Viseu Esquerda

Bloco Acampou no Rossio em frente à CMV!

quinta-feira, outubro 08, 2009

O Bloco de Esquerda acampou hoje literalmente diante da Câmara Municipal de Viseu para levantar alguns problemas e questões que têm ficado arredados da discussão e da campanha dos maiores partidos, mas que julgamos serem de grande importância para os jovens e generalidade das pessoas.

A inexistência de um Parque de Campismo, de um Parque Radical, de um Auditório Municipal, de pontos de acesso à internet sem fios, de transportes públicos nocturnos, a denúncia da propaganda na página destinada aos turistas do site da Câmara Municipal, d e a proposta de ligação dos STUV à Estação da CP em Mangualde foram os temas "esmiuçados" nesta original iniciativa. Vê em baixo os 7 temas abordados e as nossas propostas para uma cidade de tod@s. Porque "Viseu somos Todos Nós"!

Parque de Campismo:

O sector do alojamento em Viseu tem sido marcado nos últimos anos com aberturas em catadupa de Resorts, Pousadas e Hotéis de 5 estrelas. Contudo continua sem haver um espaço que acomode um segmento do mercado turístico que não é de todo menosprezável , constituído por campistas e caravanistas que antes de se deslocarem para determinado local verificam a existência ou não de condições que permitam a sua estadia, sendo que se a resposta for negativa é certo que rumarão para outras paragens.Por isso impõe-se a criação de um Parque de Campismo Municipal. O espaço existe e tem um bom enquadramento, com sombras q.b., variedade na oferta de equipamentos desportivos , piscinas e espaços verdes aprazíveis. Não há razão nenhuma para que continuemos nesta situação nada dignificante.

Parque Radical:

A construção de um "Skate Park" moderno que satisfizesse as necessidades dos jovens que preferem desportos mais alternativos e que fomentassem a prática do desporto nos respectivos praticantes é uma reivindicação que vem desde 1988! Entretanto construíram-se dezenas de polidesportivos e campos de futebol sem que se concretizassem as antigas promessas, e até o nome parece despropositado passados quase 20 anos, já que agora se costumam denominar "Parques Radicais" por englobarem diversas modalidades como o Skate, BMX, Inline, Basquete de Rua, Escalada, Rappel, Slide... Os anúncios da obra são renovados de 4 em 4 anos em período eleitoral, e o espaço está pensado para o Fontelo há muito. Em Setembro foi publicado novo concurso devido aos sucesivos erros da autarquia que têm adiado a obra. Será desta?

Mata do Fontelo:

Se queremos para Viseu o título de “Cidade Jardim” não é descurando aquilo que faz do Fontelo um ex-líbris da cidade, ou seja, a diversidade e a quantidade de árvores (algumas centenárias) e vegetação que nele se encontram, que se valoriza o mesmo. Apesar de se terem construído alguns equipamentos desportivos em seu redor, a nobreza daquele espaço mantém-se através da preservação do património existente, a introdução de novas espécies, envolvendo a Escola Superior Agrária e outras entidades locais; pela catalogação e sinalização das árvores; pela criação de percursos interpretativos; plantação de hortas pedagógicas para os mais jovens; criação de um mini-anfiteatro para pequenos espectáculos de teatro, dança ou outro.

Auditório Municipal:

Após a demolição do auditório situado na feira de São Mateus, Viseu ficou órfão de um espaço polivalente onde as associações culturais possam organizar eventos de pequenas e médias dimensões como concertos a um preço razoável. O custo do aluguer do pavilhão multi-usos é incomportável para a maioria delas. Quer pela dimensão do espaço, quer pelo preço do aluguer. O futuro CAEV também não responderá a este problema. Falta também um espaço onde os jovens artistas possam praticar sem ter de pagar aluguer.

Pontos de Acesso sem fios à Internet:

A Câmara Municipal tem cedido alguns espaços com pontos de acesso à internet. Contudo, e com o cada vez mais rápido desenvolvimento das novas tecnologias, impõe-se a criação de diversos pontos de acesso sem fios à internet nos espaços públicos mais frequentados de uma cidade que se quer moderna e nos centros de todas as freguesias.

