador “classificou de "deprimente" a tentativa de algumas testemunhas.” Em Coimbra as palavras de do Pe. António Vieira foram tomadas pela letra. Os juízes foram o vento que ouviu as palavras dos “acólitos” a que a tudo se prestam, até a pagar a multa do Sr. Presidente, e que não viram “obra”, ou seja, a consequência das afirmações de Ruas.
Tivesse-se alguém lembrado de defender a sua terra ou quintal contra os infames invasores protectores do ambiente e demonstrado a razão da força sobre a força da razão, tivesse havido sangue, tivesse o crime sido substanciado, aí sim, haveria razão para condenação. E talvez para uma visita ao Hospital…
Mas de justiça percebemos nós todos. E nem é preciso ver a TVI ou ler o Correio da Manhã. Ela entra-nos assim, via mainstream, pelo nosso… coração dentro!
Ontem fiquei-me por uma Pedrada no Charco. Hoje fico por uma pedrada nos doutos juízes! Isto em sentido figurado, não vá o Golias mudar a história e mastigar o David...
Talvez se exija aqui um novo tratado sobre a Noção de Diálogo segundo Fernando Ruas. Ou não, porque na reacção às afirmações de Carlos Vieira, Deputado Municipal do Bloco de Esquerda que apenas lembrou que assim estaria sujeito ao mesmo tipo de processos e se tornaria num “Alberto João das Beiras”, quem exigiu, neste caso respeito foi… Fernando Ruas. Não consigo encontrar melhor analogia do que a do Mexia a sugerir como medida anti-crise… a reduções de salários. Dos outros pois está claro. Tal como a moderação na língua… logo agora que acumula as funções de Reformado da Segurança Social, Presidente do Município, do SMAS, da ANMP e da Mesa do Congresso do PSD. Mas não, porque as incompatibilidades são para os outros, como as de José Manuel Oliveira. Um autêntico regabofe argumentativo.
Em campanha eleitoral Fernando Ruas afirmou em outdoor que “para apelar ao vento bastam palavras, para apelar ao coração são necessárias obras". No Tribunal de Viseu o Procurador “classificou de "deprimente" a tentativa de algumas testemunhas.” Em Coimbra as palavras de do Pe. António Vieira foram tomadas pela letra. Os juízes foram o vento que ouviu as palavras dos “acólitos” a que a tudo se prestam, até a pagar a multa do Sr. Presidente, e que não viram “obra”, ou seja, a consequência das afirmações de Ruas.
Tivesse-se alguém lembrado de defender a sua terra ou quintal contra os infames invasores protectores do ambiente e demonstrado a razão da força sobre a força da razão, tivesse havido sangue, tivesse o crime sido substanciado, aí sim, haveria razão para condenação. E talvez para uma visita ao Hospital…
Mas de justiça percebemos nós todos. E nem é preciso ver a TVI ou ler o Correio da Manhã. Ela entra-nos assim, via mainstream, pelo nosso… coração dentro!
Ontem fiquei-me por uma Pedrada no Charco. Hoje fico por uma pedrada nos doutos juízes! Isto em sentido figurado, não vá o Golias mudar a história e mastigar o David...
A Capa e a Batina – O Conservadorismo enquanto pura APARÊNCIA
segunda-feira, abril 19, 2010
A Semana Académica começou. O Cartaz, uma pobreza Franciscana. A Benção das Pastas, cerimónia evocativa do seu arranque oficial, uma afronta à Igreja. Percebe-se o primeiro. Há anos afundada em dívidas a FAV optou pelo seguro: afinal, quase que até se podia colocar simplesmente uma playlist a ecoar pelo pavilhão. E quase ninguém se daria conta, nem sequer se incomodaria, houvesse sempre aberta a destilaria… Não se percebe o segundo. A desconsideração pela celebração da eucaristia a que cada um assiste voluntariamente, é uma evidente contradição pelo respeito à "tradição" que cada um ostenta através do traje e que cada um exige, quando desempenha o mui nobre papel de Doutor perante o praxado… Lembrasse-se o bispo, de reprimendas semelhantes às que os ditos senhores, infligem sobre os seus subordinados aquando estes, pobres caloiros, acéfalos e coitados, chegam à Universidade e precisam de ser… ensinados. Um regabofe!
Graças a Deus, sou Ateu. Mas não vou "cuspir" para igreja, sobretudo quando sou um convidado ou mais grave ainda, o motivo pelo qual se celebra ali a pomposa cerimónia.
Se é enfadonho, sempre têm o simplex: é benzer as pastas via facebook! Aposto que a Santa-Sé encontrará maneira de encaminhar a mensagem ao divino. A desadequação de uma Benção das Pastas numa semana Académica é tão grande que dá nisto.
E saúdo ainda o Diário de Viseu pelo uso da fina ironia para relatar o incidente, isto apesar de perante os poderes instituídos ser do mais subserviente... Reza o jornal que “pelo menos as garrafas de litro e meio de vinho - mais ou menos escondidas debaixo das capas - não foram abertas durante a cerimónia”. Mas isto não é ironia, é pura grosseria – não saberá o sr. Jornalista que o sangue de Cristo está reservado ao Padre???
Graças a Deus, sou Ateu. Mas não vou "cuspir" para igreja, sobretudo quando sou um convidado ou mais grave ainda, o motivo pelo qual se celebra ali a pomposa cerimónia.
Se é enfadonho, sempre têm o simplex: é benzer as pastas via facebook! Aposto que a Santa-Sé encontrará maneira de encaminhar a mensagem ao divino. A desadequação de uma Benção das Pastas numa semana Académica é tão grande que dá nisto.
E saúdo ainda o Diário de Viseu pelo uso da fina ironia para relatar o incidente, isto apesar de perante os poderes instituídos ser do mais subserviente... Reza o jornal que “pelo menos as garrafas de litro e meio de vinho - mais ou menos escondidas debaixo das capas - não foram abertas durante a cerimónia”. Mas isto não é ironia, é pura grosseria – não saberá o sr. Jornalista que o sangue de Cristo está reservado ao Padre???
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