CMV na Web 2.0:

Para que a democracia não se afaste cada vez mais dos cidadãos o BE propõe que as sessões da Assembleia Municipal sejam transmitidas em directo via internet e que haja informação atempada sobre as reuniões dos órgãos autárquicos e eventos a decorrer. O Sítio na Internet da Câmara Municipal é uma lástima e lançamos o desafio. Visite a página destinada aos “Visitantes” da cidade. Mais parece um espaço de propaganda, e desactualizado. Informações de 2007 e links para as obras de requalificação dos Bairros de Paradinha, Balsa, 1º de Maio ou Municipal que nada interessam aos turistas. Nos links para as freguesias a única informação é o nome do pároco e o horário da missa dominical. Muito Pouco para uma cidade que se quer afirmara nível nacional!

STUV - Horários Nocturnos e Ligação à Estação de da CP em Manugualde:

Os horários praticados na ligação à estação da CP mais perto da cidade não servem de todo e afastam muitos deste importante meio de transporte. Enquanto PS e PSD continuam a disputa sobre quem tem feito menos para devolver à cidade o comboio, o BE propõe que a STUV faça ligações regulares com horários eficientes entre Viseu e Mangualde para suprir esta falha. Outro ponto serão os transportes públicos nocturnos para os trabalhadores das grandes áreas comerciais, para o cada vez maior número de estudantes do nocturno em diversas escolas da cidade e para os jovens que nas noites de fim de semana se deslocam ao centro da cidade e não têm alternativa para o regresso a casa.

Dia 11 de Outubro o voto útil é no Bloco de Esquerda, é o voto numa Esquerda de Confiança!
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Petição a bem da liberdade e independência da Imprensa Regional!

quinta-feira, outubro 08, 2009
aqui se tinha falado acerca do estranho fim dos jornais de fim de semana da Rádio NOAR. Agora surgiu e bem uma petição. Subscreve. Por uma Imprensa regional livre, objectiva e independente.

Fica desde já aqui o texto integral:

Petição "Rádio NOAR - Noticiários aos fins-de-semana e feriados"

Desde o dia 26-09-2009 a Rádio NOAR, a emitir a partir da cidade de Viseu em 106.4 Fm ou www.radionoar.pt, deixou de informar os seus ouvintes aos fins-de-semana e feriados. É claro que, com a compra da Rádio NOAR pelo grupo Lena/Sojormedia, também proprietário do Jornal “i”, poucos, ou talvez ninguém, esperariam que tal fosse fosse acontecer. Até porque a Rádio NOAR sempre habituou toda a região de Viseu a ser a única emissora de rádio local com noticiários aos fins-de-semana e feriados, ou seja, na NOAR as notícias não têm dia nem hora marcada, nem sequer vão de fim-de-semana. A Rádio NOAR sempre informou a região de Viseu com uma plena demonstração de que também há profissionais a trabalhar nas rádios locais, inclusivamente aos fins-de-semana e feriados, sem que, por exemplo, os dias de Natal ou Ano Novo fossem datas que provocassem na rádio NOAR um jejum de noticiários. Como qualquer estação de rádio, a NOAR nunca vai agradar a todos, mas a verdade é que é reconhecido que desde há muito esta rádio marca a região de Viseu pelo seu trabalho jornalístico, desde os noticiários diários, directos e debates, onde todos os que aí trabalham e colaboram sempre deram o seu melhor. Todos os que são ouvintes da Rádio NOAR sabem que sempre foi esta estação emissora a informar 365 dias por ano. Não vamos deixar morrer as notícias NOAR aos fins-de-semana e feriados! Só pedimos, como viseenses, que o grupo Lena/Sojormedia, proprietário da Rádio NOAR, não deixe morrer um projecto noticioso que muito orgulha a região de Viseu. Antes disso, que o faça crescer.
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Bloco de Esquerda levou o Cinema ao Bairro Municipal!

quinta-feira, outubro 08, 2009


Numa boa iniciativa que visou levantar a questão da demolição do Bairro Municipal, os moradores só tiveram uma palavra quando o BE denunciou que Américo Nunes tinha afirmado na última Assembleia Municipal que os Moradores é que tinham escolhido assim: ALDRABICE!

Fica aqui a notícia:

A Candidatura do Bloco de Esquerda à Autarquia Viseense realizou no passado sábado um encontro com os moradores do Bairro Municipal de Viseu no qual foi possível ouvir as suas angústias quanto ao futuro e as amarguras pelo esquecimento a que estão votados há décadas pelos sucessivos executivos municipais, que ameaçam de demolição o bairro há mais de 40 anos. Esta espécie de terrorismo social e psicológico revela a perversidade com que a Câmara Municipal de Viseu trata os seus inquilinos mais pobres. Reféns de uma demolição que nunca chegou, foram assim adiando durante décadas a realização de obras de melhoramento significativas com medo de verem as suas parcas poupanças serem destruídas pela pá de uma qualquer retro-escavadora (obras que são de resto responsabilidade do senhorio, a CMV) levando à situação actual de degradação generalizada.



Este encontro começou com a projecção do documentário de Raquel Castro "O Bairro" (2002) que retrata a vida deste antigo recanto da cidade e das suas gentes, e onde se pôde constatar que já na altura se vislumbrava um total desagrado por parte dos moradores relativamente ao abandono e degradação das casas por parte da CMV. Muitas das pessoas retratadas encontravam-se presentes, outras foram falecendo com o passar dos anos. Aliás, a máxima de que "o tempo resolve" parece ser a política levada a cabo e tomada à letra pela edilidade, que assim vê decrescer o número de pessoas a realojar futuramente numa total falta de desrespeito pela dignidade humana. Quem se imagina a viver décadas na ameaça de ver a sua casa demolida? Pequenas e humildes casas com mais de sessenta anos que nunca sofreram obras de fundo devido ao argumento de que eram para ir abaixo. As pessoas lá foram "desenrascando" conforme as possibilidades, mas sempre com medo de as suas parcas economias serem investidas numa casa que não é delas e que em breve seria demolida.

Na discussão que se seguiu os moradores desmentiram por completo as declarações de Américo Nunes apelidando-as de "aldrabice" quando confrontados com as afirmações do vice-presidente da CMV na Assembleia Municipal que havia garantido ao Bloco de Esquerda que tinham sido os moradores a escolher a solução da demolição, denunciando ainda os truques sucessivos da autarquia para ir tentando calar o descontentamento como a recente intervenção eleitoralista de fachada "que lavou a cara" mas não esconde a degradação dos telhados e interiores que ameaçam a segurança e qualidade de vida das pessoas. Repugnante é o facto de cada vez mais ratos se acercarem das moradias habitadas, isto após o abandono e transformação de algumas casas em armazéns onde a CMV deposita materiais de construção e lixo (ver imagem anexa). Há habitantes que já tiveram que aumentar o número de gatos para combater a praga, ao que isto chegou! E se a CMV pintou as fachadas das casas e colocou um novo tapete de alcatrão é porque a situação é para perdurar apesar do anúncio na imprensa de que alguns iriam já para o centro histórico. Nem se dignaram a informar os moradores...



O projecto da CMV é uma cedência à especulação imobiliária. Estes terrenos foram destinados pelos proprietários de então à habitação social. A solução passa pela reconstrução e ampliação das mais de 100 casas existentes e oferecer a possibilidade de compra aos moradores, como de resto estes defendem e como se fez em bairros semelhantes pelo resto do país, evitando assim "engaiolar" (como por ali se comentava) as pessoas em blocos e vender o terreno restante aos empreiteiros. A memória futura não se consegue com a preservação de seis casas como a autarquia pretende, porque o que caracteriza o Bairro Municipal é a disposição dos seus arruamentos, as moradias rasteiras com quintal, as relações de vizinhança, as vivências, as crianças que brincam sem receio na rua... Existem por lá mais de cinquenta casas desabitadas sabendo nós da imensa dificuldade pela qual algumas pessoas passam actualmente no acesso à habitação.

A CMV tem reconhecido recentemente alguns erros como demonstram o anúncio de futuras intervenções no mercado 2 de Maio, Praça 21 de Agosto e Parque da Cidade, o recuo no que toca à decisão de deslocar a feira semanal, as obras na Cava de Viriato ou as medidas de segurança no Funicular. Se em alguns deles haverá custos agravados pelo mau planeamento, no caso do Bairro Municipal ainda se vai a tempo de evitar a demolição, um grave erro que manchará o último mandado de Fernando Ruas. O Bloco de Esquerda defende assim a manutenção do Bairro Municipal através da recuperação das casas, mantendo a sua traça original mas ampliadas de modo a respeitar os padrões de hoje, proporcionando assim a dignidade devida a estes moradores.
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Monárquicos espreitam os 100 anos da República...

segunda-feira, outubro 05, 2009

Com a aproximação das comemorações dos 100 anos da República é certo que os monárquicos tentarão diabolizar regime. Já o fizeram há um século e Fernando rosas explica-o bem na introdução do livro «História da Primeira República Portuguesa»:

«O centenário do regicídio, em 2008, deu lugar ao reaparecimento e à reafirmação de uma corrente a meio caminho entre a história e a política, de forte cunho ideológico monárquico-conservador, por vezes enfaticamente promovida em alguns media, que, na realidade, constitui uma reedição quase ipsis verbis do discurso propagandístico do Estado Novo sobre a Primeira República.

A Primeira República é aí apresentada, melhor dizendo, é aí demonizada, como nos tempos áureos do Secretariado de Propaganda Nacional e dos plumitivos integralistas convertidos ao salazarismo, como uma realidade simultaneamente a-histórica e anti-histórica."



Para quem faz a apologia do sangue azul fica aqui a muitas vezes esquecida Declaração Universal dos direitos do Homem, na qual destaco o 1º Artigo:
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos."

Fica aqui uma homenagem a Manuel Buíça e Alfredo Costa pela coragem e sacrifício em prol da democracia, liberdade, igualdade, fraternidade e laicidade!
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Memórias: Proclamação da REPÚBLICA na aldeia de Beijós (Viseu)

segunda-feira, outubro 05, 2009


Uma curiosa celebração da república em 16-10-1910 aqui em Beijós retratada em Fotografia. No República e Laicidade diz-se:

"Em Beijós, aldeia (sede de freguesia) situada na estrada que vai de Carregal do Sal a Viseu (via Sangemil), a 12 Km de Carregal do Sal (sede do concelho), no distrito de Viseu, a então recém implantada República Portuguesa foi proclamada a 16 de Outubro de 1910 e esse acto mereceu o ajuntamento popular que a foto documenta.

[a foto foi recolhida aqui, no blogue «BEIJÓS XXI»]

Aparentemente, o interesse pelas coisas da República em Beijós não será alheio a um tal abade Pais Pinto, revolucionário republicano que ainda hoje é recordado na toponímia da principal rua da localidade e que esteve directamente envolvido na revolta que teve lugar a 31 de Janeiro de 1891 na cidade do Porto."
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Por uma vez, concordo com Cavaco Silva: Viva a República!

segunda-feira, outubro 05, 2009

Hoje no discurso oficial da comemoração dos 99 anos da República Portuguesa, o Presidente disse e bem:

«Devemos unir-nos em torno dos grandes ideais republicanos, que exigem da parte dos agentes políticos um esforço acrescido para a concretização da ética republicana, para a transparência da vida pública. Exigem uma atitude cívica mais empenhada e mais activa na defesa de uma república onde todos se revejam»

«A República desconhece privilégios de nascimento, porque premeia o mérito e a vontade de alcançar uma vida melhor. É um regime de inclusão, que tende conceder oportunidades iguais para realização pessoal, familiar e profissional das pessoas. Numa República, não podem existir barreiras artificiais entre o poder e o povo. Os governantes têm de conhecer a realidade do país e os cidadãos têm dever de participar na vida cívica ao invés de se queixarem constantemente do estado ou da classe política».

Falta é concretizar!
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Vídeo: Manuela Moura Guedes, quando a ficção é a realidade!

domingo, outubro 04, 2009
Será MMG bruxa? Nesta espécie de "tesourinho deprimente" MMG pergunta: "Porque é que mudaram, o anterior não era bom?" ao que o seu interlocutor responde "Era, mas procuramos sempre a melhor limpeza possível..." Qualquer semelhança entre a realidade não é pura ficçaõ!
